Acervo do Museu Casa do Pontal será transferido em dois anos


Inauguração da obra O Bunker, da dupla de artistas plásticos OSGEMEOS, no Museu do Pontal (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Inauguração da obra O Bunker, da dupla de artistas plásticos OSGEMEOS, no Museu do PontalFernando Frazão/Agência Brasil
O acervo do Museu Casa do Pontal, com 8,5 mil esculturas de 200 artistas populares, vai mudar de endereço. Situado atualmente no Recreio dos Bandeirantes, o museu vai ocupar um espaço cedido pela prefeitura, na Barra da Tijuca, onde será construído um prédio, que deve ficar pronto em dois anos. A mudança está em fase de projeto, elaborado por uma equipe de arquitetos que já trabalharam no Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Minas Gerais.
De acordo com o coordenador de projetos do museu, Lucas Van de Beuque, o principal foco da nova sede será a integração com a natureza, característica marcante tanto de Inhotim quanto do Pontal. “A gente está desenhando um projeto novo, totalmente adaptado aos tempos atuais, mantendo a filosofia da exposição permanente atual e da ambiência que o museu tem, mas contextualizando isso ao século 21. A gente quer manter essa relação entre museu e natureza que é tão forte no Museu Casa do Pontal, onde ele está hoje”.
Van de Beuque explica que a região do atual sítio passa por mudanças urbanísticas, que podem vir a prejudicar a maior coleção de arte popular do Brasil, tombada pela prefeitura. “Há cerca de dois anos foi criado um bairro no entorno do museu que não existia antes, com um conjunto de prédios que vai ficar um metro acima do terreno do museu. A gente mandou especialistas avaliarem o que isso representaria e foi constatado que seria um risco ao acervo, porque é uma região muito frágil e eventualmente poderia ter problemas com inundação”.
A situação do Museu Casa do Pontal foi interpretada em forma de arte pela dupla OSGEMEOS, formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que inauguraram no local, no fim de janeiro, a obra O Bunker. As obras da nova sede serão financiadas pelas construtoras responsáveis pelos prédios no entorno do museu.
Até a mudança, a coleção iniciada pelo avô de Lucas, Jaques Van de Beuque, continua aberta à visitação. “Até o dia 28 de junho tem a exposição Caretas de Casa Nova, uma coleção de máscaras de Cazumba do boi do Maranhão, doada recentemente. Isso mostra o vigor do museu, colecionadores acreditam na permanência do museu, na continuidade, na importância. A gente está para receber outras coleções de colecionadores de arte popular que estão conversando sobre esse desejo que eles têm, para dar mais visibilidade para suas coleções. O nosso objetivo é: o museu vai ficar aberto até o dia em que inaugurar a nova sede”.
Ainda não está definido o que será feito da atual sede do Museu Casa do Pontal. Aberto há quase 40 anos, o local recebe cerca de 40 mil visitantes por ano, sendo a metade de estudantes e 25% de estrangeiros. O local funciona de terça-feira a sexta-feira de 9h30 às 17h, e aos sábados, domingos e feriados entre 10h30 e 18h.

Evento traz emponderamento feminino e igualdade de gênero como temática


Feminista Júlia Tolezano, conhecida no Youtube como Jout Jout, posta vídeos sobre os mais diversos temas, mas principalmente sobre a igualdade de gêneros
Feminista Júlia Tolezano, conhecida no Youtube como Jout Jout, posta vídeos sobre os mais diversos temas, mas principalmente sobre a igualdade de gêneros Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com um tom informal e descontraído, a feminista Júlia Tolezano, conhecida como Jout Jout, ficou famosa no Youtube com vídeos sobre os mais diversos temas. Um dos assuntos mais recorrentes em seus vídeos, no entanto, é a igualdade entre meninos e meninas. Para Jout Jout, que passou a ser considerada uma expressão do feminismo na internet, ainda não há igualdade entre os gêneros, mas colocar o tema em discussão e em evidência no youtube ajuda a promover o debate. “Tem tanta gente falando sobre isso. Acho que esse é o caminho”, disse.
Jout Jout foi uma das palestrantes do TEDxParquedasNaçõesWomen, um evento apoiado pela ONU Mulheres e totalmente voltado para a temática de igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, que aconteceu na na embaixada da França em Brasília, na semana passada. Com o tema “Momentum”, a proposta do evento é expor, em palestras curtas de até 18 minutos, formas de alcançar mais rapidamente o equilíbrio entre direitos de homens e mulheres e inspirar o movimento pró-igualdade, a partir da motivação de mulheres que de alguma forma conseguiram se destacar na área que escolherem.
Em um de seus vídeos de destaque, intitulado “não tire o batom vermelho”, visto por mais de 650 mil pessoas, Jout Jout alerta sobre o que é um relacionamento abusivo. Ela dá exemplos como, se o parceiro já pediu para a mulher tirar o batom vermelho, a colocou contra amigos e família ou ainda se a diminui, fazendo com que a mulher acreditasse que só ele que a suportaria.
“O que eu faço é falar coisas que depois as mulheres se tocam que já sabiam daquilo. Não falo: sai desse relacionamento esquisito. Mas sim falo sobre relacionamentos esquisitos e ela se toca que o dela tá esquisito”, explica.
Naolí Vinaver também falou no evento. Ela tem sido uma admiradora, defensora e promotora ativa do parto natural. “A mulher foi perdendo o poder de ouvir sua própria voz interna do instinto, da intuição e de como parir, ao mesmo tempo em que o parto foi levado pra o hospital”, conta. A parteira defende que as mulheres devem perceber o poder que têm nas mãos, não só na hora de parir, mas em todas as áreas pelas quais queiram transitar.
Naolí Vinaver, admiradora, defensora e promotora do parto natural fez palestrou no TED, evento voltado para a temática de igualdade de gênero e empoderamento das mulheres
Naolí Vinaver, admiradora, defensora e promotora do parto natural fez palestrou no TED, evento voltado para a temática de igualdade de gênero e empoderamento das mulheres Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil

Perto do fim do prazo, poucos estados e municípios entregaram planos de educação


Falta pouco menos de um mês para o fim do prazo a fim de que os estados e municípios tenham os próprios planos de educação sancionados. Para entidades que representam os entes federados, o prazo não será cumprido por todos. Entre os estados, três sancionaram os planos: Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Quanto aos municípios, dos quase 5,6 mil, só 151 têm planos sancionados. As informações são do site Planejando a Próxima Década do Ministério da Educação (MEC).
Os planos estaduais e municipais de educação estão previstos no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. Ele traça metas para serem cumpridas nos próximos dez anos. As metas vão desde a inclusão de crianças e adolescentes na escola até a pós-graduação. Trata ainda da valorização do professor e dos investimentos em educação, que até 2024 deverão ser de, no mínimo, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente o investimento na área é 6,6%. 
Pela lei, os planos locais têm até o dia 24 de junho para serem sancionados. O prazo é o primeiro estipulado no PNE. Os planos municipais e estaduais devem, de acordo com a realidade local, estabelecer estratégias para o cumprimento de cada uma das metas do PNE. Eles têm liberdade, inclusive, para avançar nas metas caso elas estejam superadas. 
A situação mais crítica é entre os municípios. "Não vamos cumprir em todos os municípios", disse a presidenta da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho. "Mas quero deixar claro que é muito importante que esses planos reflitam a realidade. Muito mais que prazo, é a importância que os planos têm na execução, que sejam feitos com a discussão ampla, com a participação de todo mundo, para refletir a realidade". 
Segundo ela, mesmo após o fim do prazo, a Undime continuará trabalhando com os municípios para que todos tenham os planos aprovados. 
Para constituir os planos, o MEC estipula fases. A primeira é a constituição de uma comissão coordenadora, depois, produzir um diagnóstico da educação na localidade, a elaboração de um documento-base, consulta pública e elaboração de projeto de lei. O projeto é então enviado ao Legislativo, aprovado e sancionado. 
Entre os municípios, um não tem sequer comissão coordenadora instituída;  só 531 instituíram a comissão e 1.049 concluíram apenas o diagnóstico. Os demais avançaram na elaboração do documento-base (1.560), fizeram consulta pública (1.185), têm o projeto de lei elaborado (505), enviaram o projeto ao Legislativo (534) e apenas 54 aprovaram a lei e 151 a sancionaram. 
Entre os estados, a expectativa é que até o fim do ano todos os planos estejam em vigor, segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps. "Temos um número significativo de estados que estão concluindo seus planos para remeter às assembleias legislativas. Eu acho que o número de estados que terão os planos aprovados até o dia 24 de junho vai ser reduzido, mas entre os que estarão com os planos nas assembleias legislativas, teremos um número significativo. Todos os estados estão trabalhando fortemente para isso", informou. 
Todos os estados têm pelo menos o documento-base elaborado. Dois, o Rio Grande do Sul e Paraná, além do Distrito Federal avançaram até o envio dos projetos ao Legislativo. Rondônia tem o projeto aprovado, mas ainda não sancionado. 
Como o prazo está em lei, de acordo com o MEC, ele não será adiado, a não ser que se altere a lei. Em entrevista, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ressaltou que o MEC "não quer que os estados e as prefeituras se sintam coagidos com o prazo e acabem comprando um plano pronto de educação, que não vai emanar de uma discussão da sociedade. O mais importante é a sociedade se mobilizar e discutir o que quer para a educação”.

Acidente em canteiro de obras da Usina Belo Monte mata três operários


O Corpo de Bombeiros localizou no fim da tarde de hoje (30) os corpos dos três funcionários da obra da Usina Belo Monte, no Pará, que estavam sob os escombros de um dos silos da central de concreto que desabou durante uma operação de descarga de caminhões de cimento por volta das 2h desta madrugada. 
De acordo com o Consórcio Construtor Belo Monte, que administra a obra, as vítimas são: Denivaldo Soares Aguiar, José da Conceição Ferreira da Silva e Pedro Henrique dos Santos Silva, que atuavam como ajudantes de produção. Em nota, o consórcio lamentou o acidente.  “O CCBM solidariza-se com a dor dos familiares e amigos, e está prestando todo o apoio às famílias”, diz trecho do documento. 
Mais três pessoas que foram atingidas no desabamento foram socorridas por equipes médicas do Corpo de Bombeiros. Dois sofreram ferimentos leves e um teve fratura no ombro.

Proibição ortodoxa gera polêmica

Londres – Judeus ultraortodoxos de Londres defenderam na sexta-feira proibição às mulheres de conduzir os filhos à escola de carro, apesar de fortes críticas de líderes judeus e do Ministério da Educação. “A comunidade Belz impõe uma certa disciplina. É o estilo de vida que escolhemos. Nós só queremos que nos deixem em paz”, declarou Yanky Eljanu, membro do movimento nascido no século XIX, em Belz, Ucrânia.

A filial de Londres do movimento tem sido muito criticada desde que seus líderes escreveram aos pais para lembrar que “nenhuma criança será admitida em nossa escola se a mãe levá-la de carro”. A comunidade reúne cerca de 400 famílias e administra duas escolas particulares no Norte da capital britânica.

O ministor britânico da Educação, Nicky Morgan, chamou a ideia de “totalmente inaceitável na Grã-Bretanha moderna. Vamos investigar e tomar as medidas adequadas, se nos forem relatadas tais violações”, acrescentou.

Dina Brawer, representante da Aliança Feminista do Judaísmo Ortodoxo, também criticou a proibição “vergonhosa” e “perturbadora”. “Isto é uma questão de controle e poder do homem sobre a mulher” e “isso não é diferente da proibição contra as mulheres de dirigir na Arábia Saudita”, insistiu Brawer em uma entrevista ao periódico Jewish Chronicle.

Contudo, uma integrante da comunidade, Judith Stein, rejeitou em seu blog qualquer opressão das mulheres na comunidade. “Eu não me sinto degradada, oprimida. Eu vivo minha vida nessa maneira porque eu escolhi. Porque os valores familiares são importantes para mim. A mulher está protegida, abrigada. Não por ser intimidada ou calada em casa, mas porque é considerada uma joia, um diamante, que precisa ser preservado a todo custo.”

Fonte: Correio do Povo, página 8 de 31 de maio de 2015.

Simulados para concursos

  Testes / Simulados / Questões / Exercícios
Total de Questões: (119.162)
DIREITO  (58.060)
 DIREITO ADMINISTRATIVO  (6.206)
 DIREITO CIVIL  (5.499)
 DIREITO COMERCIAL  (1.702)
 DIREITO CONSTITUCIONAL  (7.235)
 DIREITO EM GERAL  (15.382)
 DIREITO PENAL  (5.187)
 DIREITO PROCESSUAL CIVIL  (5.888)
 DIREITO PROCESSUAL PENAL  (5.762)
 DIREITO TRABALHISTA  (2.890)
 TRIBUTÁRIO  (2.309)
DIVERSOS  (15.370)
 ADMINISTRAÇÃO  (4.488)
 ATUALIDADES  (392)
 BIOLOGIA  (100)
 CONHECIMENTOS BÁSICOS  (562)
 CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS  (645)
 CONTABILIDADE  (6.702)
 ECONOMIA  (1.666)
 FÍSICA  (49)
 GEOGRAFIA  (257)
 HISTÓRIA  (218)
 INGLÊS  (207)
 LEGISLAÇÃO DO SUS  (223)
 QUÍMICA  (68)
INFORMáTICA  (16.561)
 INFORMÁTICA DIVERSOS  (16.561)
MATEMáTICA  (13.684)
 MATEMÁTICA DIVERSOS  (3.642)
 MATEMÁTICA ELEMENTAR  (8.402)
 RACIOCÍNIO LÓGICO  (1.433)
PORTUGUêS  (15.487)
 CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA  (1.068)
 FONÉTICA E FONOLOGIA  (203)
 INTERPRETAÇÃO E LINGUAGEM  (330)
 MORFOLOGIA  (1.986)
 ORTOGRAFIA E PONTUAÇÃO  (1.500)
 PORTUGUÊS EM GERAL  (9.589)
 SEMÂNTICA  (422)
 SINTAXE  (389)

Quem quer votar?, por Rogério Mendelski

Quantos milhões d eleitores brasileiros votam apenas pela obrigatoriedade do ato democrático e, sobretudo, porque as punições implicam em consideráveis incomodações aos faltosos às urnas? O advogado especialista em Direito Eleitoral Antonio Augusto Meyer dos Santos, perguntado pelo colunista como está essa questão em nosso país, mandou o que repasso aos nossos leitores.

“A natureza de ser facultativo ou obrigatório fomenta debates inconciliáveis a respeito ao exercício do voto pelo cidadão. No âmbito da reforma política, esta é a única questão que não se refere diretamente às instituições ou ao seu funcionamento, mas apenas o sujeito, no caso, o leitor.”

“Todavia, partidos, coligações e fundações partidárias não têm tido maior interesse em aprofundar os debates em torno da matéria perante a sociedade.”

“O voto facultativo goza de maior simpatia ao potencializar o exercício de um prerrogativa individual, contrapondo-se aos inúmeros deveres a que já estão submetidos os brasileiros (impostos, serviço militar, etc.). Por este motivo, imagino que o voto facultativo, caso submetido a plebiscito, supere o obrigatório.”

“O Brasil não dispõe das mínimas condições para tornar o voto facultativo, ao menos neste momento. O sistema vigente, mesmo dotado de regras para combate de ilícitos eleitorais, é incompatível com esta modalidade de exercício de cidadania. Os índices de mercância eleitoral são significativos e, tal prática, se encontra consolidada e em ascensão. A comprovação disso está no volume de mandatos eletivos – de vereador a senador – cassados pela Justiça Eleitoral.”

No Congresso

No Senado Federal foram apresentadas em torno de 15 propostas de emenda à Constituição. Na Câmara dos Deputados há 21 propostas de emenda à Constituição.

Existem, ainda, oito propostas de decreto legislativo para a realização de plebiscito em torno da matéria. Portanto, um total de 44 proposições estabelecendo o voto facultativo. Todas, no entanto, “patinando”, sem qualquer data para votação e decisão final.

Mundo (1)

O voto é obrigatório em 27 países com assento na ONU. Entre essas 27 nações, 12 delas se localizam na América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

No mundo (2)

Os outros países com obrigatoriedade do voto são República Democrática do Congo, Egito, Grécia, Líbano, Líbia, Nauru, Tailândia, Bélgica, Austrália, Luxemburgo e Cingapura.

Onde aboliram

Quatro países que mantinham o voto obrigatório foram abolindo a medida com o passar dos anos: Chile (2011), Venezuela (1993), Áustria (gradualmente de 1982 a 2004) e Holanda (entre 1917 e 1970).

Entre os mais ricos

No ranking dos 15 maiores PIBs do planeta (acima de 1 trilhão de dólares), o Brasil é o único país da relação dos mais ricos que ainda adota o sistema do voto obrigatório.

Sem lembrança do voto

O Datafolha fez uma pesquisa 20 dias após a eleição de 2014 para saber do eleitorado os nomes de seus candidatos, 30% dos entrevistados já tinham esquecido o seu candidato a deputado federal. Não foi muito diferente com relação ao Senado: 28% também não lembravam de quem tinham escolhido para representar o seu estado em Brasília.

Fonte: Correio do Povo, página 8 de 31 de maio de 2015.

Lula e as embaixadas, por Jurandir Soares

O presidente em exercício, Michel Temer, que é de origem libanesa, se viu na contingência esta semana de ter que assinar a ordem de fechamento do Consulado Geral do Brasil em Beirute. A decisão decorre da redução de R$ 40,7 milhões que foi imposta ao orçamento do Itamaraty, em função do programa de contingenciamento do governo. Embora o Líbano seja um país de longa tradição no relacionamento com o Brasil, o fechamento não terá maiores implicações, porque a embaixada continuará fazendo todo o serviço que era do consulado. Fica apenas o constrangimento de Temer.

O fechamento, no entanto, não será uma exclusividade de nossa representação na capital libanesa. Envolverá, muito possivelmente , as 77 embaixadas, consulados ou representações diplomáticas que foram criadas durante o governo Lula, quando o então presidente entendia que o Brasil deveria ser uma liderança internacional. Esta, lógico, era a explicação oficial. Na realidade, Lula estava era agindo como ponta de lança das empreiteiras brasileiras, para abrir negócios pela África, América Latina e Ásia. Negócios esses financiados com recursos do BNDES. Aliás, não dá para entender – ou até dá – por que a presidente Dilma Rousseff vetou a medida provisória que estabelecia o levantamento do signatário do BNDES. Mas, voltando a Lula, foi assim que foram abertas embaixadas no Congo, Burkina Faso, Camarões, Gana, Azerbaijão, Sri Lanka, Antígua e Barbuda, etc.

Como se observa, representações diplomáticas em países de “lata importância no contexto internacional”. Imagine-se o que a abertura dessas embaixadas representou em custos para o Brasil! No entanto, eram representações tão insignificantes que o Itamaraty teve enorme dificuldade em mandar gente para elas. Poucas tiveram o preenchimento do número necessário de funcionários. Tanto que o assunto passou a ser visto no Ministério das Relações Exteriores com um “mico”. Até porque pelo menos cinco embaixadas receberam multa por falta de pagamento de aluguel e funcionários chegaram a ter três meses de atraso nos salários. Situação agravada pela crise, o que fez com que missões comerciais e participações do Brasil em feiras internacionais caíssem de 180 em 2013 para 50 em 2014. Ou seja, deixamos de prospectar negócios em grandes eventos por causa do gasto em países sem importância.

Fonte: Correio do Povo, página 8 de 31 de maio de 2015.

Identificação simplificada

A presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de criação de uma única Carteira de Identidade para todos os brasileiros. Hoje, essa confecção é feita de forma díspar pelos estados federados, sem unificação, criando, inclusive, a possibilidade, como bem alertou o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que um cidadão possa ter uma Carteira de Identificação em cada um dos 27 estados do país.

De acordo com a proposição, com um único documento, a pessoa poderá dar conta de todos os atos da vida civil, como abrir uma conta bancária ou fazer um registro em cartório. O projeto é uma parceria com o TSE e, num primeiro momento, vai usar sua base de dados, que depois será ampliada e alimentada para dar continuidade à sua implementação.

Sem dúvida, a efetivação desse procedimento, que tem no ex-senador Pedro Simon um histórico e ferrenho defensor, deverá trazer mais segurança jurídica na relações entre as pessoas, bem como ajudará no combate às fraudes por dificultar a emissão de documentos diferentes para fins ilícitos. Isso tende a colaborar para que tanto os órgãos policiais como o poder Judiciário tenham mais condições de centralizar informações acerca de eventuais indiciados ou condenados que se evadem para não responder por seus delitos.

O país tme conhecido alto índice de burocracia para o cidadão comum. A medida em questão poderá remover muitos obstáculos do cotidiano, agilizando o mister de quem precisa exercer seus direitos.

Fonte: Correio do Povo, editorial, página 2 de 31 de maio de 2015.

Cuba sai da lista de apoio ao terrorismo

 Decisão do presidente Barack Obama não foi contestada pelo Congresso

Washington – O Departamento de Estado americano retirou oficialmente Cuba da lista de estados que apoiam o terrorismo, a medida mais aguardada por Havana nesta etapa de negociações ara o restabelecimento das relações com Washington. E que deverá desobstruir o caminho para a reabertura das embaixadas cubana e americana, debatida desde janeiro. A Ilha havia sido incluída na lista em 1982, por apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A decisão foi tomada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, em 14 de abril, três dias após seu histórico encontro com o ditador cubano Raúl Castro, durante a VII Cúpula das Américas. O Congresso, comandado pelos republicanos, tinha 45 dias para se manifestar. Se discordasse, teria de ter votado a desaprovação conjunta das duas Casas. Mas, apesar das resistências de parte da oposição, poucos republicanos se manifestaram.
Em Cuba houve comemoração. Ileana Alfonso era adolescente quando uma bomba explodiu em um avião que ia de Barbados para Havana durante a Guerra Fria, matando seu pai. Ele era diretor da Federação da América Central de Esgrima e morreu junto com outras 72 pessoas no atentado contra uma aeronave da Cubana Aviação, atribuído a anticastristas. “Uma lista na qual nunca deveríamos ter estado”, disse ela, aos 57 anos.


Fonte: Correio do Povo, página 8 de 30 de maio de 2015.