Lula despeja dinheiro de helicóptero para tentar se salvar na reta final
A pouco mais de duas semanas da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, descobriu subitamente que o Bolsa Família precisava de reajuste.
O benefício mínimo, congelado em R$ 600 desde o relançamento do programa em março de 2023, passará a R$ 691. Depois de mais de três anos sem correção, a sensibilidade social do Planalto apareceu exatamente agora, em pleno calendário eleitoral.
A medida é escandalosamente eleitoreira. Não há outra definição.
Acosado nas pesquisas pelo seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), Lula decidiu apelar para a velha prática do dinheiro despejado de helicóptero. É uma tentativa desesperada de comprar apoio e estancar a queda nas intenções de voto.
O reajuste não veio de um planejamento fiscal responsável, não veio de uma discussão sobre pobreza ou eficiência do programa. Veio da necessidade eleitoral. Veio do medo de perder.
E seguramente, é só o começo. Quando a caneta do Tesouro vira instrumento de campanha, não há limite.

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