O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu nesta segunda-feira (9) uma segunda denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo nota oficial, a vítima relatou fatos semelhantes aos já investigados em outro procedimento, o que levou à abertura de uma nova reclamação disciplinar.
Denúncias sob sigilo
Assim como no primeiro caso, o processo corre em sigilo para preservar a intimidade das partes e garantir a condução adequada das investigações. A primeira acusação envolve uma jovem de 18 anos que teria sido agarrada à força pelo ministro em Balneário Camboriú (SC). A família registrou boletim de ocorrência em São Paulo, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
Investigações em andamento
O STJ abriu uma sindicância para apurar a primeira denúncia.
O novo caso também deve ser alvo de investigação interna.
Os processos administrativos no CNJ e no STJ podem resultar em aposentadoria compulsória do ministro.
Defesa de Buzzi
A defesa do ministro voltou a negar qualquer ato impróprio e criticou o vazamento de informações. Em nota, afirmou que não houve acesso aos autos e que o procedimento estaria comprometido por irregularidades.
Situação atual
Na última quinta-feira (5), Buzzi apresentou atestado médico ao presidente do STJ, Herman Benjamin, após ser internado em Brasília. O documento tem validade de dez dias, mas pode ser renovado. Nos bastidores, ministros avaliam que o afastamento do magistrado durante as investigações é provável.

Nenhum comentário:
Postar um comentário