Para conter preços, Bolsonaro avalia zerar imposto de importação de itens da cesta básica

por Gustavo Uribe e Julio Wiziack
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Ideia inicial é segurar alta do arroz e depois estender medida para soja e milho
Para evitar críticas por uma eventual volta da inflação puxada pelo preço do arroz e de outros itens da cesta básica, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pretende zerar o imposto de importação dos produtos.
Pessoas que participaram das discussões com o presidente afirmam que a ideia é, inicialmente, propor à Camex (Câmara de Comércio e Exterior), um comitê vinculado ao Ministério da Economia, zerar a alíquota de importação do arroz vindo de países fora do Mercosul.
A intenção do governo é realizar já nesta semana uma reunião do órgão. Uma das datas em análise é a próxima sexta-feira (11), para quando está previsto encontro do comitê-executivo de gestão para definir uma posição.
No entanto, outros produtos, como milho e soja também poderão ter o mesmo tratamento para conter a alta de preços. Mas deverão ser tratados em uma outra rodada de encontros.
A alíquota de importação para países fora do Mercosul é de 12% para o arroz e 8% para soja e milho. Dentro do bloco, a tarifa é zero.
O aumento de preços vem ocorrendo pelos varejistas como resposta ao represamento de produtos pelos agricultores. Segundo técnicos do governo, eles estão fazendo estoque para, assim, elevar o preço dos produtos.
Além disso, representantes de grandes redes de supermercados consideram que o aumento de preços se acelerou por causa de fatores como a desvalorização do real, queda das importações e o crescimento da demanda interna. Outro fator é a alta das exportações.
O peso da cesta básica no cálculo do IPCA (Índice de Preço para o Consumidor Amplo) —a inflação oficial— é de cerca de 13%. Sempre que um item sofre alta, ocorre impacto na cesta e na inflação.
Os alimentos pesam para os mais pobres. Entre eles a fatia da renda comprometida com alimentação é maior do que entre os mais ricos.
Embora a inflação esteja em seu menor patamar da história, o governo não quer arcar com o ônus político de enfrentar a volta do aumento de preços, especialmente no momento em que o poder de compra dos brasileiros vem sendo achatado pela crise causada pela pandemia da Covid-19.
Projeções do Banco Central indicam que, neste ano, o país deve registrar a mais baixa inflação desde 1994, quando foi criado o Plano Real. A taxa deve fechar abaixo de 2,5%, perdendo somente para 1998, quando foi de 1,65%.
Desde a semana passada, na tentativa de dar uma resposta a seu eleitorado, Bolsonaro tem telefonado para empresários de redes varejistas cobrando patriotismo e uma redução temporária de suas margens de lucro.
"Eu tenho apelado a eles. Ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento", disse o presidente em uma live nesta terça-feira (8).
"Mas [estamos] pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero. Eu acredito que, com a nova safra, a tendência é normalizar o preço", afirmou Bolsonaro.
Em conversa com assessores presidenciais, Bolsonaro se mostrou favorável à retirada da tarifa de importação do arroz.
A medida também encontra respaldo entre técnicos da Economia e da Agricultura que estudam usar essa tática para o arroz e outros produtos que podem pressionar a inflação.
No entanto, nas últimas semanas, o presidente tem sido cobrado nas redes sociais por simpatizantes de seu governo pela elevação do preço dos produtos da cesta básica.
Associações do varejo divulgaram cartas públicas alertando para o aumento de preços. A alta chega a superar 20% no acumulado de 12 meses em produtos como leite, arroz, feijão e óleo de soja —itens da cesta.
Até julho, o IPCA acumula alta de 2,31% em 12 meses. Mas, no mesmo período, o item de alimentação e bebidas subiu 7,61%.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os preços de alimentos básicos aumentaram em 13 das 17 capitais pesquisadas em agosto. Nas demais, caiu.
Em São Paulo, a cesta básica custou R$ 539,95, alta de de 2,9% na comparação com julho.
Na pesquisa da entidade, no ano, o prec?o do conjunto de alimentos necessa?rios para as refeic?o?es de uma pessoa adulta aumentou 6,6% e, em 12 meses, 12,15%.
Os supermercadistas têm rechaçado o tabelamento de preços. Eles defendem a retirada de tarifas de importação.
As queixas levaram Bolsonaro a cobrar uma solução tanto do ministro Paulo Guedes (Economia) como da ministra Tereza Cristina (Agricultura).
"Sei que medidas estão sendo tomadas pelo ministro da Economia e pela ministra da Agricultura para nós embasarmos a resposta a esses preços que dispararam nos supermercados", disse o presidente, em uma live nas redes sociais.
Também nesta terça, a ministra da Agricultura admitiu que o preço do arroz está alto no país. Ela, porém, prometeu que o governo conseguirá reduzi-lo. As medidas a serem tomadas não foram explicadas, tanto pela ministra como pelo presidente.
Em reunião ministerial, Tereza Cristina disse ainda que não haverá falta do produto no mercado nacional. Ela afirmou que a expectativa é que a safra do arroz seja excelente em 2021.
"O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, teremos uma super-safra no ano que vem", afirmou.
Desde a semana passada, a ministra também acionou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para monitorar estoques, safras e preços. O presidente tem pedido informações diárias sobre oscilações nos produtos.
Fonte: Folha Online - 08/09/2020 e SOS Consumidor

Rae Dawn Chong, atriz canadense

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Rae Dawn Chong (EdmontonAlberta28 de fevereiro de 1961) é uma atriz canadense.

Vida e carreira

Rae é filha de Maxine Sneed e Tommy Chong. Ela e a irmã (a modelo e atriz Robbi Chong) foram criadas pela avó materna [1][2]. Seu pai descende de chinesesescoceses e irlandeses; sua mãe é afro-canadense.[3]
Rae tornou-se conhecida ao atuar nos filmes A Guerra do Fogo (1981), A Cor Púrpura (1985), A Loucura do Ritmo (1984), Comando para Matar (1985), Os Irmãos Corsos (1984) e and Um Hippie nos Anos 90 (1990); neste último, trabalhou com seu pai. Rae ganhou o Genie Award de Melhor Atriz em 1983 por A Guerra do Fogo.[4]. Seu período mais ativo no cinema foi nas décadas de 1980 e 1990. No entanto, continua a trabalhar tanto no cinema quanto na televisão.
Rae casou-se duas vezes, e tem um filho, Morgan. Seu segundo marido foi o ator C. Thomas Howell, com quem contracenou em Confusão à Flor da Pele. Divorciaram-se em 1990.

Trabalhos no cinema



Trabalhos na televisão

  • 1980 - Top of the Hill
  • 1985 - Badge of the Assassin
  • 1990 - Curiosity Kills
  • 1992 - Nitecap
  • 1993 - Father & Son: Dangerous Relations
  • 1996 - Highlander: The Series
  • 1998 - Valentine's Day
  • 2000-2002 - Mysterious Ways
  • 2003 - Wild Card
  • 2005 - Deadly Skies
  • 2007 - That's So Raven

Referências

  1.  Chong, Tommy. Cheech and Chong, 2008.
  2.  [http://www.filmreference.com/film/62/Rae-Dawn-Chong.html Rae Dawn Chong Biography (1961-)
  3.  Pratt, Paul E. "Growing Up a Chong" Arquivado em 9 de junho de 2010, no Wayback Machine., AsianWeek, 18/11/2005.
  4.  (em inglêsSítio oficial da Academia de Cinema Canadense, acesso em 22/10/2007 Arquivado em 14 de abril de 2010, no Wayback Machine.



Ligações externas





Wikipédia

RODRIGO MAIA


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do alto de sua esperteza política, disse que a REFORMA ADMINISTRATIVA  deveria incluir todos os servidores públicos.



"Seria importante poder fazer reforma de todo o serviço público", disse ele durante um evento promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, citando nominalmente juízes e militares, que ficaram de fora da proposta de reforma administrativa apresentada pelo Planalto.



Ora, é importante lembrar que a proposta de REFORMA ADMINSTRATIVA feita pelo Planalto deixou de fora deputados e juízes propositalmente, porque, segundo o secretário de Desburocratização, Gleisson Rubin, isso é de RESPONSABILIDADE DO CONGRESSO NACIONAL 

   "O que a proposta não abrange é que não se estende aos membros de outros Poderes porque constitucionalmente o chefe do Poder Executivo não pode propor normas de organização dos demais Poderes, então os magistrados, que são membros do Poder Judiciário, e parlamentares, que são os membros do Poder Legislativo, não estão no escopo da proposta original", disse Rubin à época da apresentação da proposta.



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INGREDIENTES INFLACIONÁRIOS




CUSTO DE VIDA
Diante da inegável e expressiva alta dos preços dos alimentos preferidos da totalidade do povo brasileiro, como é o caso da carne, feijão, arroz e farinha de trigo, principalmente, onde todos figuram na composição da CESTA BÁSICA, isto tem provocado um forte encarecimento do CUSTO DE VIDA da nossa população, como apontam os mais diversos institutos de pesquisa de preços.

OFERTA E DEMANDA
Ainda que qualquer alimento que fique mais caro por força de maior DEMANDA possa ser substituído por outro cuja OFERTA implique em redução ou manutenção de preço de venda, o fato é que a PANDEMIA fez com que os ALIMENTOS produzidos no Brasil fossem muito mais DEMANDADOS mundo afora, notadamente por países orientais.

SETE ENTRE DEZ
Como bem mostram os números da Balança Comercial, SETE produtos do agronegócio figuram entre os DEZ principais bens exportados pelo Brasil. Entre esses estão a SOJA, as CARNES DE FRANGO, SUÍNA E BOVINA, o AÇÚCAR EM BRUTO e o CAFÉ, por exemplo, que totalizam algo como 30% de tudo que é embarcado para fora do país.

ARROZ
Pois, além da forte DEMANDA INTERNACIONAL por alimentos produzidos no Brasil, o fato é que a DESVALORIZAÇÃO DO REAL ainda foi maior do que a alta dos preços no mercado interno. No caso do ARROZ, por exemplo, os preços baixos verificados em anos anteriores, mais a seca deste ano, proporcionaram uma boa redução da área plantada. Ora, produção menor e desvalorização cambial maior acabaram por estimular a exportação do produto e a elevação do preço.

AUMENTAR A ÁREA PLANTADA É A MELHOR SAÍDA
O que precisa ser dito e repetido à exaustão é que o Brasil tem reais condições para AUMENTAR A OFERTA DE ALIMENTOS. Assim, ao invés do presidente Bolsonaro fazer o ridículo pedido aos supermercadistas para que não aumentem os preços dos alimentos (na realidade os supermercados apenas comercializam produtos), bastaria oferecer a possibilidade de aumentar a ÁREA PLANTADA.

SÓ 7,6 % DO TERRITÓRIO
Para quem não sabe, o Brasil utiliza somente 7,6% de seu território para a agricultura, como já foi comprovado pela Embrapa e pela NASA. Este número é insignificante se comparado com países europeus, como o Reino Unido, que cultiva em 64% de seu território e a Alemanha, que usa 57%. Mais: grandes concorrentes como Estados Unidos, cultiva 18,3%;  a China, 17,7%; e a Índia, 60,5%.



Pontocritico.com

Pelosi: não haverá acordo se Reino Unido violar tratado no Brexit

A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA afirma que o Reino Unido precisa respeitar o Protocolo da Irlanda do Norte

Pelosi afirma que o Congresso americano pretende defender o Acordo de Belfast

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira em comunicado que o Reino Unido precisa proteger o Acordo de Belfast (Good Friday Agreement), com o argumento de que ele é um marco para a paz na Irlanda do Norte e "uma inspiração para todo o mundo". Segundo ela, a separação do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, não pode de modo algum colocar em perigo esse pacto, ou "não haverá absolutamente nenhuma chance" de um acordo comercial entre americanos e britânicos.
Pelosi afirma que o Reino Unido precisa respeitar o Protocolo da Irlanda do Norte, conforme assinado com a UE, para garantir o livre fluxo de mercadorias na fronteira. Ela afirma que o Congresso americano pretende defender o Acordo de Belfast.
O governo do premiê Boris Johnson apresentou hoje um projeto de lei para garantir o livre-comércio entre os quatro países que compõem o Reino Unido, entre eles a Irlanda do Norte. Johnson argumenta que o acordo para o Brexit é contraditório e deveria ser reescrito para proteger o país, já que nos termos atuais poderiam isolar a Irlanda do Norte do restante do Reino Unido. A UE, por sua vez, diz que não pretende renegociar o acordo.
Agência Estado e Correio do Povo

Premier britânico defende revisão polêmica de acordo do Brexit

Esta semana acontece em Londres a oitava rodada de negociações entre britânicos e europeus em busca do célebre tratado de livre-comércio

Reino Unido deixou formalmente a UE em 31 de janeiro

O premier britânico, Boris Johnson, defendeu nesta quarta-feira seu plano de desrespeitar compromissos assumidos no âmbito do Brexit, para "proteger os empregos e o crescimento", deixando tensa a relação com a União Europeia (UE), que se declarou "muito preocupada", em um momento crítico da sua negociação comercial.
Como sinal da gravidade da situação, a UE anunciou à noite que o vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic, "viajará a Londres amanhã, a fim de se encontrar com o ministro britânico Michael Gove para uma reunião extraordinária do comitê misto". Trata-se de "obter esclarecimentos do Reino Unido sobre a aplicação plena, e sobre a data prevista, do acordo de retirada", tuitou o porta-voz do Executivo europeu, Eric Mamer.
Esta semana acontece em Londres a oitava rodada de negociações entre britânicos e europeus em busca do célebre tratado de livre-comércio que deverá reger a sua relação a partir de 1º de janeiro, quando terminar o período de transição pós-Brexit. Mas as negociações estão paralisadas há meses, e, para poder ratificar o documento a tempo, o impasse deve ser superado até outubro.
"Esta lei busca proteger os empregos, o crescimento e garantir a fluidez do comércio em todo o Reino Unido", defendeu Johnson na Câmara dos Comuns, onde o nacionalista escocês Ian Blackford o acusou de "criar um Estado desonesto".
Pelo Tratado de Retirada, se não houver acordo comercial entre Londres e Bruxelas, os produtos que passarem da Grã-Bretanha para a Irlanda do Norte a partir de 2021 poderão ser taxados e as empresas daquela província terão que preencher declarações alfandegárias em suas vendas para o restante do Reino Unido.
Trata-se de um acordo internacional legalmente vinculante, em vigor desde 31 de janeiro, e alterar suas disposições "viola o direito internacional", embora "de forma específica e limitada", assinalou o ministro para a Irlanda do Norte, Lewis Brandon.

UE exige reunião urgente

Indignadas, autoridades europeias assinalaram que respeitar o documento assinado é uma condição indispensável para se avançar na negociação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou-se "muito preocupada com o anúncio do governo britânico sobre sua intenção de romper o Tratado de Retirada".
A mudança surpreendente de Londres acrescenta combustível às já difíceis negociações com a UE sobre um acordo comercial pós-Brexit. Expõe Londres a "graves consequências" de Bruxelas, advertiu o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli.
O vice-primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, comparou a manobra do governo britânico a um ato "suicida", que "saiu pela culatra", desencadeando uma onda de reações negativas.
Criticado até em seu próprio campo, inclusive pela ex-chefe de Governo Theresa May, Boris Johnson defendeu seu projeto diante dos deputados durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro.
O líder dos separatistas escoceses do SNP na Câmara dos Comuns, Ian Blackford, acusou-o de se considerar "acima da lei".

Barnier quer explicações

Enquanto defende sua manobra, o governo conduz uma delicada oitava sessão de negociações com a UE, que teve início nesta terça-feira e deve prosseguir até amanhã. Em Londres, o negociador da UE Michel Barnier buscará esclarecimentos sobre os últimos ocorridos.
"Estamos com um espírito construtivo, mas firmes", disse à AFP o secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, em coletiva conjunta com seu colega alemão, Michael Roth, em Berlim.
No texto original, o protocolo norte-irlandês visa garantir a ausência de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, membro da UE, e evitar tensões nesta região, marcada por três décadas de agitação até a assinatura dos Acordos de Paz da Sexta-feira Santa em 1998. O retorno dos controles alfandegários aumenta os temores de novas tensões na província britânica.
Trata-se de "proteger o nosso país da interpretação extrema ou irracional do protocolo, que poderia conduzir a uma fronteira no Mar da Irlanda de uma forma que, na minha opinião, seria prejudicial para os interesses do acordo da Sexta-feira Santa e prejudicial aos interesses da paz em nosso país", defendeu Johnson.
O Reino Unido deixou formalmente a UE em 31 de janeiro, quase quatro anos após um referendo que marcou o fim de 46 anos de um casamento difícil. Mas o país tem de seguir as regras europeias até o final de dezembro, um período de transição durante o qual as duas partes tentam concluir um acordo de livre comércio. O resultado das negociações permanece incerto.
Antes do início da oitava rodada de negociações, o negociador britânico David Frost pediu à UE que "seja mais realista sobre o status de país independente" do Reino Unido. As negociações esbarram, em particular, na pesca e nas condições de concorrência.
O tempo está acabado. Bruxelas quer um acordo até o final de outubro para permitir a ratificação a tempo. O primeiro-ministro Boris Johnson, por sua vez, alertou que, na falta de um acordo até a reunião de cúpula europeia de 15 de outubro, ele ficaria satisfeito com um "no deal", apesar dos riscos econômicos.

AFP e Correio do Povo

Porto Alegre recebe R$ 9 milhões da Lei Aldir Blanc para socorrer setor cultural

Primeiro lote de repasses será destinado a estados e municípios até 1º de setembro

Verba será destina para socorrer o setor cultural da Capital durante a pandemia de coronavírus

A Prefeitura de Porto Alegre receberá, até sexta-feira, o repasse de R$ 9 milhões, viabilizado pela Lei Aldir Blanc, para socorrer o setor cultural durante a pandemia do coronavírus. A confirmação do recurso para a Capital gaúcha foi feita nesta quarta-feira pelo Ministério do Turismo. De acordo com o governo federal, o pagamento integra o lote 1 de repasses, destinado a Estados e municípios que tiveram plano de ação aprovado até 1º de setembro.
A Lei 14.017/2020, mais conhecida como Lei Aldir Blanc, visa apoiar trabalhadores da cultura e espaços culturais fortemente afetados pela pandemia. Entre as ações contempladas em Porto Alegre estarão o auxílio emergencial a profissionais e o lançamento de editais e outros mecanismos de apoio à cadeia econômica da cultura. O valor repassado para cada município levou em conta a seguinte equação: 20% dos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Municípios e do Distrito Federal (FPM) e 80% em relação à proporção da população, conforme critérios de decisões do Tribunal de Contas da União.

Regulamentação

A prefeitura regulamentou, por decreto, os procedimentos necessários à aplicação dos recursos recebidos através da Lei Federal 14.017. A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) será responsável por executar os recursos recebidos. Um grupo de trabalho, denominado Força-Tarefa Municipal, e um Comitê Gestor Artístico, irão auxiliar no processo.
Correio do Povo

Financiada por Bill Gates, vacina provoca surto de poliomielite no Sudão

Juiz da Lava Jato condena Eduardo Cunha a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem e confisca carro

Trata-se da segunda condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados na Lava Jato

Foi determinado ainda o confisco de quatro carros

O juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou nesta quarta o ex-deputado federal Eduardo Cunha a 15 anos, 11 meses e cinco dias de reclusão por corrupção passiva e lavagem envolvendo a solicitação e recebimento de propinas no âmbito dos contratos de fornecimento dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitoria 10.000. Trata-se da segunda condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados na Lava Jato.
“Existente, portanto, prova acima de qualquer dúvida razoável, que Eduardo Cosentino da Cunha, então Deputado Federal, teria recebido, rastreáveis, para si ou para outrem, um total de cerca de R$ 1.504.495,00 em vantagens indevidas decorrentes dos contratos de fornecimento dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitoria 10.000, por meio de transferências internacionais em contas de offshores, com posterior repasse em espécie no Brasil, doações simuladas à igreja evangélica e afretamento de voos em companhia de táxi aéreo”, registrou o juiz da Lava Jato em sua decisão.
Bonat ainda determinou o confisco de quatro carros, o qual será revertido em favor da Petrobrás. O juiz considerou que recaem suspeitas de que o Porsche Cayenne S, o Ford Fusion AWD GTDI, o Ford Edge V6, e o Hyundai Tucson GLS 27L de Cunha tenham sido adquiridos com verba de origem ilícita. “Ainda que assim não fosse, o confisco por equivalência permite a constrição de bens inclusive lícitos do patrimônio do condenado”, registrou o magistrado.
O ex-presidente da Câmara está em prisão domiciliar desde março, tendo em vista a pandemia do novo coronavírus. Cunha já foi condenado em outros dois processos – por corrupção, lavagem e violação de sigilo funcional, em detrimento da Caixa Econômica Federal e do FI-FGTS e por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas – sendo que suas penas somadas chegam agora a 54 anos de reclusão.
Agência Estado e Correio do Povo