quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Negativa de Trump em admitir a derrota é "um constrangimento", diz Biden

 Presidente eleito dos EUA respondeu durante coletiva de imprensa


O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira que a negativa do atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump, a admitir sua derrota nas eleições é "um constrangimento" e se refletirá mal em seu legado.

"Simplesmente acho que é um constrangimento, francamente", disse Biden durante coletiva de imprensa em Wilmington, Delaware, quando perguntado o que pensava sobre a negativa de Trump em admitir a derrota nas eleições de 3 de novembro.

"Como posso dizer isso com tato?", perguntou Biden aos jornalistas. "Acho que não ajudará no legado do presidente". Quando um jornalista lhe perguntou o que diria a Trump se o visse, Biden respondeu, olhando para a câmera e com um sorriso: "Senhor presidente, espero ansioso para falar com você".

O presidente eleito diminuiu a importância da negativa de Donald Trump em ajudar com a transição do novo governo após perder a reeleição. "O fato de eles não estarem dispostos a admitir que vencemos a esta altura não tem muitas consequências no planejamento do que poderemos fazer entre agora e janeiro", disse Biden, em alusão à data da transmissão de poder, em 71 dias.

"Acredito que no final tudo se tornará realidade em 20 de janeiro e, de agora em diante, minha esperança e expectativa é que o povo americano saiba e entenda que houve uma transição", ressaltou.

Sobre o papel do seu país no cenário internacional, Biden disse: "Sinto-me confiante em que vamos poder colocar os Estados Unidos novamente no lugar de respeito que tinham antes", durante a coletiva, na qual contou ter conversado com seis líderes mundiais.

Nesta terça-feira, Biden falou com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson; o presidente francês, Emmanuel Macron; a chanceler alemã, Angela Merkel; e o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin. Biden iniciou as conversas com líderes estrangeiros na segunda-feira, com um telefonema do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

AFP e Correio do Povo

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