Defesa de Bolsonaro pede autorização ao STF para realização de ultrassom dentro da prisão

 


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou nesta quinta-feira (11) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um médico realize um exame de ultrassonografia nas dependências da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Bolsonaro está preso em uma sala da PF, onde cumpre pena de 27 anos e três meses pela condenação no processo relacionado à trama golpista.

Pedido ocorre após determinação de perícia oficial

O requerimento foi apresentado após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, a ser realizada pela própria Polícia Federal, no prazo de 15 dias.

Os advogados pedem que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli seja autorizado a entrar na superintendência para realizar o exame com um equipamento portátil de ultrassom, nas regiões inguinais direita e esquerda.

Na petição, a defesa afirma:

“Trata-se de procedimento não invasivo, rápido, que não exige sedação ou estrutura hospitalar, podendo ser plenamente realizado in loco, garantindo que as imagens e laudos sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para subsidiar a perícia já determinada.”

Guns N’ Roses confirma show em Porto Alegre em novo local e anuncia início das vendas de ingressos

 


O Guns N’ Roses está oficialmente de volta ao Sul do Brasil. A banda norte‑americana confirmou sua apresentação em Porto Alegre no dia 1º de abril de 2026, agora no Jockey Club, como parte da nova etapa da turnê mundial “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”. Quando anunciada em novembro, a apresentação estava prevista para ocorrer no Beira‑Rio, mas o local foi alterado.

Segundo a produção, a escolha do Jockey Club marca um novo capítulo para os grandes eventos no Sul do país. O espaço será totalmente transformado para receber o espetáculo, com um projeto técnico especial de iluminação, som, operação e cenografia, criando um ambiente de grande impacto visual e sonoro para milhares de fãs.

Formação clássica e repertório de hits

A turnê traz Axl Rose, Slash e Duff McKagan juntos novamente, apresentando um repertório repleto de clássicos que atravessaram gerações, como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “November Rain”. A noite ainda contará com a participação especial da banda americana de hard rock Halestorm.

Ingressos: datas e valores

As vendas para Porto Alegre acontecem ao longo de dezembro, divididas em etapas:

Cronograma

  • Pré‑venda Fã Clube: 12/12, às 8h (por 24h)

  • Pré‑venda Experience: 13/12, às 8h

  • Pré‑venda Grupo VIP: 13/12, às 9h30 (via WhatsApp)

  • Venda geral: 13/12, às 10h, pelo site Eventim

A organização recomenda atenção às datas, já que a expectativa é de alta demanda, seguindo o histórico das últimas turnês da banda.

Setores e preços

  • Pista: a partir de R$ 385

  • Pista Premium: a partir de R$ 625

  • Experience: a partir de R$ 1.530

  • Camarote: a partir de R$ 925

Alguns setores contam com meia‑entrada e ingresso social.

STF reage em menos de 24 horas e anula votação da Câmara que manteve mandato de Carla Zambelli

 


A derrota da cassação de Carla Zambelli (PL) no plenário da Câmara — que ficou 30 votos abaixo dos 257 necessários — já não significava garantia de permanência no cargo. Menos de um dia depois, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação e determinou que o suplente da deputada seja empossado em 48 horas.

A resposta do Supremo foi imediata. Zambelli havia sido condenada a 10 anos de prisão por orquestrar a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a Corte já havia determinado a perda do mandato. Presa na Itália, para onde fugiu tentando evitar o cumprimento da pena, a deputada viu o corporativismo parlamentar agir a seu favor — mas por pouco tempo.

Crise entre os poderes se intensifica

O resultado da sessão na Câmara, além de representar um gesto de proteção interna entre parlamentares e de desobediência a uma ordem judicial, adicionou mais um capítulo à disputa entre Congresso e STF. O episódio elevou novamente o nível de tensão entre os poderes.

Havia, inclusive, uma alternativa em discussão que poderia ter evitado o desgaste institucional, mas ela não avançou.

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STF convoca sessão virtual para analisar decisão de Moraes sobre perda de mandato de Carla Zambelli

 


O presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, atendeu ao pedido de Alexandre de Moraes e convocou uma sessão virtual para esta sexta-feira (12), das 11h às 18h, para analisar a decisão que determinou a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

O colegiado decidirá se mantém ou não o despacho de Moraes, que anulou a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da parlamentar. Para Moraes, a deliberação da Casa foi um “ato nulo, por evidente inconstitucionalidade”, além de violar princípios como legalidade, moralidade e impessoalidade, configurando desvio de finalidade.

Contexto da decisão

A determinação foi emitida no âmbito do processo de execução penal de Zambelli, que está presa na Itália. Ela foi condenada pelo STF em dois casos:

  • Invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – pena de 10 anos de prisão

  • Perseguição armada a um homem em São Paulo – pena de 5 anos e 3 meses

Moraes destacou que, conforme a Constituição, cabe ao Judiciário decretar a perda do mandato de parlamentares condenados criminalmente com trânsito em julgado, restando à Mesa da Câmara apenas formalizar a decisão.

Votação na Câmara e precedentes citados

Apesar da determinação judicial, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou o caso ao plenário. Na votação realizada na madrugada de quinta-feira (11), não foram alcançados os 257 votos necessários para cassar o mandato da deputada.

No despacho, Moraes citou precedentes como os casos do ex-senador Ivo Cassol, do ex-deputado Paulo Maluf e decisões do Mensalão, quando o STF firmou entendimento de que a condenação criminal com trânsito em julgado implica perda automática do mandato, já que há suspensão dos direitos políticos.

Populismo e Paraguai

 por Alexandre Garcia

Leio os títulos dos jornais: “Freio no Crescimento”, “Economia perde o fôlego” e outros eufemismos para mostrar a estagnação do PIB no terceiro trimestre do ano. Títulos enganadores, porque fazem pressupor que havia crescimento e fôlego. Meninos, eu vi o que é crescimento. Cobrindo economia no Jornal do Brasil, eu acompanhei, no que agora chamam de anos de chumbo, anos dourados do PIB brasileiro. Em 1973 crescemos 14%. Nem a China conseguiu isso. A média de crescimento em quatro anos foi de 11,2% ao ano. Milagre econômico, chamaram. Milagre nada. Foi produto de entusiasmo, otimismo, confiança na estabilidade jurídica e política. Abriam-se empresas e empregos. Faltavam empregados, papelão de embalagens, veículos na vitrine. Sobravam renda, emprego, produção, compra e venda. Só esfriou quando o petróleo de que o Brasil necessitava quadruplicou de preço.


Agora o PIB ainda se mostrou 0,1% positivo no trimestre, porque o petróleo é nosso. O pré-sal de petróleo e gás é que garantiu um décimo por cento de positivo, pois a indústria de manufaturados encolheu, o comércio perdeu fôlego - a 25 de Março em São Paulo, o Saara no Rio, mostram isso. Até o agro, que sustenta o balanço de pagamentos, ficou apenas com menos de meio por cento positivo. Nenhuma praga, oposta ao milagre; apenas o óbvio: só o trabalho produz riqueza. Num país em que 45% da população de idade ativa vive de benefícios sociais pagos pelos impostos tirados de todos, crescimento é impossível. Eram 90 bilhões de reais de benefícios em 2019; agora são 285 bilhões. Em 13 estados - norte e nordeste - o número de beneficiários é maior que o de assalariados, e falta mão de obra para a atividade econômica de emprego intensivo. Muito óbvio: o PIB parou porque estão empatados a renda e o gasto. A poupança, em novembro, diminuiu em quase 3 bilhões. Com eleições o ano que vem, o gasto aumenta. E aí?


Proibir reeleição seria uma solução, mas muitos vão dizer que é contra Lula. Com o populismo em campanha, todos vão pagar depois. Pagam os que geram riqueza, emprego e impostos, e os que se beneficiam disso, porque já não cai maná há mais de 3 mil anos. E não há almoço grátis. Tem que pagar. E só se paga quando houver geração de riqueza. E aí, repito o óbvio: só o trabalho gera riqueza - para sustentar governos e seus populismos. Populismo e contas públicas não fecham jamais. Demagogia não gera investimento nem produtividade; ao contrário. Sem crescer, não há riqueza a distribuir. Distribuir sem ter é desastre a ver. Na base, a conta de energia sobe mais que a inflação.


Não se festeja aumento do bolsa família; o que se deve festejar é a diminuição dos que recebem o benefício, porque o melhor programa social é o emprego. Mas populismo incha em ano eleitoral, até explodir as contas públicas. O arcabouço só existe em declarações do ministro. Como se não bastasse, há o custo Brasil, calculado em 1,7 trilhões por ano, conforme estudo e pesquisa CNI/Nexus. Impostos, energia cara, infraestrutura ruim, burocracia, tempo perdido - 1.506 horas por ano - para calcular e pagar tributos. Tira competitividade, investimento, inovação. É o atraso. Economia tenta andar com freio puxado. E tem que pagar muito imposto para o governo posar de beneficente. Ou mudar para o Paraguai.

Correio do Povo

Moraes anula votação da Câmara e determina perda de mandato de Carla Zambelli

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (12) a decisão da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação da deputada Carla Zambelli. O magistrado determinou que o presidente da Casa, Hugo Motta, dê posse ao suplente da parlamentar no prazo de 48 horas.

Além disso, Moraes solicitou que o presidente da Primeira Turma do STF, ministro Flávio Dino, agende uma sessão virtual nesta sexta-feira, das 11h às 18h, para referendar a decisão. Mais cedo, o Supremo já havia sinalizado que pretendia derrubar a deliberação da Câmara.

Fundamentos da decisão

Na decisão, Moraes afirmou que a votação que manteve o mandato de Zambelli violou o artigo 55, incisos III e VI, da Constituição Federal, que prevê a perda do mandato de parlamentares condenados criminalmente com sentença transitada em julgado.

Segundo o ministro:

“A deliberação da Câmara dos Deputados ocorreu em clara violação ao artigo 55 da Constituição, pois a sentenciada Carla Zambelli foi condenada por este Supremo Tribunal Federal, com trânsito em julgado em 7/6/2025.”

A certidão que confirma o trânsito em julgado foi emitida pela Secretaria Judiciária do STF.

Sol volta a predominar no RS após passagem de ciclone; sexta terá calor e chance de chuva isolada

 


O sol voltou a aparecer com força no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (11), após a atuação de um ciclone extratropical que deixou danos em 20 municípios, segundo o boletim mais recente da Defesa Civil estadual. A madrugada e o início da manhã foram de temperaturas mais amenas, mas os termômetros subiram ao longo do dia.

Previsão para sexta-feira (12)

A sexta-feira deve repetir o cenário de predomínio de sol em grande parte do estado. No entanto, a MetSul Meteorologia alerta para a chegada de áreas de instabilidade vindas do Uruguai, que podem provocar chuva isolada na Metade Sul e, eventualmente, em pontos da Região Central ao longo do dia.

No Noroeste e Norte, especialmente nas regiões do Médio e Alto Uruguai, também pode ocorrer instabilidade na segunda metade do dia. Segundo os meteorologistas, não está descartada a ocorrência de temporais muito isolados.

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Vasco vira sobre o Fluminense no fim e larga na frente na semifinal da Copa do Brasil

 


Com um gol de Vegetti aos 48 minutos do segundo tempo, o Vasco venceu o Fluminense por 2 a 1, de virada, na noite desta quinta-feira, no Maracanã, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. A partida de volta será no domingo, às 20h30, novamente no Maracanã. Quem avançar enfrentará Corinthians ou Cruzeiro na final.

Primeiro tempo: Fluminense abre o placar e clima esquenta

O Vasco começou melhor, pressionando e trocando passes rápidos no ataque. O Fluminense resistiu ao ímpeto inicial e passou a equilibrar o jogo. Logo aos seis minutos, Lucho Acosta desperdiçou boa chance ao chutar por cima.

Com dez minutos, o time tricolor já controlava a posse, enquanto o Vasco buscava contra-ataques. Em erro na saída de bola, Puma Rodriguez quase marcou para os vascaínos. A resposta veio rápido: Léo Jardim levou cartão amarelo ao cometer falta em Acosta. Na cobrança ensaiada, Serna finalizou e contou com desvio em Andrés Gómez para abrir o placar aos 20 minutos.

O gol acirrou os ânimos. Aos 23, uma confusão generalizada envolveu quase todos os jogadores, mas o árbitro Raphael Claus apenas advertiu verbalmente. O Vasco voltou a ter mais posse, mas encontrou dificuldades para furar a defesa tricolor. A melhor chance veio aos 31, com chute cruzado de Barros, que saiu pela linha de fundo.

Nos acréscimos, Thiago Silva falhou e deixou a bola para Andrés Gómez, que finalizou por cima do gol de Fábio.

Segundo tempo: empate rápido e virada no apagar das luzes

A etapa final começou quente, com duas novas confusões entre os jogadores. Mas, logo aos cinco minutos, Rayan empatou para o Vasco. O gol abalou o Fluminense, que quase sofreu a virada aos oito, não fosse grande defesa de Fábio.

O jogo ficou mais equilibrado, com poucas chances claras. Aos 25, Puma Rodriguez cabeceou após escanteio cobrado por Philippe Coutinho e acertou a trave direita de Fábio.

O Fluminense voltou a ameaçar no fim: aos 37, Keno finalizou fraco, facilitando a defesa de Léo Jardim. O Vasco respondeu com Andrés Gómez.

Quando o empate parecia definido, Rayan iniciou a jogada que terminou com Vegetti, de cabeça, garantindo a virada aos 48 minutos.