RS terá sol entre nuvens nesta sexta, mas tempo muda com chuva na Fronteira Oeste e Metade Norte
O sol aparece entre nuvens em todo o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira, mas a nebulosidade aumenta ao longo do dia. O tempo começa a mudar e há previsão de instabilidade no final da tarde e à noite, com chuva em pontos da Fronteira Oeste e da Metade Norte.
Segundo a MetSul Meteorologia, após três dias seguidos com temperaturas abaixo de zero no Estado, a manhã de sexta será menos fria que a de quinta, mas ainda com frio em fundos de vale e baixadas da Serra Gaúcha. À tarde, as temperaturas sobem, com aquecimento maior nas Metades Oeste e Norte.
Com as marcas deste mês, setembro já igualou julho no número de dias com mínimas abaixo de zero. O RS chegou a 51 dias com temperaturas negativas em 2026.
A sequência de dias frios está chegando ao fim. A influência do centro de alta pressão associado ao ar frio perde força no final desta semana, e a previsão indica o retorno da chuva ao Sul do país.
Macron reúne líderes para buscar apoio ao Exército libanês no desarmamento do Hezbollah
O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu nesta quinta-feira, 17, o presidente libanês, Joseph Aoun, e o rei Abdullah II da Jordânia para discutir apoio internacional à mobilização do Exército libanês, com o objetivo de desarmar o Hezbollah e garantir a retirada de Israel do sul do Líbano.
As conversas também trataram de um dispositivo para substituir a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que atua no país desde 1978 e tem mandato até dezembro.
Os três líderes participaram de uma reunião conjunta antes de abrir um encontro operacional com chefes de Estado-Maior da França, Reino Unido, Itália, Jordânia e Líbano, além de altos representantes dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.
Segundo o Palácio do Eliseu, o objetivo foi examinar o "plano de mobilização" das Forças Armadas Libanesas (FAL), com base em um "plano claro, crível e realista".
As FAL, mal remuneradas e mal equipadas, têm a tarefa de desarmar o Hezbollah, apesar da resistência do grupo, e de se posicionar na fronteira com Israel após a retirada das tropas israelenses.
Israel, por sua vez, advertiu que permanecerá no sul do Líbano enquanto houver ameaças à sua segurança.
Milei envia ao Congresso projeto que endurece penas para exploração de recursos nas Malvinas
O presidente da Argentina, Javier Milei, enviou ao Congresso nesta quinta-feira, 17, um projeto de lei que endurece as sanções para quem explorar recursos naturais nas Ilhas Malvinas sem autorização de Buenos Aires.
A proposta, chamada de "lei de defesa da soberania nacional", prevê penas de até 20 anos de prisão, ampliando as sanções em vigor desde 2011, que são de até 15 anos. O texto proíbe a exploração de qualquer recurso natural no arquipélago sem aval argentino.
Segundo o projeto, o objetivo é punir a exploração "de forma ilegítima; gerar os incentivos necessários para que os envolvidos cessem esta conduta; e dotar o Estado Nacional das ferramentas indispensáveis para se proteger".
O texto também prevê a possibilidade de suspensão das ações penais contra infratores que interrompam as atividades proibidas e paguem multa ou se comprometam a investir na Argentina.
A iniciativa ocorre em meio à disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania das ilhas, no Atlântico Sul, sob controle britânico desde 1833.
Na quarta-feira, uma juíza argentina determinou a suspensão do projeto petrolífero Sea Lion, das empresas Rockhopper, britânica, e Navitas, israelense, que prevê início da extração de petróleo nas águas próximas às ilhas em 2028. O Reino Unido não reconhece a jurisdição argentina sobre o território.
O próprio projeto reconhece as dificuldades para efetivar as sanções e propõe permitir julgamentos à revelia.
A proposta também cria um Conselho de Segurança Nacional, que amplia a atuação das Forças Armadas diante de ameaças externas e prevê seu uso para proteger "infraestruturas críticas" em setores como energia, saúde e centros de dados.
A soberania das Malvinas é tema central na política argentina. O país perdeu a guerra de 1982 contra o Reino Unido ao tentar retomar as ilhas. Milei, que tentará a reeleição em 2027, afirmou na quarta-feira que "é preciso ser muito estúpido" para supor que seu interesse renovado no tema se deve a oportunismo político.
Há décadas, a ONU reconhece a disputa de soberania entre os dois países e pede que não sejam tomadas decisões unilaterais sobre o território, o que, segundo Buenos Aires, não vem sendo cumprido pelos britânicos.
Governos nacionalistas na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte pressionam Londres por mais autonomia
Pela primeira vez, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte são governados por partidos nacionalistas que defendem maior autonomia e o direito à autodeterminação, ampliando a pressão sobre Westminster, sede do Parlamento britânico em Londres.
Na Escócia, o governo é liderado por John Swinney, do Partido Nacional Escocês (SNP). No País de Gales, Eluned Morgan deixou o cargo em 2026 e foi sucedida por Rhun ap Iorwerth, líder do Plaid Cymru. Na Irlanda do Norte, o cargo de primeira-ministra é ocupado por Michelle O’Neill, do Sinn Féin.
Segundo o diretor de pesquisa do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape) e doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela UFRGS, Felipe Dalcin, os três governos defendem que seus territórios têm direito ao autogoverno.
"Pela primeira vez na história, tanto em Gales, na Escócia ou na Irlanda do Norte, nós temos três governos por partidos nacionalistas que têm um viés pró-independência. Eles conclamam que esses países têm o direito de ter autodeterminação e se autogovernar", afirma.
Para Dalcin, uma reunião recente entre representantes dos três territórios reforçou o discurso de que "o tempo de Westminster chegou ao fim", sintetizando o pedido por maior descentralização de poderes concentrados no governo central.
Brexit e competências
Apesar do avanço nacionalista, ainda não há maioria consolidada a favor da independência nos três territórios. Na Escócia, a separação foi rejeitada em referendo em 2014, mas o tema voltou ao debate após o Brexit. A maioria dos escoceses votou para permanecer na União Europeia em 2016, mas o resultado geral determinou a saída de todo o Reino Unido.
"Os nacionalistas da Escócia argumentam que essa saída que eles não queriam foi imposta. É um entendimento de que o que imperou foi a vontade de outro país sobre a Escócia", diz Dalcin.
Westminster mantém competências sobre impostos, imigração e segurança, enquanto os governos locais têm autonomia em saúde e educação. Segundo o professor, dificuldades econômicas e decisões do governo central são usadas pelos nacionalistas para defender mais autonomia.
Processo longo e complexo
Para Dalcin, uma eventual independência não ocorreria rapidamente e começaria pela transferência de novas competências antes de uma ruptura.
"O movimento pode começar pela transferência de novas competências para os governos locais antes de uma eventual ruptura com o Reino Unido", afirma.
Uma separação envolveria negociações sobre moeda, política monetária, dívida pública, déficit, impostos, Forças Armadas e relação com a União Europeia.
"As economias estão atreladas ao Reino Unido. Seria bem complicado pensar nisso. [...] Isso levaria anos e anos para se chegar a um termo comum", pontua.
Guerra na Ucrânia e Irlanda do Norte
Outro fator citado é o aumento dos gastos de defesa do Reino Unido por causa da guerra na Ucrânia, além dos custos de energia e inflação na Europa com a redução da dependência de fontes russas.
"O Reino Unido apoia a Ucrânia e aumenta os gastos de defesa, e isso é repassado para os três países que não têm interesse em sustentar esse conflito", afirma.
No caso da Irlanda do Norte, uma eventual saída do Reino Unido poderia levar não à criação de um novo país, mas à reunificação com a República da Irlanda, o que torna o processo ainda mais complexo e exigiria integração política, econômica e institucional.
Segundo Dalcin, o movimento de unificação das Irlandas conta com apoio do presidente dos EUA, Donald Trump. "O Trump está desgostoso com o Reino Unido pelo não apoio na Guerra do Irã e no controle do Estreito de Ormuz. Por isso, o Trump tem manifestado publicamente que vê essa união entre Irlanda do Norte e Irlanda com bons olhos."
Reação de Londres
O governo britânico tem se posicionado contra novos referendos de independência na Escócia. O primeiro-ministro Keir Starmer já afirmou que não vê necessidade de nova consulta.
Para Dalcin, a disputa deve ocorrer inicialmente em torno da descentralização, não de uma ruptura imediata. "As mudanças seriam paulatinas. O Reino Unido vai tentar ‘empurrar com a barriga’", projeta.

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