01/04/2026 | 18:06
Estadão ConteúdoO dólar fechou em queda firme nesta quarta-feira (1º) e voltou ao menor patamar desde o fim de fevereiro, antes da eclosão da guerra no Irã. A moeda norte-americana recuou 0,42%, cotada a R$ 5,1566 no fim do pregão.Pela manhã, a divisa chegou a romper o piso de R$ 5,15, atingindo a mínima de R$ 5,1481. O movimento de baixa foi impulsionado pelo otimismo do mercado com a possibilidade de encerramento próximo do conflito no Oriente Médio, após novas declarações do presidente Donald Trump.Investidores ajustaram posições ao longo do dia na expectativa de que Trump reforce, em pronunciamento à noite (22h de Brasília), a mensagem de que a guerra pode terminar em breve — em um prazo de duas a três semanas.Com a queda desta quarta e da terça-feira, o dólar acumula desvalorização de 1,62% na semana. No ano, a moeda americana registra baixa de 6,06% frente ao real, que apresenta o melhor desempenho entre as principais moedas do mundo.Fatores por trás da quedaO mercado reagiu positivamente a declarações de Trump de que Teerã teria pedido um cessar-fogo, embora condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana negou ter solicitado o acordo, mas a sinalização de que os EUA buscam abreviar o conflito ajudou a reduzir a aversão ao risco.Com isso, o petróleo recuou pelo segundo dia consecutivo. O WTI para maio caiu 1,24%, para US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho — referência para o Brasil — recuou 2,70%, para US$ 101,16.O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em baixa de cerca de 0,40%, ao redor dos 99,600 pontos.PerspectivasPara Alexandre Viotto, head de banking da EQI Investimentos, o mercado está “comprando a ideia” de que a guerra pode acabar em breve, o que favorece ativos de risco e o real. No entanto, ele alerta para certo “exagero” no otimismo, dada a postura errática de Trump e o reforço de tropas americanas na região.Caso o conflito seja realmente encerrado nas próximas semanas, Viotto avalia que o dólar pode cair rapidamente e até romper a barreira de R$ 5,00, ajudado também por eventual melhora no cenário político interno brasileiro.O Banco Central informou que o fluxo cambial total foi positivo em US$ 1,597 bilhão na semana passada (23 a 27 de março), impulsionado pelo comércio exterior. No entanto, março fechou com saldo negativo de US$ 3,127 bilhões, devido a saídas pelo canal financeiro.
Estadão ConteúdoO dólar fechou em queda firme nesta quarta-feira (1º) e voltou ao menor patamar desde o fim de fevereiro, antes da eclosão da guerra no Irã. A moeda norte-americana recuou 0,42%, cotada a R$ 5,1566 no fim do pregão.Pela manhã, a divisa chegou a romper o piso de R$ 5,15, atingindo a mínima de R$ 5,1481. O movimento de baixa foi impulsionado pelo otimismo do mercado com a possibilidade de encerramento próximo do conflito no Oriente Médio, após novas declarações do presidente Donald Trump.Investidores ajustaram posições ao longo do dia na expectativa de que Trump reforce, em pronunciamento à noite (22h de Brasília), a mensagem de que a guerra pode terminar em breve — em um prazo de duas a três semanas.Com a queda desta quarta e da terça-feira, o dólar acumula desvalorização de 1,62% na semana. No ano, a moeda americana registra baixa de 6,06% frente ao real, que apresenta o melhor desempenho entre as principais moedas do mundo.Fatores por trás da quedaO mercado reagiu positivamente a declarações de Trump de que Teerã teria pedido um cessar-fogo, embora condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana negou ter solicitado o acordo, mas a sinalização de que os EUA buscam abreviar o conflito ajudou a reduzir a aversão ao risco.Com isso, o petróleo recuou pelo segundo dia consecutivo. O WTI para maio caiu 1,24%, para US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho — referência para o Brasil — recuou 2,70%, para US$ 101,16.O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em baixa de cerca de 0,40%, ao redor dos 99,600 pontos.PerspectivasPara Alexandre Viotto, head de banking da EQI Investimentos, o mercado está “comprando a ideia” de que a guerra pode acabar em breve, o que favorece ativos de risco e o real. No entanto, ele alerta para certo “exagero” no otimismo, dada a postura errática de Trump e o reforço de tropas americanas na região.Caso o conflito seja realmente encerrado nas próximas semanas, Viotto avalia que o dólar pode cair rapidamente e até romper a barreira de R$ 5,00, ajudado também por eventual melhora no cenário político interno brasileiro.O Banco Central informou que o fluxo cambial total foi positivo em US$ 1,597 bilhão na semana passada (23 a 27 de março), impulsionado pelo comércio exterior. No entanto, março fechou com saldo negativo de US$ 3,127 bilhões, devido a saídas pelo canal financeiro.

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