EUA suspendem emissão de vistos de imigrante para 75 países, incluindo o Brasil

 


O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (14) a suspensão da emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A medida passa a valer a partir do dia 21 de janeiro e não tem prazo definido para terminar.

Motivo da suspensão

Segundo comunicado oficial, a decisão busca garantir que novos imigrantes não dependam de assistência social em níveis considerados elevados.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem assistência social do povo americano em taxas inaceitáveis”, informou o órgão em publicação no X.

Quais vistos são afetados

A suspensão atinge apenas os vistos de imigrante, destinados a quem deseja residir permanentemente nos EUA — como pessoas que se casam com cidadãos americanos ou que pretendem trabalhar de forma fixa no país. Os vistos de não imigrante, voltados a viagens temporárias (turismo, negócios, estudos ou competições esportivas), continuam válidos e não foram afetados pela decisão.

Impacto para brasileiros

Brasileiros que planejam viajar aos Estados Unidos a turismo ou para visitar familiares e amigos devem solicitar o visto B2, enquadrado na categoria de não imigrante. Portanto, esse tipo de viagem não será prejudicado pela suspensão anunciada.

Moraes abre inquérito para apurar possível quebra de sigilo fiscal de ministros do STF

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, instaurou de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado irregularmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares.

Notificação e questionamentos

A abertura da investigação foi revelada pelo Poder360 e confirmada pelo Estadão. Receita e Coaf foram notificados nesta quarta-feira (14), mas não se manifestaram oficialmente, assim como o STF. Interlocutores da Receita afirmam que o órgão não possui acesso a contratos particulares e que a consulta a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto pode resultar em demissão.

Contexto da decisão

Moraes tomou a medida como presidente interino do STF, função que assumiu no plantão da Corte em 12 de janeiro. O tribunal retoma suas atividades em fevereiro. Diferentemente do procedimento usual, o inquérito não foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou apenas que acompanhará a apuração.

Caso Banco Master

As suspeitas de vazamento de dados surgiram a partir da chegada do Caso Banco Master ao STF. Reportagem de O Globo revelou detalhes de um contrato firmado em janeiro de 2024 entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master, prevendo pagamento de R$ 3,6 milhões mensais por três anos — valor que poderia alcançar R$ 129 milhões até 2027.

Envolvimento de Toffoli

No domingo (18), o Estadão publicou que familiares do ministro Dias Toffoli cederam participação milionária no resort Tayaya, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos. A empresa é investigada por vínculos com o Banco Master e suspeita de sonegação bilionária no setor de combustíveis. Toffoli é o relator das investigações sobre o banco no STF.

Vídeo - Chuvas e temperaturas favorecem lavouras de milho no RS

 



Fonte: https://www.rsnoticias.top/2026/01/chuvas-e-temperaturas-favorecem.html

Grupo do PP gaúcho contesta convocação de Covatti Filho e anuncia boicote

 


Um grupo influente do Progressistas (PP) no Rio Grande do Sul divulgou nesta quarta-feira (14) uma nota conjunta em reação à convocação do diretório estadual para o dia 20, feita pelo presidente da sigla, Covatti Filho. O documento, que defende diálogo e unidade, foi assinado por nomes de peso como o presidente de honra Celso Bernardi, o senador Luís Carlos Heinze, o ex-governador Jair Soares, além de deputados federais, estaduais e representantes de entidades ligadas ao partido.

Contestação e boicote

Alinhado ao deputado Ernani Polo, o grupo classificou a decisão de Covatti como “unilateral, grave e inadequada”, sustentando que o encontro não possui legitimidade. Os signatários anunciaram que não participarão da reunião, afirmando que a medida busca preservar a unidade partidária e evitar “atritos internos intransponíveis”.

Segundo os progressistas, até o momento a única decisão tomada de forma conjunta foi o lançamento de candidatura própria ao governo do Estado (Piratini).

Resposta de Covatti Filho

Após a divulgação da nota, Covatti Filho reafirmou que a reunião do diretório está mantida. Ele destacou que foi eleito democraticamente, assim como a executiva e o diretório, e que há um regimento interno que orienta as ações. O dirigente também lembrou que o encontro estava originalmente previsto para dezembro.

“A reunião está mantida. O diretório é soberano para deliberar, e suas decisões estão acima, inclusive, das decisões da presidência. Agora, cabe aguardar e respeitar o que o diretório decidir no dia 20”, afirmou.

Cenário interno

Apesar da manutenção da convocação, o impasse evidencia o racha interno no PP gaúcho. A expectativa é de que o encontro do diretório, em vez de pacificar, amplie ainda mais a divisão entre as alas do partido.

O redesenho do Oriente Médio

 Por Jurandir Soares

Um número crescente de países passou a ver a teocracia iraniana como um obstáculo à estabilidade regional

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã vive sob uma teocracia comandada pelos aiatolás, sustentada por um rígido aparato repressivo. Ao longo das décadas, protestos populares foram sistematicamente esmagados com prisões em massa, torturas e execuções sumárias. Nos últimos anos, manifestações motivadas por demandas básicas – liberdade, direitos das mulheres, empregos e dignidade – passaram a ser tratadas pelo regime como crimes contra o Estado.


A resposta tem sido brutal: penas de morte, julgamentos sumários e intimidação generalizada. Esse histórico consolidou uma imagem negativa do país no cenário internacional, gerando repulsa no chamado mundo civilizado, que vê no Irã um símbolo de autoritarismo religioso e violação permanente dos direitos humanos.


ECONOMIA


A repressão política caminha lado a lado com o colapso econômico. Apesar de possuir uma das maiores reservas de petróleo e gás do planeta, o Irã enfrenta inflação elevada, desemprego crônico e perda constante do poder de compra da população. Sanções internacionais ajudam a explicar o quadro, mas não são a única causa.


O próprio regime contribuiu para afundar a economia ao priorizar gastos ideológicos e militares em detrimento do bem-estar social. Bilhões de dólares foram drenados para sustentar um projeto de poder regional que pouco ou nada retorna ao cidadão comum. A precarização da vida cotidiana tornou-se um dos principais combustíveis dos protestos, revelando o abismo formado entre a elite clerical e a sociedade iraniana.


MILÍCIAS


Parte central dessa estratégia externa foi o financiamento de grupos armados considerados retrógrados e fundamentalistas. Hezbollah, Jihad Islâmica Palestina, Hamas e os rebeldes houthis, no Iêmen, receberam apoio financeiro, logístico e militar de Teerã. A isso soma-se o respaldo decisivo à ditadura de Bashar al-Assad, na Síria, responsável por uma das guerras civis mais sangrentas do século.


Para muitos iranianos, é incompreensível que recursos nacionais sejam destinados a conflitos externos enquanto faltam empregos, serviços públicos e perspectivas dentro do país. Essa política ampliou o isolamento do Irã e reforçou a percepção internacional de que o regime atua como um fator permanente de desestabilização regional.


GEOPOLÍTICA


Hoje, a rejeição ao regime dos aiatolás não se limita mais aos Estados Unidos e a seus aliados tradicionais. Um número crescente de países do Oriente Médio passou a ver a teocracia iraniana como um obstáculo à estabilidade regional. Israel está na linha de frente desse movimento e, em junho de 2025, chegou a travar um confronto direto com Teerã, evidenciando o grau de tensão acumulado. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países do Golfo também defendem, de forma aberta ou velada, a destituição do regime iraniano.


MUDANÇA


Esse realinhamento sugere a busca por uma nova geopolítica no Oriente Médio, mais pragmática e menos tolerante ao radicalismo religioso armado. Somada à mudança recente ocorrida na Síria, essa dinâmica pode redesenhar o equilíbrio de forças na região. Resta saber se o Irã seguirá isolado em sua rigidez ideológica ou se, pressionado por dentro e por fora, será forçado a enfrentar o próprio futuro. O fato é que depender da violência para se manter no governo significa que o poder acabou.

Correio do Povo

Pedido de impeachment contra Dias Toffoli é protocolado no Senado

 


Foi protocolado nesta quarta-feira (14) um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A iniciativa partiu dos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), que alegam indícios de crime de responsabilidade, com base na Constituição Federal.

Argumentos apresentados

No documento, os parlamentares apontam suposta violação ao dever de imparcialidade, conflito de interesses e conduta considerada incompatível com o decoro do cargo.

“Configura frontal afronta aos princípios constitucionais da administração pública, em especial à moralidade, à impessoalidade e à finalidade pública”, diz o texto.

Caso Banco Master

Entre os fatos citados está a atuação de Toffoli no chamado “Caso Banco Master”, além de relações extraprocessuais e possíveis vínculos indiretos envolvendo familiares. O pedido menciona reportagem segundo a qual o ministro teria viajado a Lima, Peru, em aeronave particular de um empresário, acompanhado por um advogado que integrava a defesa de investigados no processo.

Outras apurações

Os senadores também destacam outras investigações envolvendo Toffoli e afirmam que a conduta do ministro representa transgressão a princípios éticos fundamentais. Para eles, a criação de qualquer aparência de vínculo privilegiado com uma das partes configura violação ao Código de Ética da Magistratura.

Porto Alegre cria equipe especializada do Samu para crises de saúde mental

 


A prefeitura de Porto Alegre sancionou a Lei nº 14.455, que institui a Equipe de Saúde Mental do Samu (ESM-Samu). A iniciativa amplia a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no cuidado a pessoas em sofrimento psíquico agudo, oferecendo respostas mais humanizadas diante do aumento de chamados relacionados a crises de saúde mental.

Estrutura e integração

A ESM-Samu será formada por profissionais especializados em saúde mental, atuando de forma integrada à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O modelo segue diretrizes da Política Nacional de Atenção às Urgências, da legislação federal de proteção aos direitos das pessoas com transtornos mentais e das normas do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A grande inovação está na composição multiprofissional da base de regulação. Especialistas em saúde mental passam a atuar em conjunto com a equipe médica para garantir que cada chamado receba uma análise clínica e psicossocial aprofundada”, destacou o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter.

Situações atendidas

A nova equipe poderá atuar em casos como:

  • Crises psicóticas

  • Tentativas de suicídio

  • Agitação psicomotora grave

  • Ocorrências relacionadas ao uso abusivo de álcool e drogas

Os atendimentos serão realizados conforme avaliação médica, com o objetivo de reduzir internações e remoções desnecessárias.

Impacto esperado

Com a criação da ESM-Samu, Porto Alegre dá um passo importante para fortalecer a rede de atenção em saúde mental, oferecendo suporte especializado e ampliando a capacidade de resposta em situações de crise.

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Grêmio perde para o São José e sofre primeira derrota em 2026

 


O Grêmio conheceu sua primeira derrota na temporada 2026. Na noite desta quarta-feira (14), na Arena, o Tricolor apresentou desempenho abaixo do esperado e foi superado pelo São José por 1 a 0, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Gaúcho. O próximo compromisso será no sábado, contra o São Luiz, também em Porto Alegre.

Jogo sem entrosamento

Com a proposta de rodar o elenco, o técnico Luís Castro escalou uma equipe bastante modificada em relação à estreia. A falta de entrosamento ficou evidente: apesar da maior posse de bola, o Grêmio teve dificuldades para criar jogadas ofensivas e esbarrou na marcação sólida do adversário.

Pressão do São José

O Zequinha aproveitou a fragilidade gremista e levou perigo em diversas oportunidades. Tiago Volpi fez boas defesas em cobranças de falta e finalizações de Angelo e Douglas, mas não conseguiu evitar o gol no fim do primeiro tempo. Aos 46 minutos, após escanteio afastado por Gabriel Mec, Ronald acertou um chute potente no ângulo e abriu o placar: 1 a 0.

Tentativas de reação

Mesmo com atuação apagada, Luís Castro não mexeu na equipe no intervalo. O São José manteve a solidez defensiva e quase ampliou com Zé Vitor, que parou em mais uma defesa de Volpi. Aos 18 minutos da etapa final, o treinador promoveu quatro alterações, incluindo as entradas de Cristaldo, Amuzu e Carlos Vinicius, além de Roger, que deu mais dinâmica ao ataque.

O Grêmio até pressionou nos minutos finais, com destaque para finalização de Edenilson defendida por Fábio Rampi, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. No contragolpe, o São José ainda obrigou Volpi a salvar novamente em chute de Cauã.

Situação

Com a derrota, o Tricolor perde a invencibilidade no Gauchão e terá de buscar recuperação diante do São Luiz, em jogo que promete ser decisivo para retomar confiança no início da temporada.

IDEIAS QUE FAZEM SENTIDO

 IDEIAS LÓGICAS

Diante de tantas e corretas reações quanto às coisas estranhas e/ou inconcebíveis que estão acontecendo -minuto a minuto- no nosso empobrecido Brasil, não raro compartilho textos/artigos com o propósito de semear -ideias lógicas-. Hoje, por exemplo, aproveito o oportuno texto do Adolfo Sachsida (doutor em Economia pela UnB, e ex-Ministro de Minas e Energia) publicado recentemente na Gazeta do Povo, com o título - O HOMEM QUE QUERIA SER REI -VERSÃO BRASILEIRA-.  Eis: 

O HOMEM QUE QUERIA SER REI

- No clássico de Rudyard Kipling, O Homem que Queria Ser Rei, dois aventureiros descobrem que o poder, quando sustentado por mitos e pelo medo, pode transformar homens comuns em figuras quase divinas — até que a realidade cobre seu preço. A história não é sobre coragem ou heroísmo, mas sobre a embriaguez do mando, sobre o instante em que alguém deixa de servir a uma comunidade e passa a exigir dela submissão. Transportada para o Brasil de hoje, a fábula ganha contornos inquietantemente familiares.

LULA E ALEXANDRE DE MORAES

Na nossa versão tropical, o cenário não é uma região remota do Afeganistão, mas Brasília. O trono não é feito de ouro, mas de decisões judiciais, canetadas administrativas e discursos de salvação moral. E os personagens centrais não são aventureiros estrangeiros, mas figuras conhecidas do poder nacional: Lula e Alexandre de Moraes.


LULA, o líder carismático que retorna ao centro do palco como alguém ungido pela História, apresenta-se como o intérprete exclusivo da vontade popular. Seu discurso carrega a promessa de redenção: sem ele, o país estaria condenado; com ele, qualquer meio se justifica em nome de um suposto “bem maior”. Como no filme, a narrativa não se sustenta apenas na força, mas no encanto — na ideia de que o líder não pode ser questionado, apenas seguido.


ALEXANDRE DE MORAES, por sua vez, assume o papel do guardião do reino. Não governa pelo voto, mas pela autoridade que se expande a cada questionamento legítimo que lhe é feito. Quando Moraes é confrontado com qualquer questionamento, por mais legítimo e sincero que seja, sua resposta é indubitavelmente a mesma: dobra a aposta no arbítrio. Seu poder cresce não por limites claros, mas pela exceção permanente.


O MEDO É NECESSÁRIO E A OBEDIÊNCIA É VIRTUDE

Em nome da ordem, relativiza-se o direito; em nome da democracia, suspendem-se garantias; em nome da lei, aceita-se o arbítrio.  Assim como no filme, a população é convencida de que o medo é necessário e que a obediência é virtude.


O ponto central da obra — e da analogia — está na confusão entre autoridade legítima e poder absoluto. No filme, o “rei” cai quando se revela humano. No Brasil, o risco é mais profundo: quando instituições passam a agir como se fossem infalíveis, quando líderes se veem acima da crítica e juízes acima da Constituição, a queda não é individual — é institucional.

A DEMOCRACIA SE ESVAZIA AOS POUCOS...

A democracia não morre de uma vez. Ela se esvazia aos poucos, enquanto parte da sociedade aplaude, outra silencia e uma terceira é calada. O mito do salvador — seja político, seja togado — sempre cobra um preço alto: a renúncia à liberdade em troca de uma promessa de estabilidade.


O Homem que Queria Ser Rei termina como toda boa tragédia: com a lembrança de que nenhum poder sobrevive quando se divorcia da realidade. Resta saber se, no Brasil, aprenderemos com a ficção — ou se insistiremos em repeti-la como farsa, até que o custo seja pago por todos.


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