Sine-RS oferece 4,8 mil vagas no Estado, com 1,3 mil só em Porto Alegre e Região Metropolitana
As Agências FGTAS/Sine estão com 4.837 vagas de emprego abertas em todo o Rio Grande do Sul nesta semana. A boa notícia para quem está em busca do primeiro emprego é que a maioria não exige experiência.
Do total de oportunidades no Estado, 96% são vagas efetivas e 3% temporárias. Além disso, 83% não exigem experiência prévia, 71% aceitam pessoas com deficiência e 31% não exigem escolaridade. Entre as que exigem estudo, 26% pedem Ensino Fundamental completo e 20% Ensino Médio completo.
Em relação aos salários, 56% das vagas pagam entre 1 e 1,5 salário mínimo. Por setor, a maior parte está na indústria (34%), seguida por serviços (29%), comércio (26%), construção (7%) e agropecuária (2%).
Principais funções com vagas no RS:
- Alimentador de linha de produção: 697 vagas
- Auxiliar de logística: 417 vagas
- Operador de caixa: 219 vagas
- Abatedor: 179 vagas
- Faxineiro: 169 vagas
Os municípios com mais oportunidades são Erechim (432), Nova Santa Rita (328), Candelária (247), Garibaldi (246) e Farroupilha (193).
Porto Alegre e Região Metropolitana
Para a capital e Região Metropolitana são 1.328 vagas. Desse total, 98% são efetivas, 80% não exigem experiência e 56% aceitam PCD. A faixa salarial mais comum também é de 1 a 1,5 salário mínimo (69% das vagas).
Na região, os destaques são:
- Auxiliar de logística: 284 vagas
- Alimentador de linha de produção: 103 vagas
- Operador de caixa: 66 vagas
- Atendente de lojas e mercados: 64 vagas
- Vigilante: 60 vagas
O setor de serviços concentra 45% das vagas na região metropolitana, seguido por comércio (30%), indústria (18%) e construção (6%).
Como se candidatar:
Basta ir até a Agência FGTAS/Sine mais próxima com documento com CPF e foto, ou se candidatar pelo portal Emprega Brasil e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os endereços das agências e a agenda de entrevistas com empregadores podem ser consultados no site da FGTAS.
Governo do RS: candidatos entram em maratona de seis debates na reta final da campanha
Faltando duas semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul entram na fase decisiva da disputa pelo Palácio Piratini, com uma maratona de debates em rádios, TVs e plataformas digitais. Até a eleição, estão previstos pelo menos seis encontros. As coordenações dos quatro principais nomes confirmam presença em todos.
A participação nos debates ganhou peso extra após a fala de Marcelo Maranata (PSDB) no painel "Sulpetro em Diálogo", na última quinta-feira (17), quando acusou campanhas concorrentes de oferecerem "ajuda" para que ele não participasse dos próximos debates.
Na campanha de Gabriel Souza (MDB), o coordenador político Janir Branco afirma que a estratégia será manter a postura adotada até aqui e apostar na conquista dos indecisos.
"Os últimos 15 dias são usados para que o eleitor decida o voto. Notamos que estamos crescendo, fazendo uma análise com nosso marketing, imaginamos estar no caminho certo. Vemos também que os indecisos têm diminuído, com esse percentual vindo para nós", disse.
Janir tem usado as ausências de Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) em debates e painéis para posicionar Gabriel como alternativa de centro.
"Ficamos decepcionados e surpresos que os candidatos da polarização não participem desses eventos", criticou.
Na coordenação de Juliana Brizola, o vice na chapa e primeiro suplente de Paulo Pimenta (PT) ao Senado, Vieira da Cunha (PDT), explica que a agenda intensa obriga a fazer escolhas.
"Sempre que possível, vamos participar. Nós queríamos ir em todos os eventos, mas temos que compatibilizar com toda essa gama de atividades de campanha, seja as gravações para programação de rádio ou TV, seja na campanha corpo a corpo", afirmou.
Sobre os próximos debates, Vieira confirmou a presença de Juliana e rebateu críticas de que ela estaria fugindo do confronto: "Dizer que estamos fugindo dos debates é produzir um factóide".
Já Leonardo Pascoal (PL), coordenador da campanha de Zucco e secretário de Educação de Porto Alegre, também confirmou a participação do candidato nos debates restantes. Segundo ele, as agendas no interior devem ser reduzidas nesta reta final.
"Vamos continuar com o corpo a corpo, mas focado em Porto Alegre e região metropolitana", disse.
Pascoal afirmou que a campanha manterá o tom crítico, mas sem ataques pessoais: "Em nenhum momento pautamos a campanha por ataques, ainda que tenham momentos de ataque de candidatos que estão abaixo nas pesquisas".
Na campanha de Marcelo Maranata, o coordenador de comunicação Kevin Krieger disse que a estratégia segue com recursos limitados e foco no contato direto com o eleitor nas regiões centrais das cidades da Região Metropolitana.
"Nossa estratégia vai se manter, lidando como estamos fazendo com uma campanha com recursos limitados. Além das caminhadas que temos feito, vão ter carreatas em Porto Alegre", explicou.
Sobre a postura nos próximos debates e uma possível cobrança sobre as declarações feitas na Sulpetro, Krieger resumiu: "Na hora ele vai estar preparado".
Caiado diz que Vorcaro "comprou os dois lados" da polarização e critica STF na campanha presidencial
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste sábado, 19, que o banqueiro Daniel Vorcaro comprou "os dois lados" da polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao SBT, Caiado voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que indicaria quatro mulheres para a Corte caso seja eleito.
"O STF não devia ter virado assunto de uma eleição à Presidência porque é uma Corte da qual se esperava um comportamento de decoro e da liturgia do cargo de ministro", declarou.
O ex-governador de Goiás afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas, não teriam "autoridade moral" para ocupar a Presidência.
"O importante é saber: quem teria autoridade moral para sentar na cadeira da Presidência? Sendo que o Lula tem uma ala, o Flávio Bolsonaro tem outra ala. O Vorcaro comprou as duas. O Vorcaro comprou o Alexandre de Moraes e no pacote veio o Lula. De cá, ele comprou o Flávio", disse.
Para Caiado, a Corte passa por uma ruptura. "Essa segmentação, essa ruptura do STF precisa de um presidente da República que não esteja envolvido", afirmou.
Questionado sobre a ausência de propostas detalhadas para o STF em seu plano de governo, o candidato disse que só indicaria ministros com mais de 60 anos de idade e que imporia quarentena para advogar, dar pareceres e disputar cargos eletivos caso o indicado se aposente ou deixe o Tribunal.
Ele citou como perfil ideal a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, indicada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).
"O perfil da Raquel Dodge: ela seria o perfil que eu indicaria como ministra. Você se lembra do inquérito das fake news que ela fez parecer contrário e mandou arquivar. E o STF desrespeitou esse parecer e implantou o inquérito, e que durou esses anos todos como forma de poder, agredir e ameaçar as pessoas no Brasil", afirmou.
Lula diz que empresas de data centers terão que construir usinas próprias de energia renovável no Brasil
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste sábado, durante ato de campanha em Santa Catarina, que o governo não vai permitir que a energia usada pela população seja destinada a data centers.
Segundo Lula, o Redata, programa de incentivo ao desenvolvimento de data centers, deve atrair cerca de R$ 500 bilhões em investimentos. Ele destacou que o Brasil tem potencial para se tornar um grande polo do setor por sua abundância em energia renovável.
"Não vamos deixar que a energia produzida vá somente para o data center, quem quiser vir pra cá terá que investir na construção em energia renovável", disse. "Não vamos deixar que nossa energia seja usada para data center", completou, afirmando que as empresas que vierem ao país terão que construir suas próprias usinas.
Lula também comentou a sanção da Lei de Minerais Críticos e terras raras, afirmando que o Brasil conhece apenas 30% do seu território e, mesmo assim, possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Para ele, falta tecnologia para explorar esse potencial.
"Mas não temos tecnologia para explorar, por isso, temos que ter cursos em nossas universidades, para ter mais capacidade do que o chinês", disse. "Queremos vender chip, bateria, queremos exportar inteligência, conhecimento. Por isso temos que ter informação e investimento em pesquisa".
O presidente afirmou que pretende ampliar a formação de profissionais na área nos próximos anos: "Prometo a você e à minha consciência que em 10 anos esse país não estará devendo nada para formar um engenheiro ou cientista, não queremos ficar na guerra entre China e EUA, queremos formar os jovens".
Durante o discurso, Lula citou ainda ações para o agronegócio e disse ter aberto 693 mercados para o setor. Santa Catarina é um dos maiores produtores de carne suína e de frango, e o presidente detalhou os números:
"Sabe quantos mercados eu abri para carne de aves e derivados? 34 novos mercados de exportação. Para carnes suínas e derivados, 25 mercados, bovinos e derivados, 37, pescados, 22 novos mercados", afirmou. "Somando as 4 proteínas aqui em Santa Catarina, foram 118 mercados que o Lulinha, que eles não gostam, abriu para venderem os seus produtos. O problema com agronegócio é porque eu sou nordestino, não por dinheiro. Porque nunca houve tanto crédito para o agro como agora".
Lula também explicou que a escolha de Gelson Merísio como candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSB teve como objetivo dialogar com o agronegócio.
Na reta final da campanha, a duas semanas do primeiro turno, o presidente convocou a militância: "Agora é a hora da verdade. Nada de fazer lacração. Não tem que votar por você, vote pelo seu neto, filho, pelo futuro do país. Não fiquei sentado. Se a gente tem a chance de escolher o melhor, vamos escolher. Por que deixar o pior entrar em campo?"

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