Bastidores da saída de Luís Castro: acerto financeiro, busca por novo técnico e arestas no Grêmio

 


Odorico Roman repetiu Romildo Bolzan Junior. Assim como em 2022 o ex-presidente telefonou para Renato Portaluppi enquanto Roger Machado dava treino no CT Luiz Carvalho sem saber que seria demitido horas depois, o atual presidente buscou contato com o nome cantado pela torcida no sábado, no momento em que Luís Castro conduzia a atividade da manhã de domingo, na reapresentação após a derrota para o Vasco. Sem saber que se tratava da última, embora fosse possível supor.

Mesmo que seja normal dirigentes não estarem cedo nos treinamentos dominicais, ainda mais depois de partida no dia anterior, a situação indicava uma interrupção no trabalho do 'Mister', como Castro sempre foi tratado pelos comandantes. O diretor executivo Paulo Pelaipe e o vice de futebol Rafael Lima chegaram ao CT durante a manhã com a decisão tomada.

Naquele instante a preocupação já era outra: quem vai assumir? Perto das 13h, o clube confirmou a demissão do treinador e na mesma nota antecipou que o coordenador técnico Luiz Felipe Scolari irá dirigir a equipe contra o Botafogo, no Rio de Janeiro.

O jogo de quarta-feira é o primeiro de uma série de 12 decisões estabelecidas para a reta final do Brasileirão, sem contar as semifinais da Copa do Brasil em novembro. É nesse contexto que chegará o novo treinador, que, ao que tudo indica, será mesmo Renato.

Os responsáveis pela negociação estão cientes do momento do clube e da necessidade de resposta imediata em campo, algo que já aconteceu nas outras passagens do técnico. Além da questão financeira, arestas precisarão ser aparadas.

Nos bastidores, entre os dirigentes, há divergências por todas as partes. Renato só tem relação construída com Odorico e Felipão. Com Celso Rigo existe amizade, mas o áudio vazado do empresário criticando o pouco aproveitamento do treinador com jovens da base não caiu bem. Rafael Lima, em postagens antigas em redes sociais, mostrava-se incomodado com os poderes de Renato no clube. Pelaipe nunca trabalhou com o ídolo da torcida, mas quem conhece os dois tem dificuldade em imaginar como seria o convívio. A esperar as próximas horas.



Grêmio encaminha volta de Renato Portaluppi após demissão de Luís Castro



Com a demissão do técnico português Luís Castro após a derrota para o Vasco no Brasileirão, o Grêmio fechou acordo com Renato Portaluppi para o retorno ao comando da equipe. Informações extraoficiais indicam acerto nas últimas horas, restando apenas questões burocráticas para o desembarque em Porto Alegre já nesta segunda-feira (14).

O perfil de Renato no Instagram chegou a publicar mensagem mencionando a volta à capital gaúcha: "Oi, torcedor gremista! Estou muito feliz com a minha volta!", escreveu o ídolo nos Stories.

A postagem, porém, acabou apagada pela autora, Carol Portaluppi, filha do treinador. Ela se explicou em sua própria conta: "Gente, tive que apagar a foto. Podem fingir que não viram nada? Fingir surpresa depois? Porque não pode postar agora".

Esta será a quinta passagem de Renato pelo Grêmio. As experiências anteriores foram em 2010-2011, 2013, 2016-2021 e 2023-2024, período em que conquistou dez troféus, incluindo uma Libertadores, uma Copa do Brasil, uma Recopa e cinco Campeonatos Gaúchos.

Assumir agora pode representar um dos maiores desafios da carreira, devido à situação na tabela. Faltando 12 jogos para o fim do torneio, o Grêmio está em 16º lugar, com 28 pontos, à beira da zona de rebaixamento.

Retrospecto de Luís Castro

Em 51 jogos desde janeiro, Luís Castro acumulou 19 vitórias, 15 empates e 17 derrotas, aproveitamento de 47,1%. Foram 66 gols marcados e 51 sofridos. O time foi campeão gaúcho e está nas semifinais da Copa do Brasil após vencer o Inter nas quartas, mas ainda briga contra o rebaixamento na Série A.



Paraná tem oito candidatos confirmados na disputa pelo governo do Estado



Faltando pouco mais de um mês para a eleição, o Paraná tem oito candidatos confirmados na disputa pelo governo do Estado. Os nomes foram definidos durante as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, e registrados na Justiça Eleitoral. A campanha começou no dia 16 de agosto.

Os postulantes ao Executivo são: Adriano Funileiro (PCO); Alexandre Salomão (Mobiliza); Luiz França (Missão); Requião Filho (PDT); Samuel de Mattos (PSTU); Sandro Alex (PSD); Sérgio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP).

Maurício Thadeu de Mello e Silva (PDT), o Requião Filho, é o candidato da coligação Paraná Para Todos e tem o apoio de Lula (PT). Filho e herdeiro político do ex-governador Roberto Requião (PDT), é advogado e deputado estadual. Tem Michele Caputo (Solidariedade) como vice.

Sandro Alex (PSD) é o candidato da continuidade da gestão de Ratinho Júnior (PSD). Advogado e deputado federal no quarto mandato, ganhou notoriedade como secretário de Infraestrutura e Logística, participando da remodelagem da concessão de rodovias e pedágios. Tem Rafael Greca (MDB), ex-prefeito de Curitiba, como vice. Faz parte da coligação "A Mudança Continua".

Sérgio Moro (PL), senador pelo Paraná, disputa o Executivo. Ex-juiz e ex-ministro da Justiça, projetado nacionalmente pelos casos da Lava Jato, migrou do União Brasil para o PL após perder apoio da federação União Progressista. O empresário e engenheiro Edson Vasconcelos (PL) é o vice. A chapa faz parte da coligação Fortaleza Paraná.

Pelo PCO, disputa Adriano Funileiro, com Zé Carlos (PCO) de vice.

Alexandre Salomão, advogado criminalista, representa o Mobiliza (antigo PMN). Ocupou cargos na OAB-PR e integrou o Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná (Coped). Daiana Crimanicio (Mobiliza) é a vice.

Pelo novo partido Missão, concorre o advogado e analista econômico Luiz França, militante desde os 19 anos, que nunca assumiu cargos políticos. O advogado e jornalista João Adolfo (Missão) é o vice.

Samuel de Mattos (PSTU) é professor e concorre desde 2020, sem ter sido eleito. Terá Helena Figueiredo (PSTU) como vice.

A produtora cultural Tayná Miessa (UP) disputa o primeiro cargo eletivo. Coordenadora do Movimento Olga Benário Brasil e da Casa de Referência para Mulher Enedina Marques, terá Willian Araki (UP) como vice.

Confira as chapas:

Paraná Para Todos (PDT, PT, PCdoB, PV, PSol, Sustentabilidade, PRD e Solidariedade)
Governo: Requião Filho (PDT) - Vice: Michele Caputo (Solidariedade)
Senado: Doutor Rosinha (PT) e Gleisi Hoffmann (PT)

A Mudança Continua (PSD, Republicanos, MDB, Democrata, Avante, PSDB, Cidadania, União Brasil e PP)
Governo: Sandro Alex (PSD) - Vice: Rafael Greca (MDB)
Senado: Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD)

Fortaleza Paraná (PL, Podemos e Novo)
Governo: Sérgio Moro (PL) - Vice: Edson Vasconcelos (PL)
Senado: Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL)

PCO
Governo: Adriano Funileiro - Vice: Zé Carlos
Senado: Marcelo Marcelino

Mobiliza
Governo: Alexandre Salomão - Vice: Daiana Crimanicio

Missão
Governo: Luiz França - Vice: João Adolfo
Senado: Karen Guerreiro

PSTU
Governo: Samuel de Mattos - Vice: Helena Figueiredo

UP
Governo: Tayná Miessa - Vice: Willian Araki
Senado: Joaquim do MLB




Caiado deixa hospital após pneumonia, critica STF e diz que vai indicar mulheres para a Corte



O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) recebeu alta do Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, na tarde deste domingo (13). Ele foi internado na quinta-feira (10) para tratar inicialmente uma faringite, e depois foi diagnosticado com pneumonia.

Ao deixar o hospital, falou com jornalistas e lamentou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). "Em toda a minha trajetória política, eu nunca vi um momento tão desestruturante das instituições que comandam os Poderes como este", disse, após agradecer a equipe médica.

Caiado afirmou que, se eleito, vai indicar quatro mulheres para vagas no STF e sinalizou apoio à ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge.

"Se as pessoas tivessem seguido o que disse a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, nada do que está acontecendo agora estaria acontecendo. Não teria sequer instalado o inquérito das fake news. Ela deu parecer contrário", declarou em São Paulo. "Então, uma mulher do quilate dela deve subir ao Supremo para mostrar que elas têm mais sensibilidade e coragem de enfrentar os momentos mais delicados. As mulheres não têm esses conchavos, elas têm mais responsabilidade e pensam muito mais no futuro do Brasil", afirmou.

O ex-governador de Goiás disse que o momento exige reflexão da sociedade, que em 21 dias levará dois candidatos à Presidência para o segundo turno e deverá escolher quem tem melhores credenciais para reordenar a democracia. "O momento leva a sociedade brasileira a pensar que não está sobrando nenhum poder para representá-la. Os escândalos afetam todos os segmentos dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário", disse.

Para ele, o próximo presidente precisa ter moral, experiência e coragem para "com mãos limpas, traçar diretrizes para o povo brasileiro acreditar que existe o Estado para proteger o cidadão".

" No momento, o Estado só constrói escândalos, desvios de dinheiro. Só vocês verem nos noticiários que no ano passado foram desviados mais de R$ 600 bilhões em corrupção. Pensa bem, R$ 600 bilhões desviados em corrupção, este dinheiro sai das aposentadorias das pessoas. Esse caso Vorcaro, foram R$ 80 bilhões, ele comprou os dois pontos polarizados da política nacional envolvendo o governo do Lula e do candidato Flávio Bolsonaro", afirmou ao dizer que sai do hospital pronto para retomar os compromissos de campanha.



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