Aéreas alertam para “consequências severas” após reajuste de 55% no querosene de aviação

 


01/04/2026 | 16:54
Agência Brasil
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras terá “consequências severas” para o setor aéreo, especialmente na abertura de novas rotas e na oferta de voos.Com o aumento, somado ao reajuste de 9,4% já aplicado em março, o combustível passará a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. “A medida restringe a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, avaliou a entidade.A Abear representa as principais empresas do setor, como Azul, Gol, Latam, entre outras.Impacto da paridade internacionalEmbora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, seu preço segue a paridade internacional. Segundo a associação, isso amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, intensificando os impactos de choques externos como a guerra no Irã.Petrobras vai parcelar o reajustePara amenizar o impacto, a Petrobras decidiu parcelar o reajuste. As distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por aplicar apenas 18% de aumento imediato e parcelar o restante em até seis vezes, a partir de julho.O preço do QAV é reajustado mensalmente pela Petrobras, sempre no dia 1º. Em março, o aumento médio havia sido de 9,4%, após uma redução de 1% em fevereiro.De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis representam atualmente cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. Com o novo reajuste, essa fatia deve subir significativamente.

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