A Polícia Civil de Goiás concluiu que a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi vítima de uma emboscada premeditada pelo síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49, em Caldas Novas. O crime ocorreu em dezembro de 2025 e foi registrado em vídeo pela própria vítima, recuperado 41 dias depois em uma caixa de esgoto.
Como ocorreu o crime
Daiane desceu ao subsolo do prédio para verificar o disjuntor de seu apartamento, após a energia ter sido desligada.
Segundo a investigação, o síndico teria desligado a energia para atraí-la até o local.
No vídeo, ela aparece examinando os equipamentos quando é surpreendida.
Cleber, encapuzado e usando luvas, a interceptou e a executou com dois tiros na cabeça.
A perícia apontou que os disparos ocorreram fora do subsolo, já que não foram ouvidos por testemunhas.
Divergências e provas
Cleber alegou que os tiros foram acidentais após ser atacado pela corretora, mas a perícia descartou essa versão.
Pouco sangue foi encontrado no subsolo, reforçando que o crime ocorreu em outro local.
Testemunhas relataram que a picape do síndico deixou o prédio com a capota fechada e retornou uma hora depois aberta.
Prisões e acusação
Cleber foi preso junto com o filho, Maicon Douglas de Oliveira, acusado de acobertar o pai.
O delegado André Luiz Barbosa afirmou que o caso será encaminhado ao Ministério Público de Goiás, com pedido de denúncia por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver.
A defesa de Cleber disse que ainda não teve acesso integral ao relatório final da polícia.
A defesa de Maicon nega participação dele no crime.
Desaparecimento e localização do corpo
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após sair de seu apartamento.
Seu corpo foi encontrado em 28 de janeiro de 2026, em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, a 15 km da cidade.
O caso, marcado por provas em vídeo e contradições na versão do acusado, reforça a conclusão da polícia de que se tratou de um homicídio premeditado.

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