Sábado terá chuva em todo o RS, com risco de temporais no Norte e Noroeste

 


Um centro de baixa pressão sobre o Sul do Brasil deixa o tempo instável no Rio Grande do Sul neste sábado. A nebulosidade aumenta bastante e chove em todas as regiões do Estado.

Há risco de chuva por vezes forte a intensa, principalmente no Norte e no Noroeste, com possibilidade de alagamentos e enxurradas. A chuva pode vir acompanhada de raios e não se descarta o risco de temporais isolados com vento forte e granizo.

A Metade Sul do Estado deve registrar menos instabilidade. Em alguns pontos, o sol ainda pode aparecer entre nuvens antes da mudança do tempo. A temperatura terá pouca variação.

No Litoral Médio e no Litoral Norte, o vento de Nordeste pode soprar forte, com rajadas entre 60 km/h e 80 km/h, podendo superar essa marca em alguns pontos.

A área de baixa pressão deve avançar do Paraguai e do Nordeste da Argentina para o Sul do Brasil durante o fim de semana e, posteriormente, se afastar para o mar, onde poderá se aprofundar e dar origem a um ciclone extratropical.

O sistema deve organizar uma frente fria que avançará pelo Rio Grande do Sul na segunda-feira, quando há possibilidade de chuva forte a intensa e temporais, especialmente no Leste do Estado. Projeções preliminares indicam ainda risco de vendavais, mas a intensidade e a localização dos fenômenos ainda dependem da atualização dos modelos meteorológicos.



Califórnia avalia criar "interruptor de emergência" para IA avançada, anuncia Newsom



O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou nesta sexta-feira, 18, que assinou um decreto para avaliar a criação de um "interruptor de emergência" em programas avançados de inteligência artificial. O anúncio foi feito em uma publicação no X.

A Califórnia sedia o Vale do Silício e empresas líderes do setor de IA.

Segundo Newsom, a medida foi tomada diante da omissão do governo federal. "Acabei de emitir uma ordem executiva para acelerar a implementação de medidas de segurança e avançar com a criação de um ‘interruptor de emergência’ em programas avançados de IA", escreveu. Considerado um possível aspirante democrata à Presidência em 2028, o governador criticou o presidente Donald Trump, que nesta semana relativizou os temores sobre a IA e defendeu que as empresas americanas avancem para manter vantagem frente à China.

"O fracasso absoluto do governo federal na hora de estabelecer qualquer forma de supervisão ou prestação de contas significativa no tema da IA deveria alarmar todos os americanos, especialmente quando os próprios diretores-executivos das empresas de IA pedem aos gritos uma regulamentação", declarou Newsom em comunicado. "Não vamos esperar para agir; vamos acelerar nosso trabalho para estabelecer uma supervisão substancial e responsável da IA antes que seja tarde demais", acrescentou.

A ordem executiva foi emitida dias depois de alertas de especialistas sobre os riscos da tecnologia. Jacob Coxon, ex-pesquisador que deixou a Anthropic, afirmou que aqueles que desenvolvem a tecnologia "acreditam sinceramente que ela poderia acabar com todos nós antes do fim da década". Em seguida, o chefe da Anthropic, Dario Amodei, publicou um artigo pedindo para "desacelerar o ritmo no qual melhoramos as capacidades dos modelos de IA".

Sam Altman, da OpenAI, Elon Musk e Demis Hassabis, da Google DeepMind, apoiaram a ideia de maior regulação, com Hassabis defendendo a criação de um órgão regulador mundial liderado pelos Estados Unidos.

A medida de Newsom não impõe a criação imediata do mecanismo de desligamento de emergência ("kill switch"), mas estabelece um prazo de dois meses para que agências estaduais estudem a viabilidade do recurso.

Newsom também pediu que funcionários do estado avaliem a possibilidade de exigir que empresas de IA autorizem auditores independentes em seus laboratórios e considerem a obrigação de notificar incidentes de perda de controle, como os relatados recentemente por desenvolvedores.

Entre eles, um ocorrido em julho, no qual agentes autônomos de modelos experimentais da OpenAI abandonaram espontaneamente seu entorno controlado para acessar a internet e atacar a plataforma de IA Hugging Face.





MPF cobra na Justiça plano para redução da letalidade policial no Rio de Janeiro



O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal a efetiva implementação do plano para reduzir as mortes por intervenção policial no estado do Rio de Janeiro. O plano é uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) de 2017 e cabe ao governo do estado e à União.

Na ação, que tramita na 26ª Vara Federal Cível, o MPF pede que os órgãos comprovem de forma detalhada quais são as metas e as políticas de redução da letalidade policial implementadas. Na avaliação do órgão, diante do número de pessoas mortas em ações policiais recentes, como a Operação Contenção, em outubro de 2025, quando 122 pessoas morreram, e da análise de documentos do governo do Rio, não é possível comprovar o cumprimento da sentença.

Segundo o MPF, a União também anexou materiais sem comprovar a elaboração e a execução de planos e metas. "É necessário apresentar medidas concretas, com metas mensuráveis, prazos, responsáveis, indicadores e mecanismos de acompanhamento capazes de demonstrar resultados efetivos na redução da violência policial", disse o órgão, em nota.

O governo do Rio alega ter cumprido a sentença ao atender as medidas da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), a ADPF criou regras para operações policiais no estado, em 2020. Antes, os índices de mortes em decorrência de intervenção policial tinham aumentado, levando a sociedade civil a recorrer ao STF.

De acordo com o MPF, as medidas apresentadas pelo governo do Rio no contexto da ADPF não comprovam a implementação de uma política de redução da letalidade com metas claras e concretas. Em abril de 2025, o STF também reconheceu limitações no plano entregue à Corte.

Em nota à Agência Brasil, o governo do Rio reiterou as mesmas medidas e informou que a Secretaria de Estado de Polícia Militar adota "um conjunto permanente de medidas" voltadas à redução da violência e ao aprimoramento da atuação policial. "São cursos, instruções e treinamentos e atualizações", mencionou.

O MPF sustenta que as medidas determinadas pela Corte IDH não podem ser consideradas cumpridas apenas pela publicação de atos normativos ou pela apresentação de documentos. "O cumprimento exige políticas públicas efetivas, capazes de produzir resultados e sujeitas a acompanhamento e reavaliação", frisa.

Segundo o Ministério Público, na ação, o governo do Rio se limitou a relatar cursos, treinamentos, compra de equipamento, além de monitoramento da letalidade por meio da produção de dados, sem comprovar a existência de uma política para este fim.

Sem o plano, o MPF argumenta que cresce o número de mortes, citando dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. A publicação revela que o número de mortes decorrentes de intervenção policial no Rio passou de 703 pessoas, em 2024, para 798, em 2025, um aumento de 13,5%. O estado registrou 4,6 mortes decorrentes de intervenção policial por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 3,1.

O MPF também faz referência às 122 mortes na Operação Contenção, em outubro de 2025, nos Complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história, apesar das restrições da ADPF. "O episódio evidencia a insuficiência das medidas adotadas até então para cumprir a determinação da Corte IDH", analisa.

O tribunal internacional determinou a criação do plano na sentença que avaliou a participação de forças de segurança do governo do Rio nas mortes na Favela Nova Brasília, em 1994, e no Complexo do Alemão, em 1995, ambas na capital fluminense. Na ocasião, 26 pessoas foram mortas, e três mulheres, duas ainda adolescentes, foram vítimas de estupro por agentes.

Além de responsabilizar o estado, a Corte ordenou a reabertura de investigações e medidas de reparação às vítimas e familiares.




ONU lamenta decisão dos EUA de negar vistos a dirigentes palestinos para Assembleia Geral



O secretário-geral da ONU, António Guterres, "lamenta profundamente" a decisão dos Estados Unidos de negar, pelo segundo ano consecutivo, visto ao presidente palestino, Mahmud Abbas, para participar na próxima semana da Assembleia Geral da ONU. A informação foi dada pelo porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, nesta sexta-feira, 18.

"O secretário-geral está preocupado com o impacto dessa decisão sobre a capacidade do Estado da Palestina de participar plenamente dos trabalhos das Nações Unidas", afirmou Dujarric.

Na quinta-feira, 17, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que não concederia vistos à delegação palestina, incluindo Abbas, em protesto contra a falta de reformas por parte dos palestinos.

Segundo o anúncio, apenas os representantes da missão palestina na ONU poderão participar do maior encontro anual da organização.



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