Apesar de laços culturais e econômicos, os dois países têm relações tensas há décadas. O Paquistão apoiou o Talibã durante a insurgência contra o governo afegão apoiado pelos EUA (2001-2021), fornecendo refúgio e logística. Após a retirada americana e a volta do Talibã ao poder, Islamabad passou a acusar Cabul de abrigar o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP) — grupo insurgente paquistanês — e outros militantes que realizam ataques em seu território.Em 2025, mais de 1.200 pessoas (militares e civis) morreram em atentados no Paquistão, o dobro de 2021. O Talibã nega alianças com o TTP e acusa o Paquistão de interferência. Muitos líderes talibãs ainda têm familiares e propriedades em solo paquistanês.Comparação militar
O Paquistão possui uma das forças armadas mais poderosas da Ásia: cerca de 660 mil militares ativos, reforçados por paramilitares, Força Aérea com caças F-16, Mirage e JF-17 (produzido com a China), além de arsenal nuclear. O Afeganistão, sob o Talibã, tem cerca de 200 mil combatentes unificados, sem força aérea funcional (apenas helicópteros e drones abandonados pelos EUA), dependendo de táticas de guerrilha assimétrica e fervor ideológico.Perspectivas
Conflitos anteriores (como em outubro de 2025) foram contidos por mediação de Turquia, Catar e Arábia Saudita, resultando em cessar-fogo frágil. Analistas do Crisis Group alertam que uma guerra total é improvável devido à assimetria militar e ao risco de instabilidade regional, mas temem agravamento da violência fronteiriça.China, Rússia e Irã já se ofereceram para mediar. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif prometeu resposta “firme” a qualquer agressão. A ONU e potências regionais acompanham com preocupação o risco de caos na Ásia Central.
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