EUA pressionam Irã a fechar acordo e evitar ataques

 


Os Estados Unidos reforçaram nesta quarta-feira (18) a pressão sobre o Irã para que avance em um acordo nuclear, em meio a novas ameaças militares feitas pelo presidente Donald Trump. A Casa Branca afirmou que seria “muito sensato” para Teerã aceitar um entendimento, enquanto Washington intensifica sua presença militar no Golfo Pérsico.

Negociações

  • EUA e Irã concluíram a segunda rodada de negociações indiretas, mediadas por Omã.

  • Apesar da continuidade das conversas, ambos os lados reconhecem que ainda estão longe de um consenso.

  • O Irã exige o fim das sanções econômicas como condição para o acordo, enquanto os EUA querem incluir também o programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos hostis a Israel.

Pressões militares

  • Trump voltou a insinuar uma ação militar caso não haja acordo, mencionando até o uso de uma base aérea no arquipélago de Chagos, no Oceano Índico.

  • O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que Washington impedirá o Irã de obter armas nucleares “de um jeito ou de outro”.

  • Os EUA já deslocaram dois porta-aviões e dezenas de milhares de soldados para bases na região.

Posição iraniana

  • O chanceler Abbas Araghchi informou à AIEA que o país trabalha em uma proposta preliminar para dar continuidade às negociações.

  • O Irã havia suspendido parte da cooperação com a agência após os bombardeios americanos a instalações nucleares em 2025.

  • O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã não deseja guerra, mas não aceitará imposições.

  • Entre as ameaças de retaliação, está o possível fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

O impasse mantém elevada a tensão no Oriente Médio, com risco de escalada militar caso não haja avanço nas negociações.

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