Câmara de Porto Alegre conclui debates do Plano Diretor e inicia análise de 500 emendas

 


A Câmara Municipal de Porto Alegre encerrou nesta quarta-feira (9) a segunda e última sessão de discussão obrigatória sobre o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo. Com isso, os vereadores passam agora à análise das mais de 500 emendas apresentadas aos dois projetos.

Fim do prazo para novas emendas

O encerramento das discussões marca também o fim do período para protocolar alterações. Mesmo que haja apoio de 18 parlamentares, não é mais possível apresentar novas emendas. A etapa seguinte será a deliberação em plenário.

Divergências na tribuna

  • Karen Santos (PSOL) criticou a verticalização prevista no Plano Diretor, afirmando que favorece a especulação imobiliária e não garante moradia popular.

  • Giovani Culau (PCdoB) reforçou que “casa é para morar, não para lucrar” e apontou ausência de propostas para enfrentar ilhas de calor e eventos climáticos.

  • Juliana de Souza (PT) disse que o projeto aumenta a vulnerabilidade da cidade e não contempla regularização fundiária.

  • Professor Vitorino (MDB) defendeu o adensamento urbano como forma de aproximar a população mais pobre do centro e dos serviços públicos.

  • Ramiro Rosário (Novo) destacou o impacto positivo da construção civil na geração de renda e oportunidades.

  • Comandante Nádia (PL) acusou a oposição de estimular desinformação e afirmou que o Plano Diretor une desenvolvimento com inclusão.

Entenda o projeto

  • Protocolado em 12 de setembro de 2025, o Plano Diretor estabelece diretrizes de planejamento urbano para os próximos dez anos.

  • O texto foi adiado por cerca de cinco anos e passou por revisão em comissão especial formada por 14 vereadores, organizada em sete eixos temáticos.

  • Agora, resta apenas a votação do projeto e das emendas em plenário.

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