A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, determinou a extinção de sete programas sociais e órgãos ligados ao chavismo, como parte de um processo de reestruturação administrativa. Quatro dessas iniciativas haviam sido criadas durante o governo de Nicolás Maduro, enquanto outras remontam ao período de Hugo Chávez.
Contexto político
Maduro foi detido em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação militar conduzida por forças dos Estados Unidos.
Rodríguez, então vice-presidente, assumiu o comando do país de forma temporária após a captura do aliado político.
Mudanças anunciadas
Desde que assumiu, Rodríguez vem promovendo alterações estruturais:
Reorganização de ministérios.
Revisão das normas do setor petrolífero.
Proposta de uma lei de anistia, prevista para votação na próxima semana.
Nomeação do capitão Juan Escalona, ex-chefe de segurança de Maduro, para coordenar o gabinete da Presidência.
Extinções
De acordo com edição do Diário Oficial de 9 de fevereiro:
Foram encerrados cinco programas sociais e duas estruturas de coordenação e inteligência.
Entre eles, o Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria, criado em 2013 por Maduro, criticado por organizações civis por restringir acesso a dados públicos.
Também foram descontinuadas três “missões” sociais do regime de Maduro e outros programas originados na era Chávez.
Parte das funções será redistribuída entre diferentes ministérios.
A medida reforça a estratégia de Delcy Rodríguez de desvincular o atual governo das estruturas criadas pelo chavismo, ao mesmo tempo em que busca consolidar sua autoridade no comando interino da Venezuela.

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