Governo recua e zera tarifa de importação para smartphones e 105 itens eletrônicos após repercussão negativa

 


Após forte pressão no Congresso, entre parlamentares da oposição e setores empresariais, e repercussão negativa nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início de fevereiro.A reversão foi aprovada nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Com a medida, as alíquotas anteriores foram restabelecidas para 15 produtos de informática e telecomunicações, incluindo:
  • Smartphones — voltam aos 16% (a proposta era elevar para 20%);
  • Notebooks — retornam aos 16%;
  • Gabinetes com fonte de alimentação, placas-mãe, mouses e track-balls, mesas digitalizadoras e unidades de memória SSD — voltam aos 10,8%.
Além disso, a Camex zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos industriais) e produtos das áreas de informática e telecomunicações, por meio do mecanismo de ex-tarifário — redução ou isenção para bens sem produção nacional equivalente.Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa dos produtos beneficiados está disponível no site da Camex. As isenções de 120 dias para os 105 itens poderão ser revistas em reuniões futuras do Gecex.Desgaste político e defesa inicial
O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou críticas por possível impacto nos preços ao consumidor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia defendido a medida como forma de proteger a indústria nacional e corrigir distorções no comércio exterior, argumentando que mais de 90% dos produtos afetados já são fabricados no Brasil (principalmente na Zona Franca de Manaus) e que o drawback (suspensão do imposto sobre insumos importados para exportação) protegeria a cadeia produtiva.
O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com as novas alíquotas; a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado projetava até R$ 20 bilhões. Apesar da defesa técnica, o desgaste político levou ao recuo parcial antes mesmo de as alíquotas mais altas entrarem em vigor.A decisão foi tomada após análise de pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro, dentro das regras já previstas do ex-tarifário. O governo reforça que o mecanismo permite ajustes rápidos para itens sem similar nacional, e novas revisões tarifárias continuarão ocorrendo mensalmente no Gecex.

Mendonça autoriza novamente ida de Vorcaro ao Senado para depor, mas comparecimento segue facultativo

 


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou mais uma vez que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seja apresentado à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para prestar depoimento. A decisão, assinada na quinta-feira (26) e publicada nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026), refere-se à nova convocação marcada para 10 de março, às 11h.Diferentemente da convocação anterior (para 24 de fevereiro), que também foi autorizada por Mendonça, o comparecimento de Vorcaro continua opcional. Cabe ao investigado decidir se deseja ou não comparecer à sessão. A autorização vale no âmbito do inquérito sigiloso que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e que tramita sob relatoria de Mendonça, após o ministro Dias Toffoli ter deixado o caso.No despacho, Mendonça destacou que o requerimento é semelhante ao analisado anteriormente: “Semelhante requerimento havia sido formulado em 13 de fevereiro de 2026 para o comparecimento do mesmo investigado na acima referida Comissão em 24 de fevereiro de 2026. O pedido anterior fora apreciado nestes autos por decisão de 19 de fevereiro do corrente ano”.O ministro determinou que a Polícia Federal fixe as condições logísticas do transporte e retorno de Vorcaro ao local de custódia, com escolta policial contínua. O deslocamento poderá ser feito em aeronave da corporação ou em voo comercial regular, sendo expressamente proibido o uso de aeronave particular. Vorcaro terá direito a ser acompanhado por advogado durante o translado e na oitiva na comissão.Histórico recente
Vorcaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal em novembro de 2025, em operação que investiga supostas irregularidades na venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Na ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Ele foi solto 11 dias depois, após habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com imposição de medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros investigados, recolhimento domiciliar noturno, proibição de exercer atividade financeira e entrega do passaporte (já retido pela PF).
Troca de relatoria no STF
O inquérito sobre o Banco Master foi redistribuído para Mendonça no dia 12 de fevereiro, após Toffoli abdicar da relatoria. Um dia antes, a PF havia enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório com citações a Toffoli no caso. Em reunião reservada com os demais ministros, Toffoli optou por deixar o processo.
Reportagens do Estadão revelaram que Toffoli é sócio da empresa Maridt, dirigida por seus dois irmãos, que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A companhia vendeu sua fatia a fundos de investimento que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, apontado como cunhado e operador financeiro de Vorcaro.Mendonça confirmou a sociedade e o recebimento de dividendos, mas negou relação de amizade com Vorcaro e afirmou nunca ter recebido valores pagos diretamente por ele.O depoimento de Vorcaro à CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), é aguardado como um dos momentos mais aguardados da investigação parlamentar sobre o caso Banco Master. A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou sobre a decisão de Mendonça.

Trump critica decisão da Suprema Corte sobre tarifas: "Pode permitir devolução bilionária a países que exploraram os EUA"

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) uma recente decisão da Suprema Corte sobre tarifas comerciais, afirmando que ela pode resultar na devolução de “centenas de bilhões de dólares” a “países e empresas que vêm explorando os Estados Unidos há muitos anos”.Em postagem na rede social Truth Social, Trump argumentou que, com o veredito, esses atores internacionais “podem continuar a fazê-lo em níveis ainda maiores”. “Tenho certeza de que a Suprema Corte não tinha isso em mente”, escreveu. “É possível uma nova audiência ou um novo julgamento deste caso?”, questionou.O presidente qualificou a decisão como “no mínimo, decepcionante” e lamentou que países e empresas que “se aproveitaram de nós durante décadas, recebendo bilhões e bilhões de dólares que não deveriam ter recebido”, agora possam ter um “ganho inesperado imerecido, como o mundo nunca viu antes”.A postagem reforça a postura protecionista de Trump em relação ao comércio internacional, em um contexto de disputas tarifárias com vários países, incluindo China e aliados europeus. A Suprema Corte não se manifestou imediatamente sobre os comentários do presidente.

BRINCO FOLHEADO A OURO COM ADEREÇOS VAZADOS EM FORMA DE FLOR

 


Brinco folheado a ouro contendo adereços vazados em forma de flor.


Código: BS5457


Unid.: par


Garantia: 1 ano após a data da compra


Prazo de liberação: Até 48 horas (somente dias úteis)


Dimensões aproximadas:

-comprimento: 5,0 cm

-largura: 0,6 cm

Link para comprar: https://www.imagemfolheados.com.br/produto/brinco-folheado-a-ouro-com-aderecos-vazados-em-forma-de-flor/BS5457&a=97592

Acidente com avião militar da FAB boliviana mata ao menos 15 pessoas em El Alto

 


Ao menos 15 pessoas morreram nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) na Bolívia, após um avião militar da Força Aérea Boliviana se acidentar durante a aproximação para pouso no aeroporto internacional de El Alto, cidade vizinha a La Paz.A aeronave, que transportava reservas de cédulas de bolivianos (moeda nacional) provenientes de Santa Cruz de la Sierra, colidiu com o solo e se partiu, espalhando destroços por uma rua próxima ao terminal aéreo. Imagens divulgadas pela emissora Unitel mostram partes da fuselagem na via pública, além de veículos destruídos e destroços espalhados.De acordo com a Direção Nacional dos Bombeiros boliviana, as vítimas incluem tripulantes e passageiros da aeronave, além de pessoas que estavam nos arredores do aeroporto no momento do impacto. A agência estatal de navegação aérea (Naabol) confirmou o acidente, mas ainda não divulgou o modelo exato da aeronave nem o número total de ocupantes.O Banco Central da Bolívia emitiu nota oficial informando que a aeronave carregava cédulas de bolivianos e pediu à população que devolva qualquer dinheiro encontrado no local, pois as notas “não terão valor legal” após o acidente. A polícia precisou usar gás lacrimogêneo para dispersar cidadãos que se aproximaram dos destroços na tentativa de recolher as cédulas espalhadas.As causas do acidente ainda estão sob investigação. Equipes de resgate e peritos da Força Aérea Boliviana trabalham no local, enquanto o aeroporto de El Alto permanece parcialmente interditado.O acidente ocorre em um momento de tensão econômica no país, com alta inflação e desvalorização do boliviano, o que pode explicar o transporte de grandes quantias em espécie entre cidades.