As articulações entre PT e PDT no Rio Grande do Sul ganharam força nos últimos dias. Em visita ao Estado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reafirmou a intenção de aliança entre as siglas, defendendo a pré-candidatura de Juliana Brizola como cabeça de chapa. A posição, no entanto, foi contestada por apoiadores do pré-candidato petista Edegar Pretto, que garantem não abrir mão da liderança da candidatura.
Impasse nacional
Na semana passada, um encontro entre Lupi e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, gerou divergências. Lupi publicou foto dizendo que o diálogo tratou de alianças regionais, enquanto Edinho negou que o tema tenha sido discutido.
Na noite desta quarta-feira (11), uma nova imagem movimentou os bastidores: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Lupi e Juliana Brizola no Palácio do Planalto. O clima foi amistoso, com mãos dadas e sorrisos. Segundo Lupi, houve “diálogo franco e respeitoso sobre o futuro do Estado”.
Cenário estadual
Nos bastidores, comenta-se que Lupi e Juliana pediram apoio direto de Lula para a articulação no RS. A expectativa é de movimentações mais claras após o Carnaval. O PDT enfrenta dificuldades internas, já que parte do partido apoia o governo de Eduardo Leite (PSDB), que tem como nome preferencial o vice Gabriel Souza (MDB).
Enquanto isso, o PT prepara para 24 de fevereiro um encontro que marcará o início de uma caravana de mobilização pelo interior gaúcho.
Pré-candidaturas
Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) foram lançados no fim de 2025.
Nenhum deles tem vice definido.
No caso de Pretto, a chapa ao Senado já está formada com Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL).
Pretto carrega o peso político da eleição de 2022, quando quase chegou ao segundo turno, e atualmente preside a Conab.

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