O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (2 de abril de 2026) a procuradora-geral Pam Bondi, uma de suas aliadas mais fiéis. O vice-procurador-geral Todd Blanche, que atuou como advogado pessoal de Trump em processos criminais recentes, assumirá o cargo de forma interina.A demissão foi anunciada pelo próprio Trump em sua rede social Truth Social. Em nota, o presidente elogiou Bondi, chamando-a de “grande patriota americana e amiga leal”, mas afirmou que ela agora seguirá para “um novo trabalho, muito necessário e importante, no setor privado”.Frustrações e polêmicasA saída de Bondi ocorre em meio a insatisfação de Trump com o desempenho do Departamento de Justiça em temas sensíveis. O presidente criticava internamente a procuradora-geral por não ter conseguido avançar com processos contra opositores políticos, como o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora de Nova York Letitia James.Outro ponto de atrito foi a condução do caso Jeffrey Epstein. Apesar de Trump ter prometido transparência total com a divulgação dos arquivos, a gestão de Bondi gerou críticas tanto de apoiadores quanto da oposição, especialmente pela demora e pelos erros na operação.Bondi, que foi procuradora-geral da Flórida entre 2011 e 2019 e a primeira mulher a ocupar o cargo no estado, defendeu Trump durante seu primeiro impeachment e apoiou publicamente as alegações de fraude eleitoral em 2020, que nunca foram comprovadas judicialmente.Substituição temporáriaEnquanto não é definido um nome definitivo para o cargo, Todd Blanche — que integrou a equipe de defesa de Trump em vários processos após 2021 — assume interinamente a chefia do Departamento de Justiça.Fontes próximas à Casa Branca indicam que o republicano Lee Zeldin, atual diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), pode ser o nome escolhido por Trump para ocupar o posto de forma permanente.A demissão de Pam Bondi é a mais recente de uma série de mudanças em cargos de alto escalão promovidas por Trump desde o início de seu segundo mandato, incluindo a saída de Kristi Noem do Departamento de Segurança Interna no mês passado.

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