Taís Araujo vive Mayah em “Mudando de Pele” no Porto Alegre Em Cena
Espetáculo com ingressos esgotados tem sessão extra no domingo; vendas acabaram em 19 minutos
Talvez um dos nomes mais esperados pelo público para a 33ª edição do Porto Alegre Em Cena, Taís Araujo sobe ao palco do Teatro Simões Lopes Neto (Rua Riachuelo, 1089) neste sábado e domingo, dias 12 e 13 de setembro, para apresentar a peça teatral que marcou o seu retorno ao teatro. Em cartaz desde abril, a montagem já passou por Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Com ingressos esgotados, a sessão extra marcada para as 16h do domingo, dia 13 de setembro, teve “sold out” em apenas 19 minutos.
Na montagem, Taís vive Mayah, uma mulher de quase 40 anos inconformada em ter que reproduzir acordos sociais, emocionais e identitários. Movida por um desejo de ruptura profunda, ela inicia uma travessia de autoconhecimento e transformação, que se realiza a partir do encontro com outras mulheres. Em tempo de questionamento sobre os espaços que os corpos ocupam, principalmente nas redes sociais, o espetáculo promove uma reflexão sobre o que pode ser “necessário” para se sentir confortável, visto e acolhido na própria pele, além de pautar temas como solidão e medo.
A atriz é acompanhada por duas musicistas: Dani Nega, que também assina a direção musical, e Layla, responsável por tocar ao vivo instrumentos como a kora africana, uma espécie de harpa bastante utilizada na África Ocidental.
Para a diretora do espetáculo, a atriz e professora Yara de Novaes, cada trabalho é único. “Todo trabalho tem um universo próprio que precisa ser investigado, estudado. A cada revelação sobre universo mais perguntas se formam e mais ideias acontecem. É nessa dinâmica que o espetáculo vai se erguendo.”
No caso de “Mudando de Pele”, o universo parte da montagem teatral da autora inglesa Amanda Wilkin, de 2021, com título original “Shedding a Skin”. Segundo Yara, o texto não foi adaptado. “A maravilhosa Nathalia Cruz fez o que a gente chama de ‘dramaturgismo’. Ela articulou o texto com a proposta artística e essa com a recepção do público”, pontua Yara.
Além de Yara e Nathália, o espetáculo tem produção da Quintal Produções, tradução de Diego Teza, cenografia de André Cortez, direção de movimento e colaboração artística de Cristina Moura e desenho de luz de Gabriele Souza. O figurino, um dos grandes destaques da montagem pela simplicidade e simbologia, é assinado por Teresa Nabuco com um objetivo: revelar o estado da personagem em camadas.

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