O silêncio cúmplice da OAB diante do arbítrio
Ministros redigindo contratos milionários com investigados. Decisões arbitrárias que atingem direitos fundamentais e quebram o sigilo da fonte jornalística. Violações sistemáticas da lei por parte do STF.
Tudo isso acontecendo sob os olhos da OAB, que se apresenta como suposta defensora das prerrogativas da advocacia e do Estado Democrático de Direito, e que assiste a tudo de camarote.
Não é que nós, liberais e libertários, achemos que a OAB deveria sair em defesa do Estado. Muito pelo contrário.
Mas é, no mínimo, contraditório — para não dizer hipócrita — que uma entidade que se arroga o papel de guardiã da Constituição e das prerrogativas profissionais permaneça em silêncio ensurdecedor diante de abusos que atingem justamente aquilo que diz defender.
Onde está a OAB quando o devido processo legal é atropelado? Onde está a defesa intransigente das prerrogativas quando advogados são desrespeitados e jornalistas têm o sigilo da fonte violado por ordem judicial?
A omissão também é uma escolha política. E a OAB escolheu o lado mais confortável: o do silêncio.

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