Mapa eleitoral do Rio Grande do Sul se define, mas incógnita no PT persiste

 


31/03/2026 | 21:00
Taline Oppitz
O cenário eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul ganha forma, mas ainda resta uma grande indefinição: o posicionamento do PT na disputa ao Piratini.Com a confirmação da aliança entre o PSD e o governador Eduardo Leite, a majoritária em torno do pré-candidato do MDB, vice-governador Gabriel Souza, avançou rapidamente. A chapa deve contar com Ernani Polo (PSD) como vice, além de Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) disputando as duas vagas ao Senado.Pelo PL, o pré-candidato Luciano Zucco terá como vice Silvana Covatti (PP), cuja indicação deve ser oficializada na próxima semana. Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) serão os candidatos ao Senado.O PSDB apresentará chapa pura: Marcelo Maranata como candidato a governador, Betty Cirne Lima como vice e Cláudio Diaz para uma das vagas ao Senado. A segunda vaga ainda será definida, mas também ficará com um nome do partido.A grande incógnita: PT e o palanque único para LulaA principal dúvida no mapa eleitoral gaúcho continua sendo o futuro da pré-candidatura de Edegar Pretto (PT) ao governo do estado. O PT nacional insiste na construção de um palanque único para o presidente Lula no Rio Grande do Sul, o que poderia obrigar o partido a recuar da candidatura própria e apoiar a trabalhista Juliana Brizola (PDT).Lideranças dos dois partidos esperam um desfecho para o impasse na próxima semana, após a Páscoa. No entanto, não há pressa para ceder: enquanto Edegar Pretto segue com caravanas pelo interior, rumores semanais questionam a manutenção de sua candidatura. Já Juliana Brizola permanece em pré-campanha, mas isolada, já que o PDT não consegue formar aliança sem o apoio do PT e de outros partidos que já declararam apoio a Pretto.Reunião inconclusiva em BrasíliaNa segunda-feira, Edegar Pretto e o presidente estadual do PT, Valdeci Oliveira, foram a Brasília para uma reunião com a direção nacional do partido. O presidente Lula não compareceu, por problemas de agenda. Os dois foram recebidos pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva.Segundo Valdeci Oliveira, o recado foi para que o PT gaúcho continue conversando com o PDT no esforço de viabilizar o palanque único para Lula. Ele afirmou que, por enquanto, Edegar Pretto segue como o candidato do partido ao governo e disse não acreditar em intervenção da cúpula nacional no diretório gaúcho.O cenário eleitoral gaúcho deve ganhar maior clareza nas próximas semanas, especialmente após a Páscoa.

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