Ex-presidente gravou vídeo antes de se entregar para Polícia Federal
Defesa entrará com recurso na segunda-feira, garante Lula | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em vídeo postado neste domingo, 8, em suas redes sociais, que a ainda tem recurso para recorrer à sua prisão e que seus advogados entrarão na segunda-feira com o embargo dos embargos - recurso em que se busca esclarecer uma omissão ou contradição de uma decisão.
Lula disse ainda que aguarda alguma decisão jurídica e que espera estar junto do povo na semana que vem. "Estou muito bem companheiros e companheiras. Estou leve, com a consciência tranquila de que pode demorar um pouco, mas vamos vencer essa batalha... Quem sabe, se Deus quiser, semana que vem estaremos juntos", declarou Lula.
O ex-presidente gravou o vídeo antes de tomar a decisão de se entregar à Polícia Federal, nesse sábado, em conversa com o Frei Betto.
A defesa vai ao Superior Tribunal de Justiça para tentar livrar o ex-presidente da prisão da Lava Jato, sempre insistindo na tese de sua inocência. Os advogados alegam que Lula foi condenado 'por um crime sem conduta' no processo do famoso triplex do Guarujá - pena de 12 anos e um mês de reclusão. Aos ministros do STJ, onde cabe recurso especial, os advogados vão reiterar a versão de que o triplex não é e nunca foi de Lula. "Os argumentos ao STJ são inúmeros, inclusive atipicidade da conduta", destacou o criminalista José Roberto Batochio, do núcleo de defesa do ex-presidente.
Recurso especial no STJ
"De quem é o apartamento?", questiona o veterano advogado, referindo-se ao fato de que, formalmente, o triplex está em nome da OAS - a Operação Lava Jato sustenta que a empreiteira pagou propinas de R$ 2,2 milhões a Lula por meio de obras de reforma e melhorias do apartamento do Guarujá, em troca de contratos com a Petrobras durante o governo do petista.
Para Batochio, este é um 'caso muito claro de crime sem conduta'. "Alguma vez na vida alguém viu o Lula saindo de toalhinha no pescoço, de sunga, ou com as chaves (do triplex) na mão? Qual o ato que Lula praticou para receber a reforma da cozinha do imóvel? Qual o objeto da corrupção? Ora, o que precisa para condenar um inocente? Só a boa vontade do acusador e do julgador? Trata-se de um crime sem conduta."
"Vamos recorrer sim. Discute-se isso no STJ, em nível de recurso especial, e no Supremo, em nível de recurso extraordinário" "A lei diz que ninguém pode ser condenado por fato que não seja criminoso", pondera Batochio. Ele considera 'intrigante' o fato de que uma parte dos magistrados da Lava Jato seja de Curitiba. Ele faz uma ironia. "Uma coisa me intriga muito, longe de querer insinuar qualquer coisa, mas há uma coincidência sobre a qual chamo a atenção, os juízes deste processo são de Curitiba. Já disseram que estamos diante de uma Conexão Araucária."
O criminalista põe sob suspeita as manifestações de rua contra Lula. "Quem paga os rojões e as bandeiras em frente à Polícia Federal? Isso tudo é muito estranho." Ele recorre um emblemático capítulo da História recente, a criação da Corte dos Aliados depois da Segunda Grande Guerra. "Quando a história julgar esse processo, uma condenação sem crime, sem atos praticados pelo condenado, uma coisa absolutamente forçada, artificial, cerebrina, quando a história se deparar com esse fato, não sei quando será, mas será, haverá um julgamento nos moldes do Tribunal de Nuremberg."
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Urna eletrônica ou máquina de votação é a combinação de equipamentos mecânicos, eletromecânicos ou eletrônico (incluindo software, firmware e documentação necessária para controle do programa e apoiar equipamento), que é usado para definir escrutínios; expressos e contagem de votos; para relatar ou exibir resultados eleitorais; e para manter e produzir qualquer informação de trilha de auditoria. As primeiras máquinas de votação foram mecânicas, mas é cada vez mais comuns o uso de máquinas de votação eletrônicas.
Um sistema de votação inclui a práticas e a documentação associada usado para identificar versões desses componentes e componentes do sistema; para testar o sistema durante o seu desenvolvimento e manutenção; manter registos de erros do sistema ou defeitos; para determinar alterações específicas feitas após a certificação inicial; e disponibilizar qualquer material para o eleitor (tais como anúncios, instruções, formulários ou cédulas de papel).
Em 2006, a invenção da urna eletrônica foi escolhida como um dos 40 fatos ligados à software e hardware que mudaram rumos nos últimos 40 anos pela "SUCESU 40 ANOS", promovido pela SUCESU - Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações - por ter tornado as eleições "mais ágeis, rápidas" e a apuração "transparente e segura".[1]
Máquinas de votação têm diferentes características de usabilidade, segurança, eficiência e precisão. Certos sistemas podem ser mais ou menos acessíveis aos eleitores, ou não estar acessível para os eleitores com determinados tipos de deficiência. Também podem ter um efeito na capacidade do público em supervisionar as eleições.
O primeiro modelo ou primeira geração de máquinas eletrônicas de votar tem por característica a desmaterialização do voto e sua gravação em meio digital eletrônico para posterior apuração. Por isso, na literatura internacional, são denominadas por "Direct Recording Electrocnic voting machines" ou, simplificadamente, "máquinas DRE".[2] Devido a essa característica, são equipamentos eleitorais cuja confiabilidade do resultado apurado é diretamente dependente da confiabilidade técnica do próprio software neles instalado.
Segunda geração
As dificuldades para se determinar, na prática, a confiabilidade técnica do software instalado em milhares de equipamentos no dia da eleição, levou ao surgimento de uma segunda leva ou segunda geração de máquinas de votar, que passaram a adotar o "Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais".
A principal característica dessas máquinas de votar de segunda geração é que registram o voto em duas vias independentes - uma virtual/digital e outra material/em papel - para que se possa fazer uma auditoria do resultado por meio independente do software do equipamento. Na literatura internacional, o voto materializado em papel costuma ser chamado por "Independent Voter-Verifiable Record (IVVR)" ou por "Voter Verifiable Paper Audit Trail (VVPAT)".[3]
Equipamentos eleitorais com IVVR ou VVPAT podem ser implementados por digitalização do voto escrito pelo eleitor (voto escaneado) ou por impressão do voto em máquinas DRE (voto impresso conferível pelo eleitor).[3]
Terceira geração
Em novembro de 2009, no município de Takoma Park (EUA), ocorreu a primeira experiência oficial com uma nova modalidade de máquinas de votar que utilizava o sistema Scantegrity.[4]
Este novo modelo, ou terceira geração de máquinas de votar, é caracterizada pelo uso de voto escaneado e criptografado com recursos técnicos tais que permite ao próprio eleitor acompanhar e conferir a correta apuração do seu voto, independentemente de confiar no software, mas sem que possa revelar o próprio voto para terceiros.[4]
Uso em outros países
Máquinas DRE de 1ª geração começaram a ser usadas em experiências na Índia em 1990,[5] nos Países em 1991 e no Brasil em 1996, onde passaram a receber a denominação de "urnas eletrônicas". E foi no Brasil que pela primeira vez, em 2000, todos os eleitores votaram em urnas eletrônicas. Porém, em 2008, depois de 17 anos das primeiras experiências, o uso de máquinas DRE[2] sem comprovantes impressos do voto foi proibido na Holanda[6] por falta de confiabilidade. Na Índia, as experiências para implantação do VVPAT se iniciaram em 2011.[7] Atualmente, apenas no Brasil se continua a usar urnas eletrônicas de 1ª geração sem voto impresso (VVPAT).
Em março de 2009, máquinas DRE[2] de 1ª geração, sem voto impresso, foram declaradas inconstitucionais na Alemanha pela mais alta corte judicial do país,[8][9] por não atenderem o Princípio da Publicidade no processo eleitoral, isto,é, por não permitirem ao eleitor conferir o destino do seu voto sem precisar de conhecimento técnicos especializados.[10] Na Bélgica, a adoção de urnas de 2ª geração com voto impresso ocorreu em 2012.[11] Na eleição presidencial na Rússia, em fevereiro de 2008, foi utilizado um modelo de máquina de votar com voto escaneado, de 2ª geração, para uso em recontagens regulares.[carece de fontes]
Nos Estados Unidos, em 2007, foi reeditada a norma técnica para equipamentos eleitorais "Voluntary Voting System Guidelines" [3] pelo órgãos federais norte-americanos EAC (Election Assistance Commission) e NIST (National Institute of Standards and Technology) na qual máquinas DRE sem voto impresso foram descredenciadas por não atenderem o "Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais". A reedição de 2009 dessa norma técnica[12] mantém a exigência de sistemas de 2ª geração. Até agosto de 2008, trinta e nove estados dos EUA, três estados do México e algumas províncias do Canadá criaram leis que exigem o voto impresso conferido pelo eleitor em urnas eletrônicas e não autorizam que a identificação biométrica do eleitor seja feita na própria máquina de votar.
Na eleição municipal de 09/out/2011 na cidade de Resistência, capital da Província Del Chaco no norte da Argentina o desempenho do equipamento eleitoral Vot-Ar argentino foi descrito no «2º Relatório do CMind».[13] Em 2011, a Argentina iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos Vot-Ar[14] de 3ª geração, com registro simultâneos impresso e digital do voto. Na Província de Salta, 33% dos eleitores votaram nas novas urnas com voto impresso e a previsão é de ampliar para 66% em 2013 e 100% dos eleitores em 2015.[15] No México, em 2012, estão sendo feitas eleições com urnas eletrônicas de 2ª geração com voto impresso na Província de Jalisco.[16] No Equador, as urnas brasileiras utilizadas em 2004 foram abandonadas e passou-se a usar urnas de 2ª geração (modelos da Venezuela e da Rússia) e de 3ª geração (modelo da Argentina) nas eleições provinciais de fevereiro de 2014.[17]
Na Venezuela, em 2004, foi adotado o "modelo DRE com voto impresso", de 2ª geração.[18] No Paraguai foram feitas experiências com as urnas eletrônicas brasileiras entre 2003 a 2006, mas em 2008 o seu uso foi proibido[19] por falta de confiança no equipamento pelos partidos de oposição.[20][21]
«Voluntary Voting System Guidelines-2009» (PDF). NIST/US-EAC. 2009. Consultado em 3 de novembro de 2011 - ver definição de Independent Verification Systems na Seção 7.8 e no Apencice C do Volume 1
Sérvulo da Cunha, S. et all (2014). 3º Relatório do Comitê Multidisciplinar Independente. [S.l.]: edição dos autores. 22 páginas - disponível em http://www.votoseguro.org/textos/CMind-3-Equador-2014.pdf, visitado em 28 de outubro de 2014
Venezuela, Zâmbia e Brasil, são os únicos países que utilizam as urnas eletrônicas. Ou seja, tudo republiquetas de terceiro mundo. Por que será que os países desenvolvidos não adotam as urnas eletrônicas? Vou deixar esta pergunta no ar para uma boa reflexão.
Por trás de todo aquele glamour Hollywoodiano de vestidos da última moda, recém saídos das passarelas, produções que antecipam (ou criam) tendências e looks impecáveis (mesmo que seja para ir ali na esquina e ser fotografada por dezenas de paparazzi), existe o trabalho de um stylist, responsável por vestir artistas para diversas ocasiões e transformá-las em ícones de moda – ou piada em sites especializados.
Anualmente, o site The Hollywood Reporter faz uma lista com os 25 mais importantes stylists norte-americanos, levando em consideração os mais importantes tapetes vermelhos do período, que começa em maio, com Cannes, e termina no Oscar, em março. Na edição de 2018, quem ficou em primeiro lugar da lista foi a nova-iorquina Kate Young, que veste estrelas como Margot Robbie, Selena Gomez, Michelle Williams, Sienna Miller, Dakota Johnson e Natalie Portman. Não à toa, muitas de suas clientes são consideradas ícones de estilos e as mais bem vestidas de diversos eventos.
“O styling dela tem uma assinatura”, comenta Anna a stylist Anna Boogie, que já vestiu Karol Conka, a dupla de Djs Tropkillaz e a britânica Jesuton. “Suas clientes ficam belíssimas, mas o visual dá a impressão que elas não fizeram muita coisa. Passa naturalidade.”
Um de seus truques mais usados, e que ela não faz questão de esconder, é colocar enchimentos, como ombreiras e calcinhas que aumentam o bumbum, para “moldar” o corpo das mulheres, deixando a roupa com melhor caimento. “O que está por baixo da roupa conta muito para o resultado final, como por exemplo o uso do sutiã ideal”, diz Anna. “Esses são truques normais de styling, mas não tem a ver com o biotipo, é só para realçar algumas partes do corpo e melhorar a produção.”
Algumas de suas clientes possuem contratos milionários com grandes marcas de moda. Margot Robbie, por exemplo, é embaixadora da Chanel, Michelle Willians está na última campanha de bolsas da Louis Vuitton, Dakota Johnson só veste Gucci e Selena Gomez possui acordos com a Coach e a Puma. E grande parte disso é por culpa do trabalho de Kate. “É um mérito de ambas as partes”, explica Anna. “A personalidade da artista conta muito, mas a maneira como ela se veste também ajuda a atrair as marcas.”
E como funciona o trabalho de vestir as personalidades mais importantes do momento, respeitando a individualidade de cada uma, as tendências do momento e, claro, sem repetir roupa?
Para Anna, o artista tem o papel de passar uma mensagem e o stylist, tem que se adequar. “Eu pergunto aos meus clientes o que eles gostam ou não. Também peço fotos de looks que eles usaram e se sentiram realmente bonitos”, explica Kate para a Vogue britânica.
“Não gosto quando atrizes usam looks super diferentes das últimas coleções, isso demonstra poder, não necessariamente bom gosto. Não quero que elas usem gola Peter Pan em um dia e macacão de couro no outro. Quero que cada uma delas tenha um estilo pessoal único”, diz.
Para eventos de gala, suas marcas favoritas são Dior, Valentino, Alexander McQueen, Gucci, e Louis Vuitton. Para o dia-a-dia, ela gosta de colocar nas suas clientes peças da Chloé e Céline. Mas o mundo é o limite quando se trata do vestir e, para Kate, não existem muitas restrições – a não ser os contratos publicitários das artistas e vestidos que já foram usados por outras pessoas. “E azul turquesa, porque tenho um ódio irracional dessa cor”, brinca.
Mas essa paixão pelo mundo das celebridades nem sempre foi uma coisa declarada no mundo da moda – o que dificultava o trabalho dos poucos stylists que se aventuravam no meio. “Por muito tempo, não era descolado vestir personalidades”, declara Kate ao portal Bussiness of Fashion. “Essa coisa com famosos sempre foi muito natural minha, mas guardava em segredo”. Antes de começar a trabalhar com isso, em 2010, ela começou como assistente da Anna Wintour, editora-chefe da Vogue, em 1997, até virar editora de moda da revista.
O espectro políticoesquerda-direita é um conceito geral de enquadramento de ideologias e partidos. Esquerda e direita são muitas vezes apresentados como opostos, embora um indivíduo ou grupo em particular possa eventualmente assumir uma posição mais à esquerda numa matéria e uma postura de direita ou até de extrema-direita noutras. Na França, onde os termos se originaram, a esquerda tem sido chamada de "o partido do movimento" e a direita de "o partido da ordem."[1][2][3][4]
Segundo Laponce [12] são quatro as dimensões (política, económica, religiosa e temporalidade) que mais assertivamente definem os elementos da divisão ideológica entre esquerda e direita. Assim, “como traços periféricos da divisão entre direita e esquerda temos: para primeiro o setor político, o passado, o status quo, a livre empresa e os EUA; para a segunda orientação ideológica, o futuro, a mudança, a intervenção do Estado na economia e a URSS.”.[13] A direita é mais conservadora e mais contínua nas suas ideias; a esquerda convive melhor com a descontinuidade.[14]
Bobbio contradiz Laponce com exemplos de movimentos da direita europeia não religiosos e pagãos. “Para Bobbio, o critério fundamental para distinguir a esquerda da direita é a diferença de atitude dos homens face ao ideal de igualdade”.[15] Mas este critério não é absoluto; a esquerda nem sempre é igualitarista nem a direita inigualitária.[16]
O politólogo e publicista português Nogueira Pinto [17] também procura os traços essenciais desta divisão: à esquerda temos o otimismo antropológico, o utopismo, o igualitarismo, o democratismo, o economicismo, o internacionalismo; e à direita o pessimismo antropológico, o antiutopismo, o direito à diferença, o Elitismo, antieconomicismo, o nacionalismo.
História
Os termos "esquerda" e "direita" apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda. Um deputado, o Barão de Gauville explicou: "Nós começamos a reconhecer uns aos outros: aqueles que eram leais à religião e ao rei (imperador) ficaram sentados à direita, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto." No entanto, a direita pôs-se contra a disposição dos assentos porque acreditavam que os deputados deviam apoiar interesses particulares ou gerais, mas não formar facções ou partidos políticos. A imprensa contemporânea, ocasionalmente, usa os termos "esquerda" e "direita" para se referir a lados opostos ou que se opõem. Ao longo do século XIX na França, a principal linha divisória de Esquerda e Direita foi entre partidários da República e partidários da Monarquia.[18]
Quando a Assembleia Nacional foi substituída em 1791 por uma Assembleia Legislativa, composta inteiramente por novos membros, as divisões continuaram. Os "Inovadores" sentavam-se do lado esquerdo, os "moderados" reuniram-se no centro, enquanto que os "defensores da consciência da Constituição" encontraram-se sentado à direita (onde os defensores do Ancien Régime se sentavam anteriormente). Quando a Convenção Nacional seguinte se reuniu em 1792, a disposição dos assentos continuou, mas após o golpe de Estado de 2 de Junho de 1793 e a prisão dos Girondinos, o lado direito do conjunto ficou deserto e os membros restantes que se haviam lá sentado mudaram-se para o centro. Todavia, após o 9 Termidor de 1794 os membros da extrema esquerda foram excluídos e o método de cadeiras foi abolido. A nova Constituição incluiu regras para a assembleia que iria "acabar com os grupos do partido. No entanto, após a Restauração em 1814-1815 clubes políticos foram novamente formados. A maioria de ultra-monarquistas escolheram sentar-se à direita. Os "constitucionais" sentaram-se no centro, enquanto os independentes sentaram-se do lado esquerdo. Os termos extrema direita e extrema esquerda, bem como de centro-direita e centro-esquerda, chegaram a ser usados para descrever as nuances da ideologia de diferentes seções da montagem. Os termos "esquerda" e "direita" não foram usados para se referir a uma ideologia política, mas apenas à localização das cadeiras no Legislativo. Depois de 1848, os principais campos opostos eram os democrático-socialistas La Montagne e os "reacionários" que usaram bandeiras vermelhas e brancas para identificar sua filiação partidária.
Com o estabelecimento da Terceira República em 1871 os termos foram adoptados pelos partidos políticos: a esquerda republicana, o centro direita, centro esquerda (1871), a extrema esquerda (1876) e a esquerda radical (1881). A partir do início do século XX, os termos Esquerda e Direita passaram a ser associados a ideologias políticas específicas e foram usados para descrever crenças políticas dos cidadãos, substituindo gradualmente os termos "vermelhos" e "reação" ou "republicanos" e "conservadores". Em 1914, a metade esquerda da legislatura foi composta por socialistas unificados, republicanos socialistas e radicais socialistas, enquanto os partidos que foram chamados de "esquerda" agora se sentam do lado direito.
Havia assimetria na utilização dos termos direita e esquerda pelos lados opostos. A Direita principalmente negou que o espectro Esquerda-Direita fosse significativo porque o viam como artificial e prejudicial à unidade. A Esquerda, no entanto, buscando mudar a sociedade, promoveu a distinção.[19] Como Émile Chartier observou em 1931, "Quando as pessoas me perguntam se há divisão entre partidos de direita e partido de esquerda, homens da direita e homens de esquerda, se ainda faz sentido, a primeira coisa que me vem à mente é que a pessoa que faz a pergunta não é, certamente, um homem de esquerda".
Na França, a Esquerda tem sido chamada de "o partido do movimento" e a Direita de "o partido da ordem."[20][21][22][23]
Os termos esquerda e direita vieram a ser aplicados na política britânica durante as Eleições gerais de 1906, que viu o Partido Trabalhista emergir como uma terceira força e no final de 1930 em debates sobre a Guerra Civil Espanhola.[24]
"classe média - pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos, camponeses - combatem aburguesiaporque esta compromete sua existência como classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda, reacionárias, pois pretendem fazer girar para trás a roda da história..".[25]
Críticas
Existem, entretanto, críticas consideráveis e consistentes sobre a "simples - redução" da política num simples "Eixo - esquerda-direita". Alguns cientistas políticos têm sugerido que as classificações de "esquerda" e "direita" perdeu seu significado no mundo moderno. Embora esses termos continuar a ser utilizados, eles defendem um espectro mais complexo que tenta combinar as dimensões políticas, econômicas e sociais.[26] O jornalista Eric Dupin observou que os termos "direita" ou "esquerda" são cada vez menos relevante na arena pública. Mesmo no seio da população, os reflexos ideológicos são certamente menos acentuados do que antes, e as diferentes visões do mundo e da sociedade já não podem expressar-se claramente no contexto habitual da polarização esquerda-direita.[27]Friedrich Hayek sugere que é errado ver o espectro político como uma linha (Eixo), com os chamados "revolucionários" à esquerda do Rei e/ou Imperador, os conservadores à direita e os liberais no meio. Ele posiciona cada grupo, no canto de um triângulo.[28]
Para o pensador italiano Norberto Bobbio o pós-União Soviética foi seguido com o aparecimento de algumas linhas que apontavam o fim da dicotomia direita-esquerda, mas Bobbio no livro Direita e Esquerda - razões e significados de uma distinção política, publicado em 1996, discordou de argumentos que preconizavam a perda de influência da polaridade direita - esquerda. No estudo de Bobbio as forças de direita e esquerda existiam e moviam a política e todas as relações de poder e cultura de boa parte do planeta na década de 1990.[29]
Os partidos políticos no espectro político
Após a queda do muro de Berlim, os partidos de "direita" e "esquerda" sofreram mutações conceituais. O que era bastante claro num mundo polarizado - de uma lado o modelo liberal/democrático/capitalista americano, e do outro o modelo social/autoritário/comunista soviético - passou a ficar confuso após a queda do muro e do fim da União Soviética. Muitos "esquerdistas" migraram para concepções mais democráticas e progressistas, enquanto alguns "direitistas" começaram a ser identificados como pessoas mais reacionárias. A verdade é que os rótulos "direita/esquerda" já são muito limitados para definir a diversividade política do século XXI, talvez sendo mais interessante a abrangência do discurso, definindo-se de forma mais clara a concepção política de cada um (e.g. liberal/anti-liberal, democracia/ditadura, individualismo/coletivismo, intervencionismo/não intervencionismo, etc.).
Os cientistas políticos têm observado que as ideologias dos partidos políticos podem ser mapeados ao longo de um único eixo esquerda-direita.[30]Klaus von Beyme categorizou os partidos europeus em nove famílias, que descreviam a maioria dos partidos. Ele foi capaz de organizar sete delas a partir da esquerda para a direita: comunismo, socialismo, política verde, liberalismo, democrata cristão, conservador e extrema-direita. As posições dos partidos étnicos e agrários variaram.[31] Um estudo realizado no final de 1980, considerando duas bases, as posições sobre a propriedade dos meios de produção e as posições sobre questões sociais, confirmou esta organização.[32]
Brooks, Frank H. (1994). The Individualist Anarchists: An Anthology of Liberty (1881–1908). Transaction Publishers. p. xi. "Usually considered to be an extreme left-wing ideology, anarchism has always included a significant strain of radical individualism...
The Concise Columbia Encyclopedia, Columbia University Press, ISBN 0-231-05678-8 "Fascismo, é a filosofia de governo que glorifica o nacionalismo, em detrimento do indivíduo. (...) O termo foi usado pela primeira vez pelo partido iniciado por Mussolini, (...) e também tem sido aplicado a outros movimentos de extrema-direita, como o nacional-socialismo na Alemanha e do regime de Franco, na Espanha."
Fritzsche, Peter. Germans into Nazis, Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1998; Eatwell, Roger, Fascism, A History, Viking-Penguin, 1996. pp. xvii-xxiv, 21, 26–31, 114–140, 352. Griffin, Roger, "Revolution from the Right: Fascism," in David Parker, ed., Revolutions and the Revolutionary Tradition in the West 1560-1991, London: Routledge, 2000.
"Hayek, Friedrich, Why I Am Not a Conservative", in The Constitution of Liberty (1960) [1]
BOBBIO, Norberto. Direita e Esquerda - razões e significados de uma distinção política. 3 edição/tradução Marco Aurélio Nogueira. São Paulo; Editora UNESP, 2011.ISBN 978-85-393-0081-5
Para acabar com o discurso entre esquerda e direita, é preciso diminuir o tamanho do Estado. A corrupção no Brasil é latente, por causa do tamanho do Estado brasileiro. O Estado deve ser eficiente e não interferir na iniciativa privada. Logo, deve dar liberdade para as pessoas empreenderem e progredirem na vida.
Desse modo, a economia prospera e toda a sociedade ganha com isso.