Clima ruim entre PT e PDT no RS azeda chances de aliança no primeiro turno

 


O relacionamento entre PT e PDT no Rio Grande do Sul piorou significativamente nos últimos dias, o que torna pouco provável uma aliança sólida entre os dois partidos no primeiro turno das eleições para governador.Mesmo que a cúpula nacional do PT decida intervir e forçar a construção de um palanque único para Lula no Estado — com o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) —, o desgaste já é visível. Dirigentes e militantes petistas demonstram pouco entusiasmo com a ideia de uma parceria, especialmente se ela for imposta de cima.O impasse sobre a possível retirada da pré-candidatura de Edegar Pretto ao Piratini se arrasta há meses e tem gerado crescente irritação nos dois lados. Nesta quarta-feira (1º), o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, e o coordenador da pré-campanha de Juliana Brizola, Vieira da Cunha, cobraram publicamente uma definição rápida do PT.“Na verdade, a discussão não é nossa, ela é nacional. O prazo para a decisão deles já passou. Estamos ainda aguardando a palavra final do PT, que era para ser na segunda-feira (30), e não foi”, afirmou Bolzan em entrevista ao Correio do Povo.As declarações foram vistas como incisivas e geraram desconforto imediato entre lideranças petistas gaúchas. Até então, os dirigentes vinham mantendo um tom ameno em público, mas a demora na definição e a falta de diálogo direto entre as direções estaduais agravaram a tensão.Com o clima já azedo, mesmo que haja um acordo de última hora para que o PT retire Pretto e apoie Juliana Brizola, é improvável que os petistas entrem na campanha com força total e entusiasmo.A decisão final sobre a aliança segue nas mãos da direção nacional do PT.

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