Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington: o general que derrotou Napoleão em Waterloo e mudou a história da Europa

 


Arthur Colley Wellesley, 1.º Duque de Wellington (Dublin, 1 de maio de 1769 – Castelo de Walmer, 14 de setembro de 1852), foi um dos maiores militares e estadistas da história britânica. Marechal de campo e político do Partido Tory, ele serviu duas vezes como primeiro-ministro do Reino Unido e é eternamente lembrado como o comandante que, ao lado do marechal prussiano Blücher, derrotou Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo, em 1815, encerrando as Guerras Napoleônicas.Carreira militar brilhanteWellesley ingressou no Exército Britânico em 1787 como alferes. Sua trajetória começou na Irlanda, passou pela Holanda e ganhou projeção na Índia, onde se destacou na Quarta Guerra Anglo-Maiçor (Batalha de Seringapatão, 1799) e na Segunda Guerra Anglo-Marata, com a decisiva vitória na Batalha de Assaye (1803), considerada por ele próprio uma de suas melhores atuações.Seu auge veio durante a Guerra Peninsular (1808-1814), onde comandou as forças aliadas contra os franceses. Após sucessivas vitórias, foi promovido a marechal de campo. Em 1814, recebeu o título de Duque de Wellington. No ano seguinte, durante os Cem Dias de Napoleão, liderou o exército aliado na Batalha de Waterloo (18 de junho de 1815), uma das batalhas mais importantes da história moderna.Famoso por seu estilo defensivo adaptável, planejamento meticuloso e capacidade de escolher o terreno favorável, Wellington participou de cerca de 60 batalhas ao longo da carreira, quase sempre com sucesso, mesmo quando enfrentava forças numericamente superiores. Suas táticas ainda são estudadas em academias militares de todo o mundo.Vida políticaApós Waterloo, Wellesley atuou como embaixador na França e entrou na política. Foi primeiro-ministro do Reino Unido entre 1828 e 1830, e novamente por um breve período em 1834. Como líder tory, supervisionou a aprovação do Roman Catholic Relief Act (1829), que concedeu direitos aos católicos. Embora tenha se oposto à Reforma Eleitoral de 1832, não conseguiu impedir sua aprovação.Permaneceu como figura influente na Câmara dos Lordes e exerceu o cargo de Comandante-em-Chefe do Exército Britânico até sua morte, em 1852.LegadoConsiderado um dos maiores comandantes defensivos da história, Wellington combinou habilidade militar com senso político. Seu nome ficou associado à vitória definitiva sobre Napoleão e à consolidação do poder britânico no século XIX. A residência principal da família era Stratfield Saye House, e Apsley House, em Londres, tornou-se um símbolo de sua glória.Hoje, o título de Duque de Wellington continua ativo, com Charles Wellesley como o 9.º titular.

Secretário de Defesa dos EUA pede renúncia do chefe do Estado-Maior do Exército

 


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu a renúncia do general Randy George, atual chefe do Estado-Maior do Exército americano. A informação foi confirmada por uma autoridade do governo nesta quinta-feira (2 de abril de 2026) e divulgada inicialmente pela rede CBS.Randy George ocupa o principal cargo administrativo do Exército dos EUA, responsável por garantir a mobilização e o cumprimento das ordens do presidente e do secretário de Defesa, embora não tenha comando operacional direto sobre as tropas em combate.Com quase quatro décadas de carreira militar, George serviu em missões no Iraque e no Afeganistão e atuou como principal assessor militar do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo de Joe Biden.O pedido de renúncia ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que completou um mês nesta semana. Ele se insere em uma onda de demissões de altos oficiais militares promovida pela administração de Donald Trump.No ano passado, o presidente já havia demitido o general Charles “CQ” Brown, então presidente do Estado-Maior Conjunto, sem dar explicações detalhadas. Hegseth tem defendido que Trump está apenas escolhendo os líderes que deseja para as Forças Armadas.No entanto, congressistas democratas manifestaram preocupação com o que consideram uma crescente politização das Forças Armadas americanas, que tradicionalmente mantêm postura apartidária e neutra.A renúncia de Randy George ainda não foi confirmada oficialmente, mas o pedido de Hegseth reforça o movimento de renovação nos altos escalões militares em curso no governo Trump.

Alan Patrick tem 42% dos gols pelo Inter marcados de pênalti

 


Desde que assumiu a camisa 10 do Internacional, após a aposentadoria de D’Alessandro em 2022, Alan Patrick consolidou-se como o principal cobrador de pênaltis do clube. Ao todo, reunindo as duas passagens pelo Colorado, o meia já marcou 64 gols com a camisa alvirrubra, sendo 27 deles convertidos da marca da cal — o equivalente a 42% do total.O número evidencia a eficiência de Alan Patrick nas cobranças. Dos 64 tentos, quase metade veio de pênaltis. Se não tivesse desperdiçado outras oito cobranças, o percentual seria ainda maior: ele teria 35 gols de pênalti, superando a marca de 50%.Atualmente com 34 anos e atuando como capitão da equipe, Alan Patrick é o único dono da camisa 10 desde 2022. Apesar de o torcedor colorado ter opiniões divididas sobre seu desempenho geral — que costuma oscilar conforme os resultados do time —, ninguém no Inter se aproxima dele em conversão de penalidades.Destaque também nos Gre-NaisAlan Patrick deixou sua marca nos clássicos contra o Grêmio. Com o gol de pênalti na final do último Gauchão, ele chegou a 9 gols em Gre-Nais, sendo 5 deles convertidos da marca da cal.Em 2025, ano em que disputou 50 partidas, o meia viveu seu auge recente: foram 21 gols, dos quais 13 vieram de pênalti. Para igualar aquela marca em 2026, ele ainda precisa balançar as redes 17 vezes até o fim da temporada.Aos 34 anos, Alan Patrick segue como peça central do Inter de Paulo Pezzolano, especialmente nas situações de bola parada. Seu aproveitamento em pênaltis o coloca como um dos maiores especialistas da posição na história recente do clube.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para incluir cuidador na prisão domiciliar

 


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar.Os advogados pedem que o nome de Carlos Eduardo seja incluído na lista de pessoas autorizadas a frequentar a residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, sem a necessidade de autorização prévia do tribunal para cada visita.A prisão domiciliar por 90 dias foi concedida por Moraes no final de março, após Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na casa a profissionais da equipe médica e aos familiares que residem no local: Michelle Bolsonaro, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino.Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm permissão para visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em horários previamente definidos.A defesa argumenta que Michelle, Laura e Letícia possuem compromissos profissionais e escolares que impedem sua permanência integral ao lado de Bolsonaro. Segundo o pedido, Carlos Eduardo já atuou como acompanhante do ex-presidente em outras ocasiões e possui total confiança da família para exercer a função.“Por se tratar de pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos, requer-se seja permitida a presença do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres na residência do casal, sempre que se fizer necessário, especialmente durante as ausências da Sra. Michelle, independente de autorização prévia”, diz o documento enviado ao STF.Ao conceder a prisão domiciliar, Moraes justificou as restrições de visitas como medida para evitar riscos de infecção e sepse, considerando o quadro clínico de Bolsonaro.O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação que investiga a trama golpista. Ele recebeu alta hospitalar na última sexta-feira e cumpre as regras da prisão domiciliar, que incluem proibição de uso de celular e restrição de visitas fora dos horários autorizados.A decisão sobre o pedido da defesa deve ser analisada pelo ministro Alexandre de Moraes nos próximos dias.

Inter ganha reforços importantes, mas chega pressionado para enfrentar o Corinthians

 


Após o empate em 1 a 1 com o São Paulo, na noite de quarta-feira, no Beira-Rio, o Internacional volta a campo neste domingo (5 de abril) com algumas mudanças para enfrentar o Corinthians, na Arena Itaquera, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.O técnico Paulo Pezzolano terá o retorno de dois jogadores importantes: o atacante Vitinho, que cumpriu suspensão, e o goleiro Sergio Rochet, que estava servindo a seleção uruguaia na Data Fifa. A volta de Rochet, titular absoluto, deve trazer mais segurança ao sistema defensivo, especialmente após a falha de Anthoni no gol sofrido contra o São Paulo.No entanto, o Colorado também terá desfalques importantes. O meia Bruno Tabata está fora após levar uma pancada na cabeça no segundo tempo contra o São Paulo. Com suspeita de concussão, ele precisará seguir o protocolo médico e não terá condições de jogo.Outro desfalque confirmado é o zagueiro Félix Torres. Mesmo já reintegrado após compromissos com a seleção equatoriana, o defensor não poderá atuar por cláusula contratual, já que seus direitos econômicos pertencem ao Corinthians.Diante das ausências, Pezzolano deve promover alterações na equipe. Carbonero e Borré, que entraram no segundo tempo na última rodada, surgem como opções para começar a partida em São Paulo.O contexto aumenta a pressão sobre o Inter. Com a pontuação próxima da zona de rebaixamento, o time colorado entra em campo pressionado e ciente de que um novo tropeço pode colocá-lo novamente no Z-4.O confronto contra o Corinthians, na Arena Itaquera, será decisivo para o Colorado tentar se afastar da parte de baixo da tabela do Brasileirão.