Manuela d’Ávila é oficializada candidata ao Senado pelo PSol e defende alianças no RS
O PSol oficializou neste sábado (25), em convenção da Federação PSol-Rede, a candidatura de Manuela d’Ávila ao Senado Federal. Em sua nona disputa eleitoral e a primeira pelo novo partido, após quase 30 anos no PCdoB, a porto-alegrense celebrou a chegada à sigla e reforçou alianças para 2026.
“A construção dessa jornada é marcada por profunda responsabilidade”, afirmou Manuela, que destacou a necessidade de ampliar as bancadas do PSol e superar a cláusula de barreira. “O nosso partido, por muitas razões, foi brutalmente ameaçado. Ameaçado pela sua resistência. E uma das ameaças que persiste é a ameaça da cláusula de barreira. É por isso que o meu compromisso deve ser garantir que nós tenhamos uma bancada de deputados federais”.
Durante o discurso, Manuela também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. “Enquanto nós estamos aqui, Flávio Bolsonaro organiza sua convenção. E na sua convenção, o momento de maior vibração política foi uma fala de Netanyahu. O genocida das crianças, das mulheres, do povo da Palestina”, disse.
A candidata reforçou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul. Segundo ela, esta será a eleição mais importante de sua vida. “Neste Estado de Juliana e Edegar, não sairá um fascista para o Senado. Sairá a voz das nossas mulheres vivas enfrentando a violência”, afirmou em evento anterior no mesmo dia.
Alianças e nominata
Na convenção, estiveram presentes a deputada estadual e presidente da Federação PSol-Rede, Luciana Genro, a presidente do PSol gaúcho, Gabi Tolotti, o porta-voz nacional da Rede, Andrezão, o vereador e presidente do PSol Porto Alegre, Roberto Robaina, a deputada federal Fernanda Melchionna, o deputado estadual Matheus Gomes e a secretária-geral do PSol nacional, Berna Menezes.
Os discursos foram marcados por críticas à extrema-direita e defesa da democracia e dos direitos humanos. Gabi Tolotti afirmou que “é missão de todos encarar essa eleição como a eleição das nossas vidas”.
Luciana Genro comentou a decisão do PSol de não ter candidatura própria à Presidência pela segunda vez consecutiva. “Seguimos apoiando o Lula, buscando fazer essa contenção contra a extrema direita”, disse. Sobre o governo do Estado, reforçou apoio a Juliana: “Acreditamos que é necessário impedir a continuidade do processo neoliberal de Eduardo Leite ou o retrocesso ainda maior que seria uma vitória do Zucco”.
Berna Menezes afirmou que o apoio a Lula e a Juliana ocorre “não com a certeza que estamos garantindo as transformações que nós queremos”, mas como “trincheira” eleitoral.
A deputada federal Fernanda Melchionna classificou a disputa como “a mais estratégica do Senado da nossa história”.
Juliana Brizola (PDT), Edegar Pretto (PT) e Paulo Pimenta (PT) não participaram da convenção do PSol, mas estiveram com Manuela pela manhã, em ato que oficializou a candidatura de Juliana ao Piratini e o lançamento da coligação entre PDT, PT, PSol, PSB, PCdoB, PV, Rede e Avante.
Na convenção, a Federação PSol-Rede também apresentou sua nominata: o PSol indicará 23 nomes à Câmara dos Deputados e 21 à Assembleia Legislativa, enquanto a Rede indicará dois nomes para cada Casa.
“Nosso principal desafio é coletivo”, afirmou Luciana Genro. “Queremos nos fortalecer ainda mais em Porto Alegre, na região metropolitana, e tentar avançar para o interior do Estado”.
Manuela já foi vereadora em Porto Alegre, deputada estadual e deputada federal. Caso eleita ao Senado, será sua primeira vitória em cargo majoritário, após quatro tentativas – uma como vice na chapa presidencial e três para a prefeitura da capital.

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