A TRAGÉDIA DOS IDIOTAS ÚTEIS E A FÍSICA DOS BALANÇOS - 18.08.26
Por Alex Pipkin É compreensível que jovens recém-saídos de universidades, ainda encantados com a descoberta de que boas intenções aparentemente revogam restrições orçamentárias, acreditem que governos possam gastar, distribuir, subsidiar e estimular quase indefinidamente. A juventude também serve para isso. O espantoso é encontrar economistas consagrados e grandes empresários acreditando na mesma metafísica. A economia, essa senhora desagradável, possui um defeito de caráter, já que não se comove. Pode-se escrever um manifesto contra os juros, organizar um seminário sobre justiça social, culpar o Banco Central, o mercado ou a conhecida insensibilidade dos números. O balanço continuará fechando do mesmo jeito. É a física dos balanços. Durante anos, parte do empresariado brasileiro acreditou que dinheiro caro era uma perversidade fabricada dentro do Banco Central. Roberto Campos Neto tornou-se o vilão perfeito. Bastaria substituí-lo e o crédito voltaria a jorrar pelas t...