Uma investigação conjunta conduzida por Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos revelou neste sábado (14) que o opositor russo Alexei Navalny foi morto por envenenamento enquanto cumpria pena em uma colônia penal no Ártico.
A descoberta
Exames laboratoriais identificaram a presença de epibatidina, toxina letal extraída de rãs-dardo do Equador, em amostras biológicas de Navalny.
Os países afirmam que apenas o Estado russo teria os meios e a oportunidade para utilizar a substância contra o ativista.
Repercussão internacional
A viúva, Yulia Navalnaya, declarou durante a Conferência de Segurança de Munique que as provas científicas transformam a acusação de assassinato em “fato comprovado”.
Os países ocidentais denunciaram formalmente a Rússia à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), acusando Moscou de violar a Convenção sobre Armas Químicas e manter um arsenal clandestino.
Histórico de ataques
Navalny morreu em fevereiro de 2024, aos 47 anos, enquanto cumpria uma pena de 19 anos.
Em 2020, já havia sobrevivido a um ataque com o agente nervoso Novichok, sendo tratado na Alemanha após ser envenenado durante campanha na Sibéria.
Reconhecido como a principal voz da oposição a Vladimir Putin, mobilizou milhares em protestos anticorrupção.
Esse novo relatório reforça as acusações internacionais contra Moscou e amplia a pressão diplomática sobre o Kremlin.

Nenhum comentário:
Postar um comentário