TST suspende julgamento de dissídio da greve dos Correios e retoma análise na quinta-feira
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise do caso será retomada na próxima quinta-feira, às 15h30.
Os ministros acataram questão de ordem formulada pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST, para que os sindicatos que representam os trabalhadores possam se manifestar, no prazo de 48 horas, sobre novos documentos que pedem o reconhecimento da abusividade da greve.
"Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", justificou.
O movimento grevista teve início no dia 10 de setembro. Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o desencadeamento aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.
Na semana passada, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições. Após o anúncio da greve, a estatal informou que acionou um plano de continuidade de negócios para garantir as entregas.
Imers avança em 2025 e média da rede municipal no RS chega a 66,97
O Índice Municipal da Educação do RS (Imers) registrou uma média de 66,97 entre os municípios em 2025. O indicador, que era de 59,79 em 2022, passou para 63,44 em 2023. E depois de estagnar em 2024 (com 63,56), obteve crescimento no último ano. Um dos destaques junto aos municípios participantes foi Nova Roma do Sul, que apresentou o resultado de 89,27.
Entre os componentes de aprendizagem do Imers, a média do Índice de Qualidade da Alfabetização (IQA), referente ao 2º ano do Ensino Fundamental (EF), passou de 59,50 em 2024 para 64,34 em 2025. Já o Índice de Qualidade dos Anos Iniciais (IQI), relativo ao 5º ano/EF, alcançou média de 69,44. O indicador passou de 55,49 em 2022 para 60,95 em 2023 e foi 67,31 em 2024. Na distribuição territorial do resultado obtido em 2025, municípios com IQI acima de 60 predominam nas diferentes regiões do Estado, com exceção da região da Campanha.
Já o Índice de Qualidade dos Anos Finais (IQF), referente ao 9º ano/EF, apresentou a média de 48,67, com uma diferença de cerca de 4 pontos referente a 2024 (44,33). E em 2025, o componente de evolução contribuiu para o IQF em municípios de todas as regiões do Estado.
A taxa de aprovação escolar também revelou aumento. Foram 470 municípios que demonstraram um percentual de aprovação igual ou superior a 90%, frente a 444 no ano de 2024.
A distribuição dos resultados ainda expôs mudanças. O número de municípios com Imers acima de 80 passou de 4 para 31, no período de 2022 a 2025. Já o número de municípios que tiveram o respectivo índice abaixo de 40 passou de 13 para 3.
Como destaques, entre os 30 municípios do RS com mais de 75 mil habitantes, 6 tiveram resultado acima da média: Farroupilha (78,91), Erechim (77,91), Santa Rosa (77,42), Ijuí (73,33), Sapiranga (71,35) e Sapucaia do Sul (67,89). A Capital teve Imers 46,18 em 2025 e 42,80 em 2024.
Índice Municipal da Educação do RS
O Imers é calculado pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc).
O índice varia de 0 a 100 e considera: desempenho dos alunos da rede municipal em Língua Portuguesa e Matemática; evolução dos resultados; e taxa de aprovação no Ensino Fundamental.
Na composição do Imers, o Índice de Qualidade da Alfabetização, referente ao 2º ano/EF, representa 40% do resultado; o Índice de Qualidade dos Anos Iniciais, do 5º ano/EF, corresponde a 35%; e o Índice de Qualidade dos Anos Finais, 9º ano/EF, 15%.
Os 10% restantes correspondem à taxa de aprovação dos alunos do 1º ao 9º ano/EF. E nos três subíndices de aprendizagem, Língua Portuguesa e Matemática têm pesos iguais.
O Imers também integra o cálculo da Participação no Rateio da Cota-parte da Educação (PRE), utilizada na definição dos recursos do ICMS destinados aos municípios pelo critério educacional. A PRE resulta da combinação do Imers com o porte populacional (população do município, matrículas municipais nos anos iniciais/EF e alunos em vulnerabilidade).
Debate da Record Guaíba reúne candidatos ao Piratini com foco em saúde e resiliência climática
Com as presenças de Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB), o debate promovido pela Record Guaíba, nesta segunda-feira, foi marcado por discussões sobre saúde pública, o tópico mais abordado, mas também houve atritos entre os candidatos ao Palácio Piratini.
Obras e montagem de protocolos voltados à resiliência climática também foram temas constantes nas discussões. Não houve menção ao vídeo de Maranata no evento da SulPetro, onde o candidato indica que outra candidatura teria oferecido recursos para que ele faltasse em um debate.
Com apresentação de Léo Saballa Jr, o debate, que foi dividido em quatro momentos, teve a mesma dinâmica no primeiro e no terceiro bloco, que foram de tema livre com confronto direto entre os candidatos. Já o segundo foi composto de perguntas feitas por jornalistas do grupo, possibilitando que os postulantes pudessem escolher um adversário para comentar. O último bloco foi de considerações finais.
A dinâmica entre os candidatos ao longo do debate passou por momentos de acirramento. No primeiro bloco, o ponto de maior tensão ocorreu entre Gabriel Souza e Marcelo Maranata, marcado por interrupções do candidato tucano durante um questionamento para o emedebista sobre o andamento das obras do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece).
Já no terceiro bloco, o momento de maior tensão ocorreu entre Gabriel e Juliana Brizola ao debaterem sobre o funcionamento e limites estabelecidos pelo programa Pró-Hospitais. Gabriel questionou Juliana quais seriam os “pedágios” que supostamente teriam sido criados pelo governo atual, com o emedebista atuando como vice-governador, e que foram mencionados por Juliana em outros painéis. Entre a troca de apontamentos, Juliana chegou a chamar Gabriel de mentiroso. Esse ponto motivou a equipe de Gabriel a solicitar direito de resposta, que não foi concedido.
Não houve grandes tensões entre Juliana e Zucco, assim como houve pouca busca por embates com Maranata.
O que mais foi discutido no debate
O primeiro bloco começou com questionamentos sobre o crescimento econômico e a retomada das áreas atingidas pelas cheias. Juliana Brizola cobrou propostas centrais de Luciano Zucco, que citou a renovação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que tem sido propostas comuns entre as quatro principais candidaturas. Na réplica, Juliana criticou o alinhamento de Zucco com o senador Flávio Bolsonaro (PL) colocando a aproximação do candidato à presidência com Donald Trump, presidente dos EUA, como algo arriscado, usando de gancho os reflexos do tarifaço na economia gaúcha.
Em seguida, Marcelo Maranata manteve o tópico e retribuiu a questão para Juliana, que colocou a qualificação técnica para mão de obra local como forma de auxiliar na retomada econômica.
Zucco utilizou quase a totalidade de seu tempo para falar das próprias propostas para lidar com extensão das filas de exames e procedimentos, utilizando os últimos segundos para questionar como Gabriel Souza planeja zerar as filas em um ano, ainda que não tenha resolvido ao longo do último mandato como vice-governador. Gabriel rebateu com indicadores do programa SUS Gaúcho, além de criticar a forma que Zucco estava utilizando o tempo de fala, acusando o oponente de evitar o debate direto. O candidato do MDB ainda ironizou o adversário, comentando que “gostaria que o conhecimento penetrasse nas suas opiniões".
Abordada sobre como lidar com os celulares em presídios, Maranata comentou sobre os reflexos deste ponto na dinâmica das facções e nos golpes por telefone. O comentário foi feito por Zucco, que não divergiu do adversário, além de comentar sobre se mostrar aberto à aplicação de políticas de ressocialização de detentos.
Interpelada sobre a projeção orçamentária para 2027, Juliana assegurou que não haverá aumento de impostos em uma eventual gestão. Gabriel Souza também rejeitou novos aumentos tributários, mas usou o espaço para criticar a relação de Juliana com o PT e o histórico de alinhamento do PDT nos governos estaduais nos últimos 20 anos. Gabriel também ironizou a adversária, dizendo que Juliana trata aliados como “pantufas”, sendo “confortáveis para usar em casa, mas feias para sair na rua".
A apreensão da população frente aos eventos climáticos extremos também pautou as discussões. Juliana Brizola questionou Gabriel Souza os protocolos a serem adotados em situação de risco climático e ambiental (chuvas, cheias, deslizamentos, ventanias). O candidato respondeu falando sobre o suporte aos municípios para a organização de protocolos regionais. Juliana rebateu argumentando que a atual gestão não estruturou protocolos claros de emergência, mantendo o sentimento de insegurança.
Na reta final, Maranata e Zucco criticaram a condução do governo do estado nos projetos de concessão das rodovias.

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