O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III e segundo filho da rainha Elizabeth II, foi solto nesta quinta-feira (19) após passar 11 horas detido sob suspeita de má conduta em cargo público. Ele deixou a delegacia de Aylsham, em Norfolk, recostado no banco de trás de um carro, em imagens divulgadas pela imprensa britânica.
Prisão e investigação
Andrew foi preso em Sandringham, às 8h (horário local), no dia de seu 66º aniversário.
A polícia realizou buscas em propriedades em Norfolk e Berkshire, incluindo o Royal Lodge, antiga residência do ex-príncipe.
Após avaliação, ele foi libertado sob investigação, e o caso segue sob responsabilidade da Polícia do Vale do Tâmisa.
A investigação não está relacionada a crimes sexuais, mas sim ao suposto repasse de informações confidenciais a Jeffrey Epstein, entre 2001 e 2011, quando Andrew atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Acusações
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro indicam que Andrew teria compartilhado relatórios governamentais e dados estratégicos sobre investimentos e comércio internacional com Epstein.
Há também uma denúncia separada de que uma jovem teria sido enviada ao Reino Unido por Epstein em 2010 para um encontro com Andrew.
Reação da Família Real
O rei Charles III declarou estar em “profunda preocupação” e reforçou que “a lei deve seguir seu curso”.
O Palácio de Buckingham não foi informado previamente da prisão.
A família real manteve sua agenda oficial, evitando comentários diretos sobre o caso.
Contexto e repercussões
Andrew afastou-se das funções reais em 2019 e perdeu títulos militares e patrocínios após acusações de Virginia Giuffre, que alegou ter sido forçada a manter relações sexuais com ele. O caso foi resolvido fora dos tribunais em 2022, sem admissão de culpa.
Em outubro de 2025, Andrew foi destituído de seu título de príncipe.
A prisão reacendeu debates sobre sua ligação com Epstein e foi vista por familiares de vítimas como uma forma de “justiça simbólica”.
O episódio marca a primeira prisão de Andrew e aprofunda a crise de imagem da monarquia britânica, que tenta manter a normalidade enquanto o processo segue em investigação.

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