STF avalia adiar julgamento de pedido contra Mendonça e aguardar vista de Dino sobre Moraes

 


Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal defende a retirada da pauta do dia 23 de setembro do pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes contra André Mendonça. A avaliação desse grupo é que o caso só deveria ser analisado após a devolução do pedido de vista de Flávio Dino sobre os indícios apresentados contra Moraes no caso envolvendo o Banco Master.

Dino pediu vista de uma questão de ordem que trata de pontos técnicos que poderiam arquivar o pedido contra Moraes antes da análise do mérito. Um dos pontos em discussão era a possibilidade de julgar na mesma sessão os pedidos contra os dois ministros. Como essa definição ainda não ocorreu, para essa ala do STF não faria sentido levar adiante agora apenas o caso contra Mendonça.

O presidente da Corte, Edson Fachin, ainda não bateu o martelo sobre a manutenção do caso na pauta do dia 23. Ele marcou a sessão em despacho na semana passada, mas o processo não aparece na pauta oficial divulgada no site do Supremo.

Nos bastidores, há um entendimento entre ministros de que os casos que citam suposto envolvimento de integrantes da Corte com o empresário Daniel Vorcaro deveriam ficar para depois das eleições de outubro, para evitar impacto nas campanhas. O apelo foi feito a Fachin por vários ministros, mas o presidente manteve o caso envolvendo Moraes na pauta da última terça-feira, dia 15.

A expectativa no tribunal é de que o clima de obstrução registrado na sessão de terça se repita em julgamentos de rotina. Ministros ligados a Moraes demonstraram descontentamento com a inclusão do caso em pauta e podem adotar manobras para travar os trabalhos do plenário.

A sessão desta quarta-feira, dia 16, deve começar com um processo de relatoria de Moraes que discute diferenças entre licenças-maternidade e paternidade e a distinção do direito em casos de filhos adotivos.



Em comício no DF, Lula critica Eduardo Bolsonaro e diz que vai pedir a Trump para não interferir nas eleições



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou na noite desta quarta-feira, 16, em comício em Ceilândia (DF), que o País não aceita político "vira-lata".

Na fala, Lula acusou, sem apresentar provas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de estar nos Estados Unidos para tentar fazer com que o presidente norte-americano, Donald Trump, interfira nas eleições brasileiras.

"Esse País não comporta político vira-lata. Esse País não comporta político que, de dia, mostra a bandeira nacional e, de noite, vai ficar de quatro para os Estados Unidos com a bandeira americana", disse.

Segundo Lula, Eduardo estaria atuando a mando do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial.

O presidente afirmou ainda que deve se encontrar com Trump na próxima terça-feira, 22, durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, e que dirá a ele para não interferir no pleito brasileiro.

No mesmo evento, Lula fez críticas a Flávio Bolsonaro, dizendo que ele representa um grupo que defende a privatização de praias, e à chapa do PL ao Senado no DF, formada pela deputada Bia Kicis e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.



Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre R$ 130 milhões de Vorcaro para filme de Jair Bolsonaro



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a criticar a família Bolsonaro e cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre recursos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O que ele tem de explicar é: cadê os 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para o filme do seu pai?", afirmou Lula.

A declaração foi feita durante participação no podcast Desce a Letra. Na entrevista, o presidente também afirmou que os recursos teriam sido enviados aos Estados Unidos para sustentar Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, e disse: "É quase uma quadrilha, não uma família".

Lula ainda associou os adversários à crise do Banco Master e às fraudes no INSS.

"Eles criaram um banqueiro, e eu tornei o banqueiro prisioneiro", declarou. Em seguida, completou: "Eles criaram a quadrilha do INSS e eu prendi a quadrilha".

As falas ocorreram após pergunta sobre tentativas de associar a crise no Supremo Tribunal Federal ao governo. Na resposta, Lula lembrou o período em que ficou preso e citou os 580 dias de encarceramento.

Flávio Bolsonaro já admitiu ter procurado Vorcaro para tratar de recursos para o filme e negou ter oferecido vantagens em troca.




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