Independência e alerta
Para os ucranianos, a guerra passou a representar o direito de existir como Estado independente e decidir livremente suas alianças Jurandir Soares A Ucrânia celebrou nesta segunda-feira, 24 de agosto, 35 anos de sua declaração de independência. Em 1991, depois do desmoronamento do império soviético, os ucranianos foram às urnas e aprovaram maciçamente a separação de Moscou: 92% dos eleitores votaram pela independência. Fato marcante foi que, na ocasião, em troca do reconhecimento de sua independência, a Ucrânia – que era o principal país da União Soviética, depois da Rússia – aceitou entregar todo o arsenal nuclear, que era um dos maiores do mundo, para Moscou. Trinta e cinco anos depois, a celebração ocorre em meio à maior tragédia vivida pelo país desde a independência: a invasão russa em fevereiro de 2022, numa guerra que já ultrapassou quatro anos em um dos principais confrontos geopolíticos do século 21. ARSENAL Quando a União Soviética desapareceu, em dezembro de 1991, a Ucr...