Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições e afirma que democracia depende da confiança
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira que a confiança da população nas instituições é essencial para a manutenção da democracia. A declaração foi feita por videoconferência durante o XXII Encontro Nacional de Controle Interno, realizado em Belo Horizonte.
Durante o evento, a ministra lamentou o atual cenário de desconfiança em relação à administração pública e destacou que cabe aos servidores corrigir falhas e garantir um serviço de qualidade.
"A democracia vive da confiança que o cidadão e cidadã têm nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença, de desânimo com a administração pública. Como eu disse, erros são dos seres humanos, são dos nossos limites, mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever que todos nós servidores temos para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar no país, possa acreditar mais na democracia", afirmou.
Cármen Lúcia também ressaltou que prestar um bom serviço público é obrigação dos agentes públicos e defendeu o fortalecimento dos órgãos de controle interno, com melhores condições de trabalho.
"Não é favor, não é uma prerrogativa, é uma obrigação que nós temos que cumprir com o apoio do controle, que precisa cada vez mais de ter o nosso instrumento de trabalho e ótimas condições de trabalho", disse.
A manifestação ocorreu um dia após uma sessão do STF marcada por divergências entre ministros durante a análise de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro. A análise foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

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