Top of Mind indica Grêmio como o clube mais lembrado no Rio Grande do Sul

Tricolor superou o Inter em todas as regiões e classes sociais

Por: ZH Esportes


Top of Mind indica Grêmio como o clube mais lembrado no Rio Grande do Sul Omar Freitas/Agencia RBS

Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

O Grêmio foi mais uma vez o time mais lembrado na pesquisa Top of Mind 2017, da Revista Amanhã, divulgada na manhã desta terça-feira (13). De acordo com a publicação, o Tricolor superou o Inter em todas as regiões e classes sociais.

— O gremista, sabidamente, é um dos mais engajados do país, fato que o mantém ativo e, incondicionalmente, fiel à causa clubística — disse à revista Beto Carvalho, executivo de marketing do Grêmio.

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A diferença do Grêmio para o Inter tem crescido nos últimos anos — 48% a 42,2% em 2015; 49% a 42,8% em 2016; 53,3% a 39,4% em 2017. O Grêmio foi o clube mais lembrado no Top of Mind pela 21ª vez.

Números de 2017:

Total: Grêmio 53,3% x 39,4% Inter
Classes A/B: Grêmio 53,8% x 41,1% Inter
Classe C: Grêmio 54,4% x 39,2% Inter
Classes D/E: Grêmio 50,5% x 38,8% Inter
Região Metropolitana: Grêmio 56,1% x 41,7% Inter
Interior: Grêmio 51,1% x 37,6% Inter

*ZHESPORTES

STJD define multa de R$ 720 mil ao Inter por e-mails adulterados

Clube escapou de exclusão da Série B, enquanto Piffero foi suspenso por 555 dias

Clube escapou de exclusão da Série B, enquanto Piffero foi suspenso por 555 dias | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Clube escapou de exclusão da Série B, enquanto Piffero foi suspenso por 555 dias | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou por unanimidade o Inter a pagamento de multa, por conta dos e-mails adulterados no processo sobre o zagueiro Victor Ramos, do Vitória. Pela infração, o clube deverá pagar multa de R$ 720 mil.

Além disso, o ex-presidente, Vitório Piffero foi condenado a multa de R$ 90 mil e suspensão por 555 dias. O relator, José Nascimento havia sugerido 640 dias de suspensão, mas o presidente, Rogério Raposo considerou melhor diminuir essa punição.

A  base do inquérito foi feita pelo auditor procurador do STJD Mauro Marcelo. O clube foi acusado de utilizar uma compilação fraudada de e-mails no processo que questionava a condição legal do zagueiro Victor Ramos em 2016. O jogador atuava no Vitória, principal adversário coloradona luta contra o rebaixamento. Os advogados sustentavam que não houve má-fé na apresentação dos e-mails, que já teriam chegado ao clube modificados.

O inquérito que investigou a falsificação foi concluído há duas semanas por Mauro Marcelo, que veio a Porto Alegre para ouvir o ex-presidente Vitorio Piffero e advogados do clube, mas, sem sucesso, demonstrou publicamente seu descontentamento. Marcelo colocou no inquérito que foi comprovado que os e-mails foram modificados pelo então agente de Victor Ramos em fevereiro de 2016, quase um ano antes de o Inter utilizá-los.

O Inter, em uma caso extremo, poderia ser punido até com a exclusão da Série B. Outras sanções previstas eram o impedimento de realizar a transferência de jogadores e uma multa. Piffero, por sua vez, poderia ser suspenso do futebol - ou seja, não poderia voltar a ser dirigente por determinado período.


Correio do Povo

Ministério da Saúde negocia com lanchonetes fim do refil para refrigerantes

Medida visa reduzir o consumo excessivo de sal e açúcar no país

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, quer acordo voluntário sobre o tema | Foto: Erasmo Salomão / MS / Divulgação / CP

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, quer acordo voluntário sobre o tema | Foto: Erasmo Salomão / MS / Divulgação / CP

O Ministério da Saúde quer acabar com a oferta de refil de refrigerantes em restaurantes e redes de lanchonete no Brasil. A pasta negocia com representantes do setor um acordo para o fim dessa prática, que, na avaliação do ministério, tem se expandido de forma perigosa no País. "Caso não cheguemos a um resultado comum, vamos estudar uma outra medida", afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A alternativa seria propor ao Congresso um projeto de lei proibindo esse sistema de oferta da bebida. De acordo com o ministro, não há prazo para que o acordo com o setor seja firmado. A estimativa do Ministério da Saúde é de que existam cerca de 1 mil lojas de redes de fast-food, além de restaurantes, que oferecem aos clientes essa possibilidade de consumo ilimitado por um preço fixo.

"Há uma disputa por esse mercado. Vamos manter a tentativa de acordo voluntário. Espero chegar a um entendimento", disse Barros nesta terça-feira. Pelas contas da pasta, o refil aumenta em até 30% o consumo de refrigerantes nos estabelecimentos. "Isso vai contra a nossa meta, que é justamente reduzir a ingestão da bebida", completou.

Sal e açúcar

Barros anunciou ainda outras duas medidas que estão em estudo para tentar reduzir o consumo excessivo de sal e açúcar no País: a proibição de saleiros em mesas de restaurantes; e a mudança de embalagens de sal e açúcar, que passariam a apresentar um dosador. "Eles ajudariam a ver qual a exata quantidade para o consumo. O que vemos hoje é uma colher de sal, mas ela pode ser rasa ou muito cheia. Há uma grande diferença", disse Barros.

A exemplo do refil, a ideia do governo é tentar, em uma primeira etapa, um acordo com donos de restaurantes e estabelecimentos que servem comida para retirar o saleiro. "Se todos concordarem, não há necessidade de uma lei." Meta de redução As estratégias foram apresentadas nesta terça-feira, 13, durante o anúncio dos resultados do acordo de redução de sal com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), firmado em 2011.

Cálculos feitos pelo Ministério da Saúde com base em dados fornecidos pela indústria indicam que foram retirados do mercado até o momento 17 mil toneladas de sódio dos alimentos. Essa quantia está longe da meta firmada com o setor, que é, até 2020, retirar o equivalente a 28.562 toneladas do nutriente.

Embora o cronograma esteja bem atrasado, Barros disse estar confiante de que o objetivo será alcançado. Apesar do discurso, tanto o ministro quanto representantes da indústria reconhecem que, nas próximas etapas, o processo vai ficando cada vez mais difícil. No início do acordo, bastava retirar o excesso de sódio de alimentos.

Embora festejado pelo governo e pela indústria, o acordo de redução de sal é criticado por especialistas em nutrição por suas metas, consideradas muito tímidas. O sal é considerado fator de risco para hipertensão. Além de dar sabor, ele ajuda a conservar os alimentos, por isso, a sua adição até mesmo em alimentos adocicados, como cereais matinais e bolos.

Estudos indicam que o brasileiro usa sal em excesso e não se dá conta de ter esse comportamento de risco. A média de consumo diário do ingrediente no Brasil é de 12 gramas, mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): 5 gramas diárias.

Etapas

A mudança na formulação é feita em etapas. Na primeira fase, a redução foi feita em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Em uma segunda etapa, iniciada em outubro de 2011, foi a vez de salgadinhos de milho, batatas fritas, bolos, misturas para bolo, maionese, bolachas e biscoitos. Na terceira turma, estavam margarinas, cereais caldos em cubo e gel, além de temperos. Na última fase, iniciada em novembro de 2013, a redução tem como alvo empanados, hambúrguer, linguiças cozida, resfriada e frescal, mortadela, presuntaria, mussarela, requeijão cremoso, salsicha e sopas individuais.

De acordo com o ministério, houve uma redução de 23,15% da quantidade de sódio presente na muçarela, entre 2012 e 2016. No requeijão, a queda foi de 20,47%. Sopas apresentaram uma queda de 65,15% na quantidade de sódio adicionada. Entre embutidos, a maior queda foi da linguiça cozida em temperatura ambiente. A redução do teor de sódio foi de 15,59%, de 2013 para 2016. Entre hambúrgueres, a queda foi de 18,34%, também no período 2013-2016.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

FACHIN MANDA ROCHA LOURES DE VOLTA PARA A PF

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Edson Fachin acaba de decidir pela transferência de Rodrigo Rocha Loures da Papuda para a carceragem da Polícia Federal.

Em sua decisão, o ministro fala em "preservação da integridade física do requerente".


O Antagonista



AO VIVO | TV Antagonista - Edição das 17h

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Entenderam????


Fonte: https://twitter.com/EricAmaral10/status/874405254699376640?t=1&cn=ZmxleGlibGVfcmVjcw%3D%3D&iid=08ebfd9b024249f88a8fc19e979ab93b&uid=33715994&nid=244+272699400

Ianara Garcia, jornalista da TV Centro América

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Gleisi lamenta ocorrido com Míriam Leitão e diz que Globo é responsável por ódio

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Estadão Conteúdo


A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), emitiu uma nota nesta terça-feira, 13, em que afirma lamentar os ataques verbais sofridos pela jornalista Míriam Leitão por delegados do PT no último dia 3 de junho, durante voo de Brasília para o Rio de janeiro. A petista afirmou ainda que a Rede Globo, emissora para qual Míriam trabalha, é responsável “em grande medida” pelo clima de ódio no País.

Nesta terça-feira, a jornalista relatou em sua coluna no jornal O Globo que foi xingada por delegados do PT durante o voo. Em resposta, a senadora afirmou que o partido orienta os militantes a não agredirem uma pessoa por suas posições políticas. “Orientamos nossa militância a não realizar manifestações políticas em locais impróprios e a não agredir qualquer pessoa por suas posições políticas, ideológicas ou por qualquer outro motivo, como confundi-las com as empresas para as quais trabalhem”, disse a petista.

Gleisi afirmou que o comportamento não agrega nada ao debate democrático e que ela, assim como outros membros do partido, também já foi vítima de agressão semelhante em locais públicos. A dirigente petista usou a nota para direcionar críticas à emissora em que a jornalista trabalha. “Não podemos, entretanto, deixar de ressaltar que a Rede Globo, empresa para a qual trabalha a jornalista Miriam Leitão, é, em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil, e em nada tem contribuído para amenizar esse clima do qual é partícipe.”


IstoÉ

Gilmar classifica como "bobagem" críticas ao TSE

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral votou contra cassação da chapa Dilma-Temer

Gilmar classifica como

Gilmar classifica como "bobagem" críticas ao TSE | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, classificou como "bobagem" as críticas de que o órgão fez um julgamento mais político do que jurídico ao livrar o presidente Michel Temer da cassação na semana passada. O placar terminou em 4 a 3 pela absolvição do peemedebista e Gilmar foi um dos que votou contra a cassação.

"As críticas são absolutamente normais. Em um jogo de Fla x Flu, as pessoas acabam tendo uma posição nesse sentido", disse o ministro ao chegar para a cerimônia de posse da nova integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria Tereza Uille.

Ele também minimizou o fato de a Rede ter entrado com ação no Supremo Tribunal Federal pela anulação do julgamento.

CNJ

O nome da nova conselheira Maria Tereza Uille foi aprovado em dezembro pelo Congresso e contou com o apoio de Gilmar. Em tempos de Lava Jato, congressistas e governo acompanharam intensamente a disputa pelo posto, uma vez que cabe ao CNJ punir eventuais abusos de juízes, como Sérgio Moro, responsável pela operação na primeira instância.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Sérgio Cabral é condenado em 14 anos e 2 meses por corrupção e lavagem

Juiz Sérgio Moro exigiu regime fechado para início de cumprimento da pena

Sérgio Cabral condenado em 14 anos e 2 meses por corrupção e lavagem | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP Memória

Sérgio Cabral condenado em 14 anos e 2 meses por corrupção e lavagem | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP Memória

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. O peemedebista foi acusado por propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras. O magistrado fixou o regime fechado para o início de cumprimento da pena.

"Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a catorze anos e dois meses de reclusão, que reputo definitivas para Sergio de Oliveira Cabral Santos Filho", decretou Moro.

A ex-primeira-dama Adriana de Lourdes Ancelmo foi absolvida '"das imputações de crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente de autoria ou participação". O juiz Moro condenou ainda o ex-secretário do governo do peemedebista Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho – 10 anos e 8 meses – e o "homem da mala" Carlos Miranda – 10 anos – por corrupção e lavagem de dinheiro.

O magistrado decretou, "em decorrência da condenação pelo crime de lavagem" a interdição de Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda "para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no artigo 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade".


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Para evitar prisão, Geddel Vieira Lima oferece passaporte ao STF

Ex-ministro apresentou documento e sigilo bancário após notícias que afirmam que ele seria o "próximo alvo do MP"

Para evitar prisão, Geddel Vieira Lima oferece passaporte ao STF | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

Para evitar prisão, Geddel Vieira Lima oferece passaporte ao STF | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ocupou a Secretaria de Governo no início do governo de Michel Temer, antecipou-se a um possível pedido de prisão contra ele pelo Ministério Público Federal (MPF), colocando seu passaporte e seu sigilo bancário à disposição do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em petição apresentada na noite de segunda-feira dentro do inquérito que investiga Temer no Supremo, Geddel citou notícia veiculada no mesmo dia pela coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo, em que se afirma que o ex-ministro seria “o próximo alvo do Ministério Público”, órgão poderia pedir sua prisão.

O ex-ministro também anexou imagem de uma nota publicada pelo site O Antagonista, que repercutiu a informação sob o título: “O próximo preso”.

“Excelência, com as devidas e necessárias licenças, este peticionário tem certeza de que as decisões desse Supremo Tribunal Federal, assim como requerimentos do Ministério Público Federal, não são (e jamais serão) pautadas em especulações da imprensa”, escreveu o advogado de Geddel, Gamil Föppel, na peça.

A defesa ressaltou não haver motivo para medidas cautelares mais graves contra o ex-ministro, como uma suposta prisão, pois ele vem colaborando com a Justiça. Geddel se comprometeu, na petição apresentada a Fachin, a não fazer movimentações maiores do que R$ 30 mil em suas contas bancárias.

O ex-ministro solicita ainda que não pese contra ele o fato de ter ficado calado durante depoimento prestado no último dia 8 de junho.

Geddel Vieira Lima foi citado mais de uma vez na delação premiada dos executivos do grupo empresarial J&F, que deu origem à investigação contra Temer. Segundo os depoimentos, ele seria o intermediário nas negociações com o presidente até o momento em que foi afastado da articulação do governo no Congresso. Apesar disso, ele não figura como investigado no inquérito.


Agência Brasil e Correio do Povo