O Exército mexicano anunciou medidas especiais para conter a ameaça de drones não autorizados durante a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho. A preocupação se intensificou após cartéis de drogas utilizarem drones em ataques recentes em regiões marcadas pela violência.
Estratégia de segurança
A proteção será aplicada nos estádios e em locais de grande concentração de pessoas, como as Fan Fest.
Dois tipos de equipamentos antidrones serão utilizados:
Sistema semifixo, que cria um perímetro onde drones não autorizados não podem voar.
Sistema portátil, operado por soldados, capaz de localizar e cortar a comunicação entre o drone e seu controle.
Uma vez inibido, o aparelho pode se afastar, perder o controle ou cair, dependendo da configuração.
Contexto
As sedes mexicanas da Copa serão Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, onde ocorrerão 13 das 104 partidas do torneio.
Segundo o capitão José Alfredo Lara, engenheiro de comunicações do Exército, o uso de drones começou a ganhar relevância no país há cerca de cinco anos, levando os militares a desenvolver medidas de contenção.
Cartéis como Sinaloa, Jalisco Nueva Generación (CJNG) e La Familia Michoacana já incorporaram drones em seus arsenais.
Com o reforço da segurança aérea, o México busca garantir a tranquilidade dos torcedores e atletas durante o Mundial, prevenindo riscos associados ao uso criminoso de drones.

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