Inter recebe denúncia "muito pesada" do STJD e trabalha contra exclusão em caso de condenação

Nos bastidores, clube age para que possível pena seja apenas pecuniária, mas ficar sem poder contratar é algo que não pode ser descartado

Por: Leandro Behs


Inter recebe denúncia "muito pesada" do STJD e trabalha contra exclusão em caso de condenação  EDSON RUIZ/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: EDSON RUIZ / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A denúncia da Procuradoria do STJD contra o Inter no caso Victor Ramos foi considerada "muito pesada" no Beira-Rio.

O Inter será julgado nesta terça-feira pela 5ª Comissão Disciplinar do Tribunal. Incurso no artigo 61 do Código Disciplinar da Fifa, o clube corre o risco (em uma situação extrema) de até mesmo ser excluído da Série B.

Além disso, o ex-presidente Vitorio Piffero foi o único dirigente denunciado pelo procurador Felipe Bevilacqua nos artigos 234 e 258 (ambos versam sobre conduta contrária à ética desportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva — com possibilidade de sanções que variam de suspensão por até 720 dias a multa de até R$ 100 mil.

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Nos bastidores, o Inter já buscou uma reaproximação com a CBF. A entidade se sentiu afrontada pelo clube, uma vez que foi ela quem deu a liberação para que o zagueiro Victor Ramos atuasse pelo Vitória — em uma transferência que desobedeceu aos trâmites normais, pois deveria ter sido feita via Monterrey, uma vez que ele ainda pertencia ao clube mexicano, mas ocorreu diretamente do Palmeiras, que detinha o empréstimo do defensor, para o clube baiano. Um emissário ligado à direção do Inter e com trânsito na CBF visitou recentemente o presidente da Confederação, Marco Polo Del Nero, a fim de retomar a boa relação entre entidade e clube — evitando, assim, uma pena dura no Tribunal.

O Inter age com cautela para montar a sua defesa. Dirá que não atuou de má-fé ao se valer dos documentos adulterados que recebeu para montar o caso e pedir a perda de pontos do Vitória no Brasileirão do ano passado, pela inscrição supostamente irregular de Victor Ramos, e que a falsificação apontada pelo inquérito do STJD não foi obra do clube, mas, sim, do réu confesso e então empresário do jogador, Francisco Godoy.

Zero Hora procurou a direção colorada, que ainda não se manifestou oficialmente, alegando estar em permanente reunião para a construção da defesa no Caso Victor Ramos. O ex-presidente Vitorio Piffero igualmente não retornou as ligações.

Há um certo temor no Beira-Rio. O que mais preocupa o clube é a falta de transação penal no artigo em que o Inter foi denunciado, em caso de condenação. Ainda que tudo tenha sido feito para se evitar pesada sanção ao clube e que os apontamentos indiquem que, em eventual condenação, a pena será apenas pecuniária — algo acima de R$ 100 mil mais advertência do Tribunal, além de uma possível suspensão a Piffero —, ou até mesmo ficar sem poder contratar novos jogadores na temporada, o fantasma da exclusão da Série B sobrevoa o Beira-Rio.

A 5ª Comissão Disciplinar do STJD é composta pelos auditores Rodrigo Mendonça Raposo (RJ), José Marcelo Nascimento (SP), Eduardo Affonso De Santis Mendes de Farias Mello (DF), Maurício Alexandre Perna Neves (DF) e Flávio Boson Gambogi (MG). Raposo é o presidente, enquanto que Nascimento é o vice-presidente da comissão, além de ser o relator do processo.

Após o julgamento, marcado para esta terça-feira, no Rio, é provável que a parte que se sentir prejudicada (Inter ou Procuradoria) recorra ao Pleno do STJD. Assim, a tendência é de que o Caso Victor Ramos chegue ao fim nos primeiros dias de julho.

Os artigos nos quais Inter e Piffero foram denunciados:

Artigo 61

1. Quem, no âmbito de qualquer atividade própria do futebol, crer em um documento falso, falsificar um documento ou utilizar um documento falsificado com o fim de enganar em atuações judiciais será punido com multa.

4. Pode-se responsabilizar uma associação por uma infração, tal como se define no inciso 1 deste presente artigo, cometida por um de seus dirigentes e/ou jogadores. Neste caso, além da imposição de uma multa, poderá se punir com a exclusão da associação de uma competição.

Artigo 136

Aplicação

1. Quando a infração cometida se qualificar como grave, particularmente, ainda que não exclusivamente em casos de doping, tentativas de influir ilegalmente nos resultados de jogos, conduta incorreta frente a oficiais de partidas, falsificação de títulos ou violação das disposições relativas a limites de idade, as associações, confederações e outras entidades desportivas organizadoras devem solicitar à Fifa a extensão do âmbito mundial das punições que forem impostas.

Das infrações contra a ética desportiva (denúncia a Vitorio Piffero)

Artigo 234

Falsificar, no todo ou em parte, documento público ou particular, omitir declaração que nele deveria constar, inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita, para o fim de usá-lo perante a Justiça Desportiva ou entidade desportiva.

PENA: suspensão de cento e oitenta a setecentos e vinte dias, multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais) e eliminação na reincidência.

*ZHESPORTES

Interessante!



Não sabia que o ilustre autor de "Primo Basílio", a "Relíquia", a "Cidade e as Serras", e tantas outras obras literárias preciosas que escreveu, tinha escrito também essa frase:

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NESSE CASO, SIGAMOS A RECOMENDAÇÃO DE EÇA DE QUEIROZ EM OUTUBRO DE 2010

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PSDB romperá com Temer, mas ainda apoiará reformas, diz senador tucano


O senador tucano Ricardo Ferraço (PSDB-ES) diz que o PSDB romperá com o governo "mas seguirá votando a favor e liderando as reformas, que não são de Temer, e sim da sociedade. Entregar cargos não significa se opor aos interesses brasileiros".

EU CONFESSO
Ele diz que sair do governo não resolverá os problemas do partido. "Precisamos sentar num divã e fazer 'mea culpa' de nossos erros", afirma.

NOVA DIREÇÃO
E uma corrente do PSDB tentará convencer Aécio Neves (PSDB-MG) a convocar eleições gerais no partido, deixando de vez a presidência. Isso evitaria a contradição de sair do governo Temer por ele ser acusado de corrupção e de manter um acusado de crimes assemelhados no comando tucano.

Folha de São Paulo

HERMAN BENJAMIN: "ME RECUSO A FAZER O PAPEL DE COVEIRO DE PROVA VIVA"

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Herman Benjamin, visivelmente emocionado, diz que não fará o "papel de coveiro de prova viva".

E completou:

"Posso até participar do velório, mas não vou carregar o caixão."


O Antagonista


Benjamin pede para cassar a chapa de Dilma e Temer

Ele pediu a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer...

Herman: "​Reconheço o abuso de poder econômico"

O relator diz que não há como negar a "quebra do dever jurídico" do comitê de campanha...

"A VTPB não existia"

Noventa por cento do faturamento da VTPB foi proveniente da campanha (de Dilma Rousseff)...

A triangulação da fraude eleitoral

Herman Benjamin, direto ao ponto:

"Não importa se os recursos foram efetivamente para compra do tempo de rádio e TV, mas o fato de que esses recursos foram pedidos e recebidos de forma...

Vale para Dilma, vale para Temer

"No Brasil, ninguém elege vice-presidente da República...

Se todos são culpados, a chapa não pode ser punida

Napoleão Maia Filho diz que, como todos se beneficiaram de propina nas eleições de 2014, a chapa de Dilma Rousseff não pode ser punida com a cassação...

MPE pede o impedimento de Admar

MPE pede o impedimento de Admar Gonzaga, porque ele foi advogado da campanha de Dilma Rousseff em 2010...

TSE rejeita impedimento de Admar

Por unanimidade, o TSE rejeitou o pedido de impedimento de Admar Gonzaga formulado pelo vice-procurador eleitoral Nicolao Dino...

Gilmar parte para cima de Nicolao Dino

Os ministros do TSE rejeitam o pedido de impedimento de Admar Gonzaga feito por Nicolao Dino...


PF NA JBS

A PF está na JBS.

Diz a Veja:

"Os agentes estão na sede da JBS e também da FB Participações, outra empresa controlada pela família... [ leia mais ]

Joesley pode ser preso

A PGR pode prender Joesley Batista e Wesley Batista...

Além de dólar, PF apura venda de ações da JBS

O Antagonista apurou que a Operação Tendão de Aquiles apura dois eventos...

O tendão de Aquiles da JBS

A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS e quatro mandados de condução coercitiva, expedidos pela 6ª Vara Criminal de São Paulo...

Inflação acelera para 0,31% em maio, mas é a menor para o mês desde 2007

Do UOL, em São Paulo


O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, acelerou e fechou maio em 0,31%, após ficar em 0,14% em abril. Apesar da alta de um mês para o outro, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%).

As informações foram divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9).

Em maio do ano passado, o IPCA foi de 0,78%.

Segundo o IBGE, o resultado acumulado de 2017 foi para 1,42%, percentual inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%).

Considerando os últimos 12 meses, o índice acumula alta de 3,60%, enquanto havia registrado 4,08% no mês anterior. É a menor taxa acumulada em 12 meses desde maio de 2007 (3,18%).

A meta em 2017 é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto, ou seja, pode variar entre 3% e 6%.

No ano passado, a inflação oficial no Brasil foi de 6,29%, dentro do limite máximo da meta. O objetivo era manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,5% e 6,5%.

Conta de luz mais cara

A conta de luz foi o item que mais contribuiu para a alta dos preços em maio, segundo o IBGE. Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%.

Em abril, havia sido registrada uma queda de 6,39%, com os descontos aplicados por decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para compensar os consumidores por cobrança indevida, em 2016.

Os remédios, com alta de 0,82% em maio, também merecem destaque, de acordo com o instituto. Considerando o acumulado no ano, os remédios, que dominam 3,48% das despesas das famílias, estão 3,92% mais caros.

Juros X Inflação

No final do mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) pela sexta vez seguida. A Selic caiu 1 ponto percentual, para 10,25% ano.

Os juros são usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.


UOL Economia

Após filho barrado, ministro desabafa, critica delação e faz gesto da ira do profeta

Bernardo Barbosa e Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília


O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Napoleão Nunes Maia Filho usou parte do tempo destinado a seu voto na sessão desta sexta-feira (9) para reclamar contra notícias publicadas na imprensa, que ele chamou de "mentiras deslavadas".

A primeira queixa de Napoleão contra a imprensa foi sobre seu filho ter sido barrado ao entrar no tribunal por não estar vestido de paletó e gravata, portando um envelope para ser entregue ao ministro.

Alguns sites que publicaram a notícia pela manhã não identificavam o homem. Napoleão afirmou ser seu filho, que vinha para lhe entregar fotos da neta. "Minha neta que hoje faz três anos de idade", disse.

"Ninguém diz claramente nada contra ninguém, mas insinua maliciosamente", afirmou o ministro, se queixando da associação com sua pessoa de um homem não identificado portanto um envelope.

O ministro também citou a publicação de que ele teria sido citado num suposto acordo de delação premiada de executivos da empreiteira OAS, e também de que teria conversado com um juiz federal do Distrito Federal para interferir em uma decisão. A reportagem foi publicada nesta sexta-feira no jornal "Valor Econômico", mas o ministro não mencionou os veículos que teriam publicado as notícias.

As notícias, falsas segundo o ministro, geraram questionamentos por parte do pastor da igreja frequentada por ele no Ceará, seu Estado natal.

Eu recebi da diaconia da minha igreja em Fortaleza uma pergunta sobre isso, esse negócio da OAS. Eu respondi ao pastor simplesmente assim: a medida com que me medem serão medidos e sobre ele desabe a ira do profeta."

Ministro Napoleão Nunes Maia Filho

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro do TSE Napoleão Nunes Maia desabafa em plenário

Nesse momento, Napoleão fez um gesto simulando uma lâmina cortando a própria garganta para se referir à expressão "ira do profeta".

O ministro afirmou ter pedido uma pesquisa a seu gabinete sobre causas da OAS julgadas por ele e diz ter encontrado apenas nove processos, todos com decisões contrárias à empresa.

O presidente Gilmar Mendes se disse solidário ao ministro Napoleão e determinou a suspensão da sessão por cinco minutos, gesto que parece ter surpreendido o ministro. "Vai suspender por causa de mim?", perguntou Napoleão, antes de os microfones dos ministros serem desligados.

No retorno da sessão, Napoleão pediu desculpas pelo que chamou de "excesso" e disse: "eu não sou assim".

"RECUSO O PAPEL DE COVEIRO DE PROVA VIVA", DIZ RELATOR AO PEDIR CASSAÇÃO
Relator pede cassação de Temer

Na primeira parte da sessão, pela manhã, o ministro Herman Benjamin, relator da ação contra a chapa, concluiu seu voto, rejeitando a separação da chapa e pediu a cassação do mandato do presidente Michel Temer. "Meu voto é no sentido da cassação da chapa presidencial eleita em 2014, pelos abusos que foram apurados nesses quatro processos", declarou.

O relator afirmou que a cassação da chapa implica na perda de mandato de Temer. "A minha conclusão é pela unicidade da chapa", disse. "No Brasil ninguém elege vice-presidente. Os mesmos votos elegem presidente e vice", afirmou.

Benjamin também rejeitou o argumento da defesa de Temer de que o vice-presidente abriu uma conta própria para movimentar recursos de campanha e por isso deveria ser poupado da perda de mandato.

"No final, a prestação de contas é única. E neste caso específico, está comprovado nos autos, as despesas do então candidato a vice-presidente da República foram pagas com recursos do caixa comum da campanha presidencial", disse.

O relator também criticou a posição dos ministros que aceitaram o pedido da defesa para excluir do processo os depoimentos e provas dos delatores.

Caixa dois

Benjamin considerou que "não há dúvidas" de que a campanha de 2014, que reelegeu Dilma Rousseff (PT) e Temer, recebeu doações irregulares, tanto por meio de caixa dois (doações não declaradas) quanto por doações oficiais feitas com dinheiro de propina do esquema de corrupção da Petrobras.

"Não há dúvidas sobre isso, podemos até retirar essa prova dos autos, mas não há dúvidas sobre tudo isso", disse o relator. "Prova testemunhal, prova documental e em alguns casos até mesmo prova pericial feita pela Polícia Federal nos autos da Operação Lava Jato", concluiu Benjamin.

O ministro fez a afirmação ao mencionar o pagamento pela Odebrecht de parte dos serviços do publicitário João Santana. Tanto Mônica Moura, mulher de Santana, quanto os executivos da Odebrecht relataram pagamentos por caixa dois da empreiteira para o marqueteiro.

Durante a manhã, o relator listou sete irregularidades que justificariam a cassação da chapa.

  • Abastecimento do caixa dos partidos com recursos do esquema de corrupção na Petrobras
  • Marqueteiro da campanha recebeu pagamentos em conta fora do país
  • Propinas de contratos com a empresa Sete Brasil também abasteceram campanha
  • Conta corrente irregular permanente para uso do PT
  • Compra de apoio de partidos da coligação da chapa Dilma-Temer
  • Pagamento por meio de caixa dois pela Odebrecht para marqueteiros
  • Campanha não comprovou uso de gráficas em 2014
FONTE DE FINANCIAMENTO, DINHEIRO E PROPINA: RELATOR NO TSE RESUME SEU VOTO


UOL Notícias

Barroso: é impossível tratar de direito penal sem falar de combate à corrupção

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que é impossível tratar do direito penal no Brasil, atualmente, sem abordar o combate que o país tem procurado fazer à corrupção. Para o ministro, de maneira geral, há quase um abalo na autoestima da sociedade brasileira pela descoberta de que a corrupção não se restringia a alguns fatos isolados, a condutas pontuais e tentações da vida.

“Na verdade a gente tem vivido no Brasil, nos últimos anos, a revelação espantosa de um esquema de corrupção institucionalizado que alcançou agentes públicos, agentes privados, empresas públicas, empresas privadas, partidos políticos, membros do Congresso, em numa extensão e em uma profundidade que estarreceram a sociedade brasileira, mesmo os olhos mais habituados”, disse o ministro durante palestra no Fórum Permanente de Direito Penal e Processual Penal da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), no auditório do pleno do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio.

Match point

Se utilizando de uma comparação com a cena do filme Match Point, do diretor e ator Woody Allen, em que em uma jogada de tênis a bola bate na faixa superior da rede e, por instantes, o espectador fica sem saber de que lado ela vai cair, o ministro disse que o Brasil vive neste momento a expectativa de que lado a bola vai cair.

“Acho que se ela cair do lado errado, o país vai ficar muito parecido com o que sempre foi, trotando na história, liderado pelos piores, caracterizado pela impunidade, pela apropriação privada do espaço público, pelo desvio de dinheiro e não vamos conseguir passar a mensagem certa para as novas gerações que é: vale a pena ser honesto. A corrupção na verdade recompensa os piores. Não recompensa os bons, recompensa os espertos”, disse, acrescentando que os brasileiros têm que fazer a bola cair para o lado certo, onde os bons valerão mais do que os espertos, senão, o país vai continuar no mesmo patamar médio.

Sem distinção

Barroso disse que não se pode fazer distinção entre corruptos para defender quem está mais próximo. “Não há corrupção do bem. Não há corrupção dos meus e dos deles. Não tem corrupção do PT, do PSDB, do PMDB, do PP. Existe corrupção. Ninguém pode achar que a corrupção de uns é diferente da corrupção dos outros”, disse.

Segundo o ministro, as escolhas políticas têm que ser feitas depois que se estabelece que as pessoas são honestas. “Não existe corrupção de esquerda, nem corrupção de direita. Existem corruptos e corruptos desviam o dinheiro que não está indo para fazer o bem das pessoas”, disse. Para Barroso, a população tem a chance, neste momento, de fazer um novo país, “uma nova ética pública”.

De acordo com Barroso, o que aconteceu no Brasil foi assustador, porque onde “se destampa” tem uma coisa errada, e citou denúncias contra a Petrobras, a Eletrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal e fundos de pensão. “É impossível não sentir vergonha do que aconteceu no Brasil. Penso que a constatação desse fenômeno sistêmico, neste grau de intensidade, fez com que a sociedade brasileira passasse a ter meios de enfrentar efetivamente esse problema com mudanças de atitude, com mudanças na legislação e com mudanças na jurisprudência”, disse.

Mobilização cívica

Conforme o ministro, não é pequena a gravidade do que ocorreu no Brasil e chegou a hora de uma certa mobilização cívica para acabar com a cultura de gente que se acostumou a viver com dinheiro público, com dinheiro desviado dos outros e do povo brasileiro, que são recursos que não foram para a saúde, para a educação, para consertar estradas e que não salvaram vidas.

O ministro defendeu ainda que a punição dada a empresários que pagam propinas para vencer licitações, a banqueiros que querem receber informações privilegiadas ou dirigentes de fundos de pensão que desviam recursos dos associados não representam um estado policial, mas sim um estado de Justiça.

“Precisamos nos livrar um pouco deste estigma da ditadura de achar que qualquer punição é injusta. Existem punições que são justas, existem punições necessárias, que protegem direitos humanos, protegem dinheiro público e dinheiro público que salva vida das pessoas”.

Causas

Barroso apontou duas causas para a corrupção no Brasil: a impunidade e um sistema político que a alimenta. Nesse ponto, ele defendeu a necessidade de uma reforma política, que barateie o custo das eleições, aumente a legitimidade democrática com identificação entre o parlamentar e o seu eleitorado, porque há, neste momento, um descolamento entre a classe política e a sociedade civil e, por fim, que facilite a governabilidade com a formação de maiorias sem necessidade de negociar cada projeto de lei caso a caso por mecanismos fisiológicos.

“A corrupção só vai começar, efetivamente, a sofrer impacto relevante de mudanças normativas com uma reforma política. Era preciso um surto mínimo de idealismo, de patriotismo dessas pessoas para darem à sociedade brasileira a transformação que ela desesperadamente precisa. Se não mudar o sistema político, nós vamos estar aqui no ano que vem e, depois no outro ano, discutindo o novo esquema da temporada”, disse.

Para o ministro do STF, o direito no país não pode ir mudando de acordo com quem seja o réu, porque se isso acontecer não é um estado de direito, mas de compadrio. “Juiz não tem amigo, juiz tem que fazer as coisas com correção. Juiz não pode ter corrupto de estimação. Tem que aplicar o direito independente de quem seja o réu. Assim é a vida democrática”.


Agência Brasil

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O que pensa Herman Benjamin em três minutos


Publicado em 9 de jun de 2017

Para o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, houve abuso de poder político e econômico na campanha da chapa Dilma-Temer em 2014. Ele é o relator do processo na corte e falou por mais de quatro horas nesta quinta-feira para proferir voto na ação.Mesmo assim, Benjamin não terminou a leitura do voto na sessão que terminou por volta das 20h. O julgamento será retomado nesta sexta-feira, às 9h. O processo investiga o uso de dinheiro fruto de corrupção na Petrobras para a campanha de Dilma e Temer à presidência.O ministro declarou ainda que advogados da defesa querem excluir evidências das delações anexadas à ação porque elas constituem provas “oceânicas”. E advertiu que as práticas ilícitas identificadas na chapa vencedora de 2014 não são exclusividade do grupo político.

O monstrengo que caiu no colo de Temer


Publicado em 9 de jun de 2017

Lula o pai do Brasil teve em Dilma uma mãe de filme de horror. É uma eternidade para a nação governada por bandos de larápios, ineptos e cínicos desde janeiro de 2003.