31/03/2026 | 16:51
Estadão ConteúdoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai formalizar nesta terça-feira (31) o envio ao Senado da indicação de Jorge Messias, atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).O anúncio foi feito pelo próprio presidente durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto, com a presença de Messias. A indicação ocorre mais de quatro meses após Lula ter anunciado publicamente a escolha, em novembro de 2025.A demora deveu-se à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.Articulações e superação de resistênciasNas últimas semanas, o governo intensificou as conversas para viabilizar a indicação. Aliados do MDB e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), alertaram Lula sobre a necessidade de enviar o nome de Messias o quanto antes, especialmente diante da possibilidade de uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que pode atingir políticos influentes.O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem trabalhado pela articulação de votos favoráveis a Messias. Segundo avaliações internas, o ambiente no Congresso está mais favorável para a aprovação tanto na CCJ — onde ocorrerá a sabatina — quanto no plenário.Davi Alcolumbre teria se conformado com a indicação e estaria disposto a apoiar Messias. Já Rodrigo Pacheco deve ser candidato ao governo de Minas Gerais. Caso não seja eleito e Lula conquiste um novo mandato, o senador poderia ser indicado para a próxima vaga no STF.Apoio no SupremoMessias também conta com o apoio ativo de dois ministros do STF: André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Ambos foram indicados por Jair Bolsonaro e têm feito articulações em favor do advogado-geral da União.Mendonça, que é evangélico como Messias, tem destacado a importância da aprovação entre os senadores. Nunes Marques conhece Messias desde os tempos em que ambos moravam no Piauí e tem atuado como cabo eleitoral junto à bancada de direita.Nos bastidores do Senado, a expectativa é de que Messias consiga ao menos 48 votos no plenário — número superior à maioria simples necessária para a aprovação.
Estadão ConteúdoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai formalizar nesta terça-feira (31) o envio ao Senado da indicação de Jorge Messias, atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).O anúncio foi feito pelo próprio presidente durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto, com a presença de Messias. A indicação ocorre mais de quatro meses após Lula ter anunciado publicamente a escolha, em novembro de 2025.A demora deveu-se à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.Articulações e superação de resistênciasNas últimas semanas, o governo intensificou as conversas para viabilizar a indicação. Aliados do MDB e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), alertaram Lula sobre a necessidade de enviar o nome de Messias o quanto antes, especialmente diante da possibilidade de uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que pode atingir políticos influentes.O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem trabalhado pela articulação de votos favoráveis a Messias. Segundo avaliações internas, o ambiente no Congresso está mais favorável para a aprovação tanto na CCJ — onde ocorrerá a sabatina — quanto no plenário.Davi Alcolumbre teria se conformado com a indicação e estaria disposto a apoiar Messias. Já Rodrigo Pacheco deve ser candidato ao governo de Minas Gerais. Caso não seja eleito e Lula conquiste um novo mandato, o senador poderia ser indicado para a próxima vaga no STF.Apoio no SupremoMessias também conta com o apoio ativo de dois ministros do STF: André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Ambos foram indicados por Jair Bolsonaro e têm feito articulações em favor do advogado-geral da União.Mendonça, que é evangélico como Messias, tem destacado a importância da aprovação entre os senadores. Nunes Marques conhece Messias desde os tempos em que ambos moravam no Piauí e tem atuado como cabo eleitoral junto à bancada de direita.Nos bastidores do Senado, a expectativa é de que Messias consiga ao menos 48 votos no plenário — número superior à maioria simples necessária para a aprovação.

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