Leite confirma recuo e IPVA poderá ser parcelado em 2020

Ao recuar das mudanças do IPVA, governador diz que o fato de uma grande parcela da população ser atingida inviabilizou "debate racional"

Por Flavia Bemfica

Eduardo Leite confirmou recuo e IPVA 2020 poderá ser parcelado

Eduardo Leite confirmou recuo e IPVA 2020 poderá ser parcelado | Foto: Laura Gross / Rádio Guaíba / Especial / CP

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), confirmou na manhã desta terça-feira que desistiu das medidas anunciadas para o IPVA de 2020. Leite também assegurou que o imposto poderá ser pago em parcelas, como foi feito em anos anteriores. Leite admitiu que houve erro de avaliação política na tentativa de alteração das regras de pagamento do IPVA, mas negou que tenha faltado sensibilidade ao Executivo no encaminhamento do tema.

“Não me falta sensibilidade, me sobra. O que me falta é dinheiro”, respondeu Leite, após ser questionado sobre se o Executivo levou em conta o contexto atual antes de tentar adotar as medidas. Entre a segunda-feira pela manhã, quando a Secretaria da Fazenda informou as mudanças, e a manhã desta terça-feira, quando foi anunciado o recuo total do que havia sido proposto, parlamentares da base e da oposição, de forma quase uníssona, se manifestaram contrariamente às alterações que o governo pretendia fazer no IPVA, utilizando quatro principais argumentos: O de que a proibição do parcelamento e o adiantamento do calendário de pagamentos foram anunciados mesmo que o Executivo continue parcelando os salários do funcionalismo; de que informou as mudanças no IPVA no mesmo dia em que anunciou que devedores de ICMS podem refinanciar suas dívidas, com descontos em juros e abatimento de multas que chegarão a 90%; de que não considerou a necessidade de a população precisar se planejar para o pagamento de suas contas; e de que o Parlamento terá propostas muito impopulares para avaliar nos próximos meses, uma referência direta ao pacote das reformas administrativa e previdenciária que o governo elabora e enviará ao Legislativo em novembro.

A "derrapagem" abalou a base, e, internamente, parlamentares de diferentes partidos, principalmente das duas maiores bancadas de apoio, o MDB e o PP, ameaçaram inviabilizar a votação do pacote de projetos das reformas administrativa e previdenciária do funcionalismo. “Quero destacar a plena confiança na Secretaria da Fazenda, que tomou a medida acertada frente ao nosso quadro dramático, mas estamos recuando para discutir com sobriedade os temas das reformas. Neste caso específico, diante das outras medidas em curso, houve uma falha de gestão política sobre a qual eu assumo a inteira responsabilidade. Só erra quem faz”, afirmou Leite durante a coletiva de imprensa concedida após o café da manhã com deputados da base e no qual as mudanças no IPVA foram, por enquanto, enterradas. Segundo Leite, em 2020 a forma de pagamento do imposto seguirá idêntica a de 2019, mas o tema voltará a ser debatido no final do próximo ano, em conjunto com mudanças que o governo pretende propor na concessão de benefícios fiscais e, ainda, quando vai vencer o período de majoração de alíquotas de ICMS.

O tucano insistiu, ainda, em que houve má compreensão do que o governo estava propondo para o IPVA. “Para mim, continua não parecendo tudo o que se falou. Houve muito mal entendimento, e é claro que isto tem a ver com a forma como foi encaminhado. Teremos, por exemplo, medidas muito duras, administrativas e previdenciárias, mas que atingirão uma parcela limitada da população. Esta medida (do IPVA), parecia de muito menor impacto, porque tem a ver com fluxo de caixa e não com geração de receita. Mas ela atingia um público maior, e isso gerou uma reação que resultou na perda da capacidade de um debate racional”, concluiu Leite.

Após o governador, foi a vez de o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian (PP), também admitir que o governo recuou para evitar um desgaste político ainda maior, com a base aliada e a sociedade. “Serviu como aprendizado. É necessário que se mantenha o pilar de sustentação da nossa base, que tem 40 deputados, o nível de confiança, para saberem que nunca serão surpreendidos. A surpresa, na vida, sempre pode produzir efeitos negativos. E, na política, é muitas vezes algo que pode acabar com uma relação de confiança.” Sobre o pacote das reformas, Otomar confirmou que todos os projetos serão enviados juntos ao Legislativo, e que isso ocorrerá no mesmo dia em que for publicada a reforma da previdência nacional (a PEC 6). A partir dos contatos que faz com o Senado, o governo gaúcho trabalha com a data de 12 de novembro para a promulgação do novo texto.


Correio do Povo


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Cerco a um criminoso que permanece foragido continua na Serra

POLÍCIA

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Operação prende mais três participantes de execução na Capital

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Grêmio usa empate no primeiro turno como alerta para jogo contra o CSA

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MARIANA KLEIN

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CAPÃO DA CANOA

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SÃO LEOPOLDO

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Cliente pré-pago deve fazer recadastramento ou pode ter número bloqueado

Pessoas com linha telefônica pré-paga em 17 estados têm até o dia 18 de novembro para atualizarem os dados; saiba como fazer

Por Agência Brasil

celular casal

Celular: clientes que possuem aparelhos pré-pagos precisam fazer recadastramento de dados para não terem contas bloqueadas (Pixabay/Reprodução)

As pessoas com linha telefônica pré-paga em 17 estados têm até o dia 18 de novembro para fazerem um recadastramento e atualizarem seus dados, sob risco de ficarem com o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviço de telefonia celular pré-paga.

A exigência vale para os moradores de cidades dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo. Esta é a terceira e última fase do recadastramento, que iniciou em 2 de setembro.

Antes dela, residentes das demais Unidades da Federação também entraram na obrigação do recadastramento. O processo ocorreu até o dia 15 de outubro nos seguintes estados: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina.

Os usuários de pacotes pré-pagos serão acionados pelas operadoras por canais como mensagem de texto, ligações ou pop ups em sites. O procedimento é aplicado apenas aos usuários com pendências cadastrais. As operadoras também disponibilizaram canais de atendimento para fornecer mais informações sobre o recadastramento, como páginas específicas nos sites e números, conforme dados da Anatel.

Confira os números de cada operadora:

Claro
1052

Tim
*144

Vivo
*8486

Oi
*144

Algar
1055

Sercomtel
1051

Após a conclusão do recadastramento, as informações serão reunidas em um site, a ser disponibilizado em janeiro do ano que vem pela Anatel. Os cidadãos poderão consultar as linhas ativas a partir do seu registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para identificar se aquelas listadas estão corretas. Segundo a Agência, assim será possível identificar eventuais fraudes.


Exame

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Bolsonaro: “Esses petistas foram delatados na Lava Jato com seus respectivos codinomes”

Jair Bolsonaro respondeu a Paulo Pimenta, Humberto Costa e Gleisi Hoffmann, que protocolaram notícia-crime acusando-o de ter acessado ilegalmente os registros da portaria de seu condomínio.

Ele disse:

“Esses petistas foram delatados na Lava Jato com seus respectivos codinomes: Rato/Montanha, Vampirão e Amante.”

E também:

“Poderia consultar a qualquer época a secretária eletrônica, nada impede a qualquer morador tal procedimento, contudo só foi realizada tal consulta por mim depois de a TV Globo ter vazado um processo que estava em segredo de justiça.”

O Antagonista

O médico via internet

A telemedicina avança no mundo para atender pacientes a distância e a qualquer momento do dia, mas o Brasil segue à margem dessa tendência global

Por Lucas Agrela

Sala de telemedicina do Hospital Albert Einstein, em São Paulo

Sala de telemedicina do Hospital Albert Einstein, em São Paulo: 80.000 consultas virtuais foram realizadas em 2018 (Daniela Toviansky/EXAME)

Ver, sentir e escutar. Esses três verbos sempre estiveram muito ligados ao atendimento médico. Mas nem sempre o médico precisa estar na frente do paciente para atendê-lo. Com o avanço da tecnologia, o acesso à saúde também vem se tornando digital. A internet, como fez com muitos setores, agora pode conectar médicos a pacientes a distância. Os Estados Unidos são o país mais avançado nesse campo. Segundo a previsão da consultoria Forrester Research, o número de consultas médicas realizadas a distância deverá superar o de atendimentos presenciais em 2020.

No Brasil, o tema ainda está em discussão. Em fevereiro, o Conselho Federal de Medicina chegou a aprovar uma resolução que permitia telemedicina e atualizava as regras anteriores, de 2002 — vistas como obsoletas para um mundo em que o smartphone é onipresente. Em menos de 20 dias, a medida foi revogada por causa das críticas da comunidade médica. O tema da telemedicina, porém, é urgente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma das dez principais ameaças à saúde em 2019 é a falta de acesso à atenção primária, algo que poderia ser resolvido com a tecnologia.

Uma das maiores empresas de telemedicina é a americana Teladoc. Ela oferece atendimento a pacientes por meio de videoconferências com um médico da família. Nas teleconsultas, os pacientes podem receber assistência para problemas de saúde comuns, como enxaqueca, hipertensão e diabetes. No ano passado, 2,6 milhões de atendimentos a distância foram realizados, 80% mais do que no ano anterior. Segundo uma pesquisa com clientes do serviço, o índice de resolução de problemas é de 92%.

A Teladoc diz estar pronta para atuar no Brasil como faz nos Estados Unidos, mas espera uma regulação clara da telemedicina. Por enquanto, a empresa trabalha aqui apenas com orientação médica, sem prescrição de medicamentos por telefone. No futuro, com uma nova regulamentação esperada para 2020, a teleconsulta será usada tanto para fazer a triagem de pacientes para encaminhamento a especialistas quanto para prescrever remédios.

Nos Estados Unidos isso já ocorre. Se o paciente precisa de um remédio que requer receita, o médico pode prescrevê-lo em uma teleconsulta e o paciente pode retirar o medicamento em uma farmácia cadastrada. De acordo com Jean Marc Nieto, diretor executivo da Teladoc no Brasil, apesar de a regulação ainda não estar avançada, a ambição da companhia é tornar-se global. “Um estrangeiro que estiver nos Estados Unidos poderá ser atendido por um médico em sua língua e conseguirá uma prescrição”, diz Nieto. Lá, 76% dos hospitais já usam a telemedicina, que é regulamentada em mais de 30 estados americanos.

Não é apenas nos Estados Unidos que a prática vem crescendo. De acordo com a consultoria americana Tractica, o número de consultas remotas, que era de 20 milhões em 2014, chegará a 158 milhões em 2020, um aumento de quase oito vezes. Com mais consultas, cresce também o faturamento das empresas que atuam na área. No ano passado, as receitas no setor de telemedicina no mundo foram de 38 bilhões de dólares e a estimativa é que cheguem a 45 bilhões neste ano — um crescimento de 18% —, segundo a consultoria americana Business Research Company.

Um aumento considerável nas consultas a distância também ocorre no Brasil. Desde 2012, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, atua de forma experimental com telemedicina. A instituição conecta o médico e o paciente por vídeo. Mas, como a regulação não permite uma consulta remota, há médicos dos dois lados da videochamada. A ideia é oferecer atendimento com médicos especializados para determinados pacientes, que são recebidos no hospital por um clínico-geral. Em 2018, foram realizadas 80.000 consultas pelo Albert Einstein, duas vezes mais do que no ano anterior. O serviço também é oferecido a empresas e, nesse caso, o paciente não precisa se deslocar até o hospital em quase nenhuma situação. A consulta é intermediada por um médico no próprio local de trabalho.

Toque para ampliar.

Outras companhias do ramo da saúde estão de olho na telemedicina. É o caso da Philips, fabricante de equipamentos médicos. A empresa conta com tecnologias para digitalizar o atendimento, como prontuário eletrônico e armazenamento de informações em nuvem. Para César Giannotti, diretor de soluções corporativas da Philips na América Latina, a telemedicina permite fazer um atendimento contínuo da população. “As plataformas de saúde avançaram e a tecnologia de dados foi para a nuvem. Tudo está preparado para atender pacientes, falta apenas a regulação”, diz Giannotti.

Enquanto a prática continua limitada, empresas como a Brasil Telemedicina, baseada em Campinas, no interior de São Paulo, dão um jeito de atender pacientes a distância como podem — com análise de laudos à distância, consulta entre médicos ou com o intermédio de farmacêuticos. Outra empresa é a startup FalaFreud, conhecida por seu aplicativo para conectar psicólogos e pacientes. Fundada pelos brasileiros Renan Pupin e Yonathan Faber, a startup lançou em outubro um aplicativo chamado FalaDoc. Voltado para empresas, a startup espera com o app reduzir o número de idas de funcionários a consultórios ao conectá-los com médicos da família, terapeutas, nutricionistas e até personal trainers. O custo mensal por funcionário será de 90 reais.

Hospital no Reino Unido: os atendimentos virtuais podem gerar uma economia de 1 bilhão de libras em cinco anos para o sistema público de saúde | Hannah Mckay/Reuters

GANHO DE EFICIÊNCIA

O Reino Unido é um dos países que apostam na telemedicina para melhorar a eficiência do serviço público. No plano de longo prazo para a saúde pública, anunciado em 2018, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) prevê que os atendimentos digitais com clínicos-gerais poderão reduzir até um terço do número de visitas aos hospitais nos próximos cinco anos. No país, são feitos 400 milhões de consultas presenciais por ano. A medida ajudaria o serviço de saúde a economizar 1 bilhão de libras no período. Por meio de um site ou de um atendimento telefônico no serviço NHS 111, quem estiver passando mal e não souber o que fazer poderá obter aconselhamento a distância a qualquer dia ou hora. Se necessário, poderá marcar uma consulta.

Além de ampliar o acesso à saúde, a telemedicina traz oportunidades. Para o consultor na área de saúde Guilherme Hummel, coordenador científico da organização sem fins lucrativos Healthcare Information and Management Systems Society, a regulamentação da telemedicina pode movimentar 8 bilhões de dólares no Brasil com o investimento de grandes empresas e startups no ramo. “A telemedicina é importante porque a oferta de médicos longe de grandes centros urbanos é menor do que a demanda”, afirma Hummel. Para Leonardo Giusti, sócio da consultoria KPMG, com a aprovação da regulamentação da telemedicina no Brasil, as entidades médicas públicas e privadas poderão melhorar o acesso e os custos do serviço de saúde. Mas, antes, elas precisarão vencer alguns desafios. “As grandes empresas terão de se reorganizar para mudar a cultura interna e a forma de trabalhar. O maior desafio é convencer o corpo clínico”, diz Giusti.

Toque para ampliar.

Em julho, o plano de saúde Amil lançou um serviço de atendimento por teleconferência em vídeo para os 180.000 clientes do plano Amil One. Após o anúncio, no entanto, a Associação Médica Brasileira fez uma denúncia para a Agência Nacional de Saúde Suplementar por causa da ausência de amparo legal para a prática da telemedicina. “A AMB combate o atendimento a distância devido às suas limitações. Há casos em que nada substitui a consulta presencial. Porém, uma vez estabelecidos os parâmetros legais, sem oferecer risco à saúde do paciente, não resta dúvida de que a telemedicina pode ser aplicada”, diz Lincoln Ferreira, presidente da associação. A tecnologia, como se vê, está pronta. O desafio para levar o atendimento a distância aos brasileiros é puramente regulatório.


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Sindicatos vão à Justiça para suspender megaleilão do pré-sal

Entidades sustentam que leilão, marcado para quarta, não pode ser feito sem plano ambiental

Por Mariana Muniz

Renato Moreira/Agência Petrobras 21/07/2011-Plataforma P-59 ne BLG-2 A Petrobrás já havia fechado a venda de sua fatia no Campo de Carcará para a norueguesa Statoil por US$ 2,5 bilhões Foto: Agência Petrobrás

Pré-Sal, o retorno - Campo de Carcará, na Bacia de Santos: a área ao norte é uma das joias que vão a leilão (Renato Moreira/Agência Petrobrás/Divulgação)

Os sindicatos Sindipetros e FUP (Federação Única dos Petroleiros) entraram nesta segunda-feira com uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal para tentar suspender o megaleilão e rodada de licitação do excedente da Cessão Onerosa sobre o pré-sal, marcado para quarta-feira.

De acordo com os advogados do escritório Aragão e Ferraro, que representa os sindicatos, a ação denuncia que União, Ibama e Agência Nacional de Petróleo (ANP) não poderiam realizar o Megaleilão sem um plano ambiental prévio e específico, baseado em Estudos Multidisciplinares de Avaliações Ambientais de Bacias Sedimentares (AAAS) para a área leiloada.

Para os dirigentes sindicais a biodiversidade e os bioma específicos atingidos pela área do Megaleilão tem sofrido com o óleo derramado no litoral nordestino brasileiro. Por esta razão, “além de um mapeamento de todas as bacias e do impacto e sensibilidade do produto em contato com os ecossistemas, é preciso uma urgente resolução sobre o acidente ecológico, pois investidores podem oferecer preços menores, gerando risco de prejuízo evidente aos cofres públicos”.


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ECONOMIA

Pacotão de Paulo Guedes vai testar negociação do governo

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia vão pessoalmente ao Congresso entregar, às 11h desta terça-feira, megapacote econômico

BRASIL

AI-5: oposição dever formalizar pedido de cassação de Eduardo

Ação vem no mesmo dia em que governo apresenta um grande pacote econômico e lança dúvidas sobre a capacidade de articulação dos Bolsonaro no Congresso

NEGÓCIOS

Alta à vista? Os balanços das empresas de energia

O mercado espera resultados positivos para a brasileira Eneva e para a francesa Engie no terceiro trimestre deste ano

MUNDO

Com protestos nas ruas, a final da Libertadores vai sair do Chile?

Santiago, escolhida para receber a partida entre Flamengo e River Plate, é palco de semanas de protesto contra o governo de Sebastián Piñera

BRASIL

Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Nova Délhi decreta emergência por poluição; Lucro do Itaú sobe 11%; Opep prevê novos corte

REVISTA EXAME

O médico via internet

A telemedicina avança no mundo para atender pacientes a distância e a qualquer momento do dia, mas o Brasil segue à margem dessa tendência global

Governo deve apresentar pacote de medidas econômicas nesta terça

O chamado 'Plano Guedes' deve incluir quatro Propostas de Emenda à Constituição (PECs), entre elas a reforma administrativa e o pacto federativo

Por Da Redação

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro são esperados no Congresso para anunciar oficialmente medidas (EVARISTO SA/AFP)

O ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro devem comparecer ao Congresso Nacional nesta terça-feira 5 para entregar um novo pacote de reformas econômicas. O conjunto de medidas deve incluir quatro Propostas de Emenda à Constituição (PECs), entre elas a reforma administrativa e o pacto federativo.

Ainda nesta semana, na quarta-feira 6, a equipe econômica terá outro evento importante, quando a Agência Nacional do Petróleo realizará o leilão da cessão onerosa . O pleito colocará em disputa campos de petróleo do pré-sal, que hoje estão em posse da Petrobras. O governo espera arrecadar mais de 100 bilhões de reais, dos quais um terço serão repassados para estados e municípios e outro terço será pago à própria Petrobras.

“Acredito muito na maturidade da democracia brasileira”, disse Guedes na última semana ao anunciar o plano de reformas a ser apresentado nesta terça, que posteriormente foi melhor detalhado. Na ocasião o ministro salientou que a agenda de reformas no Brasil “segue o processo democrático”.

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Em entrevista à Folha de S. Paulo, Guedes rejeita a ideia de pacote – diz que se trata de uma agenda reformista que foi construída após o diálogo entre o executivo e legislativo. A estratégia do governo é dividir as pautas entre Câmara dos Deputados e Senado Federal para tentar dar celeridade as medidas. Para a Câmara deve ser encaminhada a PEC da reforma administrativa, que muda as regras do serviço público, criando diretrizes mais próximas à iniciativa privada, e um projeto de lei que traz um novo modelo para as privatizações, em esquema de fast track, para agilizar a passagem de empresas públicas para iniciativa privada.

Já o Senado deve dar início à tramitação de três medidas que alteram a Constituição: a PEC Mais Brasil, conhecida como pacto federativo, que traz um novo regime fiscal e propõe a soma do gasto obrigatório com saúde e educação; a PEC da emergência fiscal, que institui gatilhos para conter gastos públicos em caso de crise financeira na União, estados e municípios; e a PEC dos fundos, que revê 281 fundos públicos.

Já a reforma tributária deve seguir para uma comissão mista de deputados e senadores. A primeira fase das mudanças no regime tributário deve ser a união de tributos federais para instituir o IVA dual.  Já há no Congresso a tramitação de dois projetos: um de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que tramita na Câmara e prevê a unificação também de impostos estaduais e municipais. No Senado, há a proposta do ex-deputado Luiz Carlos Hauly, que segue a linha do IVA dual, segundo o relator do texto, senador Roberto Rocha (PSDB-MA). A mudança no Imposto de Renda, entretanto, deve ficar mais pra frente, disse Guedes.

(Com Estadão Conteúdo)


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Smartphone Motorola G7 Play 32GB Indigo 4G - 2GB RAM Tela 5,7” Câm. 13MP + Câm. Selfie 8MP

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Hacker prometeu invalidar Lava Jato e libertar Lula com diálogos vazados

Foi isso o que foi oferecido à ex-­deputada Manuela d’Ávila, conforme conversas anexadas ao inquérito que apura o caso, às quais VEJA teve acesso

Por Thiago Bronzatto

PELA CAUSA - Delgatti: a PF quer saber se ele é apenas um criminoso diligente (./.)

Há cinco meses, a Polícia Federal tenta descobrir a motivação dos hackers que invadiram os celulares dos procuradores que atuavam na Lava-Jato, copiaram mensagens privadas e as entregaram ao site The Intercept Brasil, que divulgou o material em parceria com outros veículos de imprensa, incluindo VEJA. Segundo os criminosos, que já foram condenados no passado por estelionato e receptação, a incursão foi pautada exclusivamente pelo senso de justiça para atingir dois objetivos bem definidos: libertar o ex-­presidente Lula da prisão e anular os processos da maior operação de combate à corrupção de todos os tempos. Pelo menos foi isso o que eles ofereceram formalmente à ex-­deputada Manuela d’Ávila, conforme diálogos anexados ao inquérito que apura o caso, aos quais VEJA teve acesso. Parte da matéria-prima que seria utilizada para fulminar a Lava-Jato viria de conversas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interceptadas ilegalmente.

Candidata à Vice-­Presidência da República na chapa do PT que foi derrotada em 2018, Manuela serviu como intermediária entre os hackers e o jornalista Glenn Greenwald, diretor do Intercept Brasil. Em 12 de maio passado, às 12h14, de acordo com o que foi apurado até agora, ela recebeu uma mensagem de texto em seu Telegram: “Consegue confiar em mim?”. Após ver a foto e o número do celular do remetente, o senador Cid Gomes, Manuela não titubeou ao responder no mesmo instante: “Sim. 100%”. Cid Gomes é irmão de Ciro Gomes, ex-ministro do governo Lula e antigo aliado do presidente. O interlocutor continuou: “Olha, eu não sou o Cid. Eu entrei no telegram dele e no seu. Mas eu tenho uma coisa que muda o Brasil hoje. E preciso contar com você”. Naquele momento, segundo disse à polícia, Manuela estava num almoço de família, comemorando o Dia das Mães, e estranhou a abordagem. Suspeitou que poderia ser uma brincadeira ou um trote e permaneceu em silêncio, desconfiada, até que recebeu uma imagem de uma de suas conversas privadas com o ex-deputado Jean Wyllys. Isso provava que não era um blefe. “Cid”, então, explicou do que se tratava: “Eu entrei no telegram de todos membros da força tarefa da lava jato. Peguei todos os arquivos. Dá para soltar Lula hoje. Derrubar o MPF”, prometeu o hacker.

“BARONIL” – Conversa do hacker com Manuela d’Ávila: ele disse ter mensagens impróprias de ministros do STF

“BARONIL” – Conversa do hacker com Manuela d’Ávila: ele disse ter mensagens impróprias de ministros do STF (Cristiano Mariz/.)

No dia seguinte, 13 de maio, Manuela recebeu uma segunda mensagem do hacker. Dessa vez, ele se identificava como “Brazil Baronil” e garantia que também tinha conversas que mostrariam a parcialidade de ministros do STF, diálogos que teriam potencial para invalidar todos os processos da Operação Lava-Jato. Citou três magistrados que teriam sido alvo da interceptação: os ministros Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso, que fariam parte de um grupo no Telegram. “Eu tenho uma conversa da carmem (que era para ser imparcial, segundo o princípio do juiz natural) dizendo sobre a norte (morte) do sobrinho do Lula. Fazendo até piada”, escreveu o hacker. “E ainda ela disse exatamente assim: quem faz mal para outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho.” “A Rosa Weber saiu do grupo na hora!” Para o hacker, isso mostraria a falta de imparcialidade dos ministros, o que, segundo ele, poderia “invalidar todos atos da operação lava-­jato”.

Convencida dos bons propósitos do hacker, Manuela d’Ávila recomendou a ele que entrasse em contato com o jornalista Glenn Greenwald. Em 9 de junho, veio à tona a primeira leva de mensagens trocadas entre procuradores da Lava-Jato e o ex-juiz Sergio Moro, o atual ministro da Justiça. O material mostrou que os membros da força-tarefa discutiam entre si depoimentos e combinavam diligências — comportamento considerado, no mínimo, impróprio. Apoiada nas mensagens obtidas de maneira ilegal, a defesa de Lula pediu ao STF a suspeição de Moro. Se o pedido for atendido, o ex-presidente será libertado e os processos da Lava-­Jato poderão acabar anulados — exatamente o que o hacker queria.

NÃO ERA O “CID” – A ex-deputada Manuela d’Ávila: ela encaminhou o hacker para Glenn Greenwald

NÃO ERA O “CID” – A ex-deputada Manuela d’Ávila: ela encaminhou o hacker para Glenn Greenwald (Filipe Jordão/JC Imagem)

Walter Delgatti Neto, o hacker que entrou em contato com a ex-deputada, está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília. É comum jactar-se com colegas da quantidade e da qualidade de informações que obteve sobre autoridades e celebridades depois da invasão de seus celulares. Disse, por exemplo, que soube antes de todo mundo que o jogador Neymar era inocente das acusações de estupro e agressão. Estudante de direito, já se gabou de ter ferido de morte o ministro Sergio Moro — ressalvando, no melhor estilo falastrão, que tudo o que foi divulgado até agora sobre o ex-juiz ainda é apenas uma “amostra grátis” do grande acervo de que dispõe. E também foi em uma dessas conversas que Delgatti reafirmou que teve acesso a diálogos reservados de ministros do STF, que incluiriam até conversas comprometedoras com procuradores da República.

As investigações da Polícia Federal ainda não concluíram se a invasão dos celulares dos ministros do STF aconteceu de fato ou se foi uma bravata dos criminosos. Delgatti está detido juntamente com outros três comparsas. Suspeita-se que o grupo tenha acessado os aplicativos de mais de uma centena de pessoas e que tenha tentado vender parte das informações colhidas. Ao vasculharem o computador e os celulares dos criminosos, os investigadores não encontraram nada que comprovasse que os aparelhos dos ministros haviam sido hackeados. Procurados, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber negam que tenham formado qualquer grupo de aplicativo entre eles. Cármen Lúcia não respondeu.

Publicado em VEJA de 6 de novembro de 2019, edição nº 2659


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Em apoio a Bolsonaro, supermercado suspende propaganda na Globo

A rede Condor suspendeu suas veiculações em todos os jornais nacionais da emissora por que ela iria contra os 'princípios e valores' da família

Por Eduardo F. Filho

FÚRIA - Na live transmitida da Arábia Saudita: críticas pesadas à imprensa por associar seu nome ao caso Marielle e acusação contra o governador Witzel (//Reprodução)

A rede Condor de supermercados, com sede no Paraná, decidiu suspender suas veiculações comerciais na Rede Globo. Em comunicado oficial, a empresa esclarece que a suspensão limita-se aos programas “jornalísticos nacionais como Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico bem como em programas que contrariem os princípios e valores familiares, como Malhação e a novela das 21h.”.

“A decisão está fundamentada na parcialidade que o jornalismo nacional da emissora vem demonstrando, onde (sic) apresenta matérias sem o devido cuidado, apenas de cunho sensacionalista, especialmente contra o Presidente da República (Jair Bolsonaro)”, diz o comunicado.

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A empresa esclarece, contudo, que permanecerá com os investimentos na RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, com o intuito de reforçar a programação regional e de “entretenimento saudável”. “Não cortamos as propagandas da RPC, apenas não serão veiculadas em certos horários”, reitera a nota.

A Condor – com 49 lojas em dezessete cidades paranaenses e duas de Santa Catarina – termina dizendo que outras empresas compactuam com a mesma preocupação que eles têm com “o futuro do país” e que estão tomando medidas semelhantes. Até a conclusão do texto, porém, nenhuma outra empresa havia apoiado a decisão da Condor.



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