Ingrid Bergman (1915–1982) foi uma das atrizes mais marcantes da história do cinema, reconhecida por sua naturalidade em cena e por uma carreira que atravessou cinco décadas. Nascida em Estocolmo, Suécia, perdeu a mãe aos dois anos e o pai aos 12, mas herdou dele o amor pela arte e pela fotografia. Estudou na Escola de Arte Dramática de Estocolmo e iniciou sua carreira no cinema sueco em 1932.
Principais momentos da carreira
Chegada a Hollywood (1939): foi levada por David O. Selznick para estrelar o remake de Intermezzo.
Consagração: estrelou clássicos como Casablanca (1942), Gaslight (1944), Spellbound (1945) e Notorious (1946).
Oscar e prêmios: conquistou três Oscars, além de Emmy, Tony, BAFTA e Globo de Ouro, tornando-se uma das atrizes mais premiadas da história.
Europa e Rossellini: nos anos 1950, trabalhou com o cineasta italiano Roberto Rossellini, em filmes como Stromboli e Viagem à Itália. A relação pessoal e profissional gerou polêmica na época, mas também marcou sua carreira.
Retorno triunfal: voltou a Hollywood nos anos 1960 e 1970, com atuações memoráveis em Anastasia (1956) e Assassinato no Expresso do Oriente (1974).
Último papel: interpretou Golda Meir no telefilme A Woman Called Golda (1982), pelo qual recebeu um Emmy.
Vida pessoal
Casou-se três vezes: com Petter Lindström, Roberto Rossellini e Lars Schmidt.
Teve quatro filhos, entre eles a atriz Isabella Rossellini.
Faleceu em Londres, em 1982, no dia de seu aniversário de 67 anos, vítima de câncer de mama.
Legado
Ingrid Bergman é lembrada como uma das maiores atrizes da Era de Ouro de Hollywood, admirada por sua versatilidade — capaz de interpretar desde mulheres simples até heroínas e figuras históricas. Sua presença em Casablanca consolidou uma imagem icônica do cinema mundial, e sua carreira internacional ajudou a abrir espaço para atrizes europeias em Hollywood.

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