O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que o Irã tem “10, 15 dias no máximo” para concluir um acordo com Washington. Caso contrário, advertiu que “coisas ruins acontecerão” e que os EUA podem “dar um passo além” se a via diplomática não produzir resultados.
Contexto das negociações
EUA e Irã retomaram o diálogo em fevereiro, após a guerra de 12 dias em junho de 2025.
Foram realizadas duas rodadas de conversas, mas as tensões seguem elevadas.
Os EUA ampliaram sua mobilização militar no Oriente Médio, enquanto o Irã realizou exercícios navais com a Rússia no mar de Omã.
Declarações de Trump
“Vamos conseguir um acordo ou será algo infeliz para eles”, disse o presidente a bordo do Air Force One.
Trump reforçou que o acordo deve ser “significativo” e que o prazo para decisão é curto.
A Casa Branca também sinalizou que há “motivos suficientes” para justificar um ataque contra o Irã.
Reações internacionais
Israel, aliado dos EUA, alertou que responderá de forma “imprevisível” caso seja atacado pelo Irã.
O Irã reafirmou seu direito ao enriquecimento de urânio para fins civis e defendeu o levantamento das sanções econômicas.
Washington, por sua vez, exige que o acordo inclua também limitações ao programa de mísseis balísticos e ao apoio iraniano a grupos hostis a Israel.
A Rússia pediu moderação diante da escalada de tensões.
Situação atual
O Irã nega buscar armas nucleares e insiste que suas atividades têm caráter pacífico.
O país retomou negociações com mediação de Omã, mas restringiu o acesso de inspetores da ONU às suas instalações nucleares após ataques em 2025.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, declarou: “Não queremos a guerra, mas não aceitaremos imposições”.
O ultimato de Trump intensifica a pressão sobre Teerã e coloca em risco a estabilidade regional, em um momento marcado por mobilização militar e impasse diplomático.

Nenhum comentário:
Postar um comentário