O curling se transformou na principal controvérsia dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, após acusações de trapaça, discussões acaloradas e até palavrões em partidas recentes. A situação levou a Federação Internacional a alterar os protocolos da modalidade.
O caso inicial
A polêmica começou na sexta-feira (13), durante o confronto entre Canadá e Suécia.
Os suecos acusaram o canadense Marc Kennedy de tocar a pedra com o dedo após o lançamento, corrigindo sua trajetória — prática proibida pelas regras.
As imagens oficiais não confirmaram a acusação, mas vídeos feitos da lateral da pista e divulgados nas redes sociais mostraram Kennedy alterando levemente a direção da pedra.
Apesar disso, o resultado da partida (vitória do Canadá por 8 a 6) foi mantido. Kennedy recebeu apenas advertência por palavrões durante o jogo.
Repercussão e novos episódios
No dia seguinte, contra a Suíça, Kennedy voltou a ser denunciado por suposto toque ilegal.
A Federação decidiu reforçar a fiscalização, escalando mais responsáveis para monitorar os lances.
A medida gerou novas reclamações, já que a fiscalização não seguia padrão e ocorria de forma esporádica.
Mudança no protocolo
No domingo (15), a entidade alterou oficialmente o regulamento:
Agora, as equipes podem solicitar monitoramento dos lançamentos adversários por até três entradas.
A decisão buscou equilibrar a pressão das seleções e garantir maior transparência.
Situação atual
Nesta segunda-feira (16), o Canadá venceu a República Tcheca por 8 a 2 e ocupa a segunda posição geral, atrás apenas da Suíça.
A Suécia, envolvida na polêmica inicial, aparece em oitavo lugar.
A fase classificatória segue até quinta-feira (19), quando apenas os quatro primeiros avançam às semifinais.
O episódio mostra como um esporte tradicionalmente associado à calma e precisão acabou no centro das atenções dos Jogos, com debates sobre ética, regras e fiscalização.

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