O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19), dia em que completou 66 anos, sob suspeita de má conduta em cargo público. A detenção ocorre em meio às investigações sobre seus vínculos com o financista norte-americano Jeffrey Epstein.
Detenção e investigação
A polícia britânica terá entre 12 e 24 horas para interrogá-lo, podendo estender o prazo para até 96 horas em casos graves.
Após esse período, caberá às autoridades e ao serviço de acusação da coroa decidir se há provas suficientes para mantê-lo preso.
Acusações
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA, divulgados em janeiro, indicam que Andrew teria repassado informações sigilosas a Epstein entre 2001 e 2011, quando atuava como representante especial do comércio do Reino Unido.
Nesse cargo, tinha acesso a dados estratégicos sobre fusões empresariais e investimentos britânicos.
O repasse pode ter facilitado práticas de insider trading, crime grave no Reino Unido, com prejuízos de milhões de libras aos cofres públicos.
Repercussão
Especialistas apontam que o caso pode ser considerado um atentado à soberania econômica britânica, já que informações estratégicas teriam sido comprometidas.
Importante destacar que membros da família real não possuem imunidade legal — apenas o monarca é protegido pela chamada “imunidade soberana”.
Em comunicado, o rei Charles III afirmou que “a lei tem que seguir o seu curso”, indicando que Andrew não terá tratamento privilegiado.
A prisão reacende as polêmicas sobre os laços de Andrew com Epstein e coloca em evidência os riscos de uso indevido de informações privilegiadas por figuras públicas.
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