PGR se opõe a pedido de Lula para acessar documentos da Lava Jato

 Recurso do ex-presidente é contra a decisão do ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça



O procurador-geral da República Augusto Aras e a subprocuradora Lindôra Araújo se manifestaram nesta segunda contra mais um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acessar informações e documentos de cooperação jurídica internacional relacionados a processos que envolvem o petista. 

O ofício foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator dos processos oriundos de investigações da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu manifestação da Procuradoria depois que os advogados do ex-presidente acionaram a Corte.

O recurso de Lula é contra a decisão do ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que derrubou uma liminar do colega Sérgio Kukina favorável ao petista. O ex-presidente havia conseguido um mandado de segurança que obrigava o ministro da Justiça, André Mendonça, a informá-lo sobre a existência de eventuais pedidos de cooperação internacional formulados por autoridades judiciárias brasileiras ou americanas nas seis ações penais a que Lula responde no âmbito da Lava Jato.

Mas Benjamin, relator de um conflito de competência suscitado pela União, atendeu ao pedido para anular a decisão anterior sob argumento de que o caso deveria ter sido processado em turma ou seção com competência criminal no Superior Tribunal de Justiça.

Diante da derrota do STJ, o imbróglio jurídico foi levado pela defesa de Lula ao Supremo. Para Aras e Lindôra, que assinam a manifestação enviada a Fachin, o Supremo Tribunal Federal não deve analisar o caso, sob risco de usurpação de competência da colegialidade do Superior Tribunal de Justiça."Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar", diz um trecho da manifestação.

Os procuradores reconhecem o entendimento do STF pela intervenção em caso de decisões "revestidas de flagrante ilegalidade ou teratologia". "No caso dos autos, porém, não há como considerar flagrantemente ilegal, abusiva e muito menos teratológica a decisão", apontam.


Agência Estado e Correio do Povo

Maia defende vacina para Covid-19 e reage à fala de Bolsonaro sobre "pólvora" e "maricas"

 Líder da Câmara também comentou declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que projetou uma "hiperinflação" para o país


Após um dia agitado para a política e economia do País, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu no Twitter às falas do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que mexeram com o cenário nacional nesta terça-feira.

"Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País, uma economia frágil e um Estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal. E a todos os parentes e amigos de vítimas da Covid-19 a nossa solidariedade", escreveu ele em duas postagens no Twitter.

As duas primeiras palavras de Maia se referem a falas de Bolsonaro feitas em uma cerimônia no Palácio do Planalto na tarde de hoje. Diante da ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil, caso não haja atuação mais firme para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia, Bolsonaro reagiu e disse que "apenas pela diplomacia" não daria. "Depois que acabar a saliva, tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem", disse Bolsonaro mais cedo.

Depois, ao se referir à pandemia de Covid-19, o presidente disse que o Brasil precisa deixar de ser "um país de maricas" e enfrentar a doença. "Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas", disse em cerimônia no Palácio do Planalto. Para completar, chamou a imprensa de "urubuzada".

Já o ministro da Economia disse, pela manhã, que o Brasil pode "ir para uma hiperinflação muito rápido" se não rolar a dívida satisfatoriamente. Houve reação à declaração, com alta do dólar.


Agência Estado e Correio do Povo

"Depois que acabar a saliva tem que ter pólvora", diz Bolsonaro ao reagir a declarações de Biden

 Presidente eleito dos EUA disse que o Brasil sofrerá "consequências econômicas" caso não haja uma atuação mais firme para combater desmatamento e queimadas na Amazônia


Diante da ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de que o Brasil sofrerá consequências econômicas caso não haja uma atuação mais firme para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia , o presidente Jair Bolsonaro reagiu e disse que uma solução “apenas pela diplomacia não dá” nessa situação. “Depois que acabar a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, afirmou Bolsonaro, nesta terça-feira. 

Biden citou a possibilidade de consequências econômicas ao Brasil por causa da política ambiental na Amazônia ainda durante a campanha, em debate com o presidente Donald Trump. No último sábado, Biden foi declarado vencedor das eleições, derrotando o atual presidente americano, de quem Bolsonaro é aliado. 

O presidente eleito dos EUA tem recebido cumprimentos de diversos chefes de Estado, mas ainda não teve a vitória reconhecida pelo brasileiro. "Assistimos há pouco um grande candidato a chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil”, afirmou Bolsonaro durante evento para lançar a retomada do turismo no País. “Apenas pela diplomacia não dá”, emendou ele, lançando a “pólvora” na relação entre os dois países.

Eleição EUA

Como mostrou o Estadão ontem, o presidente não dá sinais de que mudará de opinião sobre reconhecer a vitória de Biden e continuará aguardando o fim das ações judiciais movidas pelo presidente Trump, que se recusa a admitir a derrota.

A pressão para o presidente se manifestar aumentou principalmente após autoridades mundiais, incluindo de extrema direita, cumprimentarem Biden pela vitória. Ministros evitam responder sobre a questão e alegam que esta decisão caberá somente ao chefe do Executivo.

A preservação ambiental não é o único ponto de discórdia entre Bolsonaro e o presidente eleito dos EUA. Biden adotou, como primeira medida, a criação de um comitê para o combate da Covid-19, cujos índices de contaminação voltaram a subir no país. O democrata também fez um apelo para que a população use máscara, proteção recomendada por especialistas para evitar a transmissão da doença.

Bolsonaro, por sua vez, voltou a dizer que a pandemia está sendo “superdimensionada”. “Aqui começam a amedrontar o povo brasileiro com segunda onda. Tem que enfrentar (segunda onda), é a vida”, afirmou ele.


Agência Estado e Correio do Povo

Governo quer privatizar Correios, Eletrobras, Porto de Santos e PPSA em 2021

 


Governo quer privatizar Correios, Eletrobras, Porto de Santos e PPSA em 2021

Negativa de Trump em admitir a derrota é "um constrangimento", diz Biden

 Presidente eleito dos EUA respondeu durante coletiva de imprensa


O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira que a negativa do atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump, a admitir sua derrota nas eleições é "um constrangimento" e se refletirá mal em seu legado.

"Simplesmente acho que é um constrangimento, francamente", disse Biden durante coletiva de imprensa em Wilmington, Delaware, quando perguntado o que pensava sobre a negativa de Trump em admitir a derrota nas eleições de 3 de novembro.

"Como posso dizer isso com tato?", perguntou Biden aos jornalistas. "Acho que não ajudará no legado do presidente". Quando um jornalista lhe perguntou o que diria a Trump se o visse, Biden respondeu, olhando para a câmera e com um sorriso: "Senhor presidente, espero ansioso para falar com você".

O presidente eleito diminuiu a importância da negativa de Donald Trump em ajudar com a transição do novo governo após perder a reeleição. "O fato de eles não estarem dispostos a admitir que vencemos a esta altura não tem muitas consequências no planejamento do que poderemos fazer entre agora e janeiro", disse Biden, em alusão à data da transmissão de poder, em 71 dias.

"Acredito que no final tudo se tornará realidade em 20 de janeiro e, de agora em diante, minha esperança e expectativa é que o povo americano saiba e entenda que houve uma transição", ressaltou.

Sobre o papel do seu país no cenário internacional, Biden disse: "Sinto-me confiante em que vamos poder colocar os Estados Unidos novamente no lugar de respeito que tinham antes", durante a coletiva, na qual contou ter conversado com seis líderes mundiais.

Nesta terça-feira, Biden falou com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson; o presidente francês, Emmanuel Macron; a chanceler alemã, Angela Merkel; e o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin. Biden iniciou as conversas com líderes estrangeiros na segunda-feira, com um telefonema do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

AFP e Correio do Povo

Instabilidade segue no RS nesta quarta-feira

 Sol deve aparecer, mas com chances de chuva e predomínio da nebulosidade na maioria do Estado


Com chances de chuva isolada em alguns pontos, a quarta-feira será de sol entre nuvens no Rio Grande do Sul. Em diversas localidades, a nebulosidade predominará, com céu nublado e encoberto em boa parte do dia. 

A temperatura segue alta para os padrões de novembro, com umidade também elevada e clima abafado. Em Uruguaiana, a máxima pode chegar aos 31°C. 

De acordo com a MetSul Meteorologia, no Sul do Estado, ainda poderá ocorrer chuva e garoa passageira no começo do dia. Nas demais regiões, as precipitações são esperados de forma isolada no período da tarde para a noite.  

Em Porto Alegre, o sol aparece entre nuvens. Na Capital, a mínima deve ser de 18°C, e a máxima chega aos 30°C.

Mínimas e máximas no RS

Santa Rosa 19°C / 31°C
Passo Fundo 17°C / 28°C
Santiago 16°C / 28°C
Bagé 15°C / 25°C
Vacaria 13°C / 23°C
Caxias do Sul 14°C / 26°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Candidatos à prefeitura de Porto Alegre intensificam mobilizações de rua na reta final

 Atividades em bairros e contato com eleitores estão nas agendas dos postulantes ao Paço Municipal


Faltando poucos dias para a eleição, os candidatos à prefeitura de Porto Alegre intensificaram as mobilizações de rua na reta final da campanha. Atividades em bairros e contato com eleitores estão nas agendas dos postulantes ao Paço Municipal. 

Nesta quarta-feira, a candidata Fernanda Melchionna promove a sua última caravana pé no bairro, que ocorrerá nos bairros Humaitá e Navegantes. No final da manhã e no  meio da tarde, estará no centro, fazendo panfletagem na Esquina Democrática. 

Gustavo Paim (PP) deverá visitar a feira no Olímpico no final da manhã e, à tarde, fará caminhada na vila Gaúcha.

Manuela D’Ávila (PCdoB) também fará atividades de rua nesta quarta. Pela manhã, passará com carro de som na avenida Assis Brasil e, à tarde, no Parque dos Maias, ambos na zona Norte. 

O prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que concorre à reeleição, entra em férias nesta quarta, até a próxima sexta-feira para se dedicar exclusivamente à reta final da campanha. Neste período, o procurador-geral do Município, Carlos Eduardo da Silveira, assume o Executivo.

Sebastião Melo (MDB) deverá fazer caminhadas e visitas nesta quarta à tarde e, à noite, a mobilização será com candidatos a vereador. Já o candidato Valter Nagelstein (PSD) pretende fazer caminhada no Centro de Porto Alegre ao lado do deputado federal Danrlei Hinterholz. 

Pela legislação eleitoral, os candidatos podem fazer mobilizações, como caminhadas e entrega de panfletos, até as 22h de sábado, véspera da eleição.


Correio do Povo


Instabilidade segue no RS nesta quarta-feira


Negativa de Trump em admitir a derrota é "um constrangimento", diz Biden


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A CENSURA NA MAIOR DEMOCRACIA DO MUNDO - 10.11.2020

 por Darcy Francisco Carvalho dos Santos


 


Assistimos recentemente a censura  por emissoras de televisão norte-americanas às declarações do presidente e candidato à reeleição, Donald Trump sobre, denunciando a existência de fraude na eleição. A CNN preferiu, corretamente, deixar que o Presidente falasse e depois o contestou. 


Achamos também  que o Presidente não devia ter dito o que disse, até por ser ele o primeiro mandatário do País, mas não lhe cabia censura, por duas razões fundamentais. Primeiro, porque o certo e o errado, em matéria de opinião, não dá para determinar. O que é certo para uns pode não ser para outros e vice-versa. Em segundo lugar, imaginem se fosse o contrário:  o Presidente escolhesse as perguntas que os jornalistas podem lhe fazer ou fizesse a tal regulamentação da imprensa, uma coisa tão temida, pelos meios de comunicação. 


Quantas afirmações absurdas ouvimos todos os dias dos candidatos a prefeito de Porto Alegre, por exemplo, que vão reduzir impostos e, ao mesmo tempo,  aumentar os serviços prestados à população, ignorando a  crise econômicapor que passamos  e o aumento dos gastos criados na esfera federal para os municípios cumprirem.


No Brasil também questionam a urna eletrônica e têm o direito de questionar, embora pareça que temos um dos melhores sistemas eleitorais do mundo. Então, seria o caso de Tribunal Superior de Justiça proibir esse questionamento por entender   que o  sistema é seguro e não cabem contestações. 


Todos os dias ouvimos questionamentos sobre o julgamento de um ex-presidente, que seria tendencioso e, portanto, injusto, mesmo que ele tenha sido feito por um colegiado de juízes. 


Outro exemplo vem do futebol:  os perdedores geralmente culpam a arbitragem e, agora, o VAR,  pelas derrotas. Então, vamos ter que deixar de entrevistá-los, porque eles não podem se posicionar contra às decisões das autoridades, mesmo tendo razão em alguns casos.  


E assim vai. Assim sendo, temos que aceitar o pensamento único, que só poderia advir de um ditador. 


Pontocritico.com