Eliseu Padilha diz ao PMDB que vai deixar o governo

Ministro da Aviação Civil só deve anunciar decisão após conversar com Dilma
Eliseu Padilha diz ao PMDB que vai deixar o governo | Foto:  Wendel Lopes / Divulgação / CP Memória
Eliseu Padilha diz ao PMDB que vai deixar o governo | Foto: Wendel Lopes / Divulgação / CP Memória
Um dos principais aliados do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse a correligionários, nesta sexta-feira, que vai deixar o governo.

Segundo relatos, o ministro tentou se reunir com a presidente Dilma Rousseff nessa quinta-feira, mas não teve êxito. A conversa deve ocorrer na segunda-feira. Nesta sexta, Padilha cumpre agenda no Rio Grande do Sul, seu estado de origem. Um posicionamento oficial, por parte dele, deve ocorrer apenas após a conversa com Dilma. A decisão do ministro ocorre em meio ao início da discussão do processo de impeachment da presidente no Congresso Nacional.

Distanciamento

Segundo na linha sucessória da Presidência da República, Temer evitou nessa quinta-feira participar das principais discussões com integrantes da cúpula do governo e de se posicionar publicamente sobre a instauração do processo de impedimento à presidente.

A mesma conduta de Temer tem sido adotada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e lideranças do partido na Casa. A avaliação inicial das lideranças do PMDB no Senado é de que o momento é de "cautela", uma vez que a questão ainda precisa ter seus desdobramentos na Câmara - onde o processo deverá ser discutido inicialmente.
Estadão e Correio do Povo

Servidor que esperar 13º até junho fará investimento, diz Biolchi

Governo pagará em seis parcelas ou via empréstimo consignado na rede bancária
Servidor que esperar 13º até junho fará investimento, diz Biolchi | Foto: Galileu Oldemburg / Palácio Piratini / Divulgação / CP
Servidor que esperar 13º até junho fará investimento, diz Biolchi | Foto: Galileu Oldemburg / Palácio Piratini / Divulgação / CP
Se aprovado pela Assembleia Legislativa (AL), o projeto de lei complementar, encaminhado nessa quinta-feira, permitirá que o governo estadual pague o 13º salário dos servidores em seis parcelas ou com empréstimo consignado em nome dos servidores em todas instituições bancárias que tiverem interesse na operação. O atraso será compensado com indenização calculada pela variação da Letra Financeira do Tesouro, mais uma taxa de 0,8118% ao mês. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, quem esperar para receber a partir de junho até novembro fará uma espécie de investimento, pois ele calcula que os juros fiquem em cerca de 25%. 

“Aqueles casos que não precisarem, vão acabar tendo uma vantagem que é o ganho que o banco teria. Acaba sendo um belo investimento para quem não precisar fazer a operação no banco", disse nesta sexta-feira. Apesar de a despesa ficar mais alta para o Estado, será menor do que não pagar o 13º, segundo o Biolchi. Quem não fizer o empréstimo no banco, receberá automaticamente seis parcelas, sendo que as cinco primeiras equivalem a 10% do salário – uma em junho, depois em julho, agosto, setembro e outubro. A última parte será o saldo de 50% em novembro. “O servidor não tem prejuízo", destacou.

Os que necessitarem receber antes podem optar agora ou mais tarde. “Vai depender do banco", esclareceu Biolchi. Quem tiver dívida também pode buscar a antecipação, já que quem se responsabiliza pelo pagamento é o Estado. “As operações sempre dependem das instituições financeiras, mas o histórico mostra que, como o 13º é uma parcela consignável, não há problema nenhum de cadastro ou de qualquer outro impedimento a alguém que já tem algum outro tipo de operação", explicou. O empréstimo independe da faixa salarial.

Valores dentro do orçamento do governo 

Biolchi garantiu que as parcelas serão pagas e que os valores estão dentro do planejamento do governo. “Fizemos as parcelas a partir do mês de junho, porque é o que cabe no nosso fluxo de caixa. Estão dentro da nossa previsão de receita e despesa que podemos suportar. No momento que o Estado pede autorização, ele cria a obrigação de fazer o pagamento nas datas", informou.

Em novembro quando termina o parcelamento, já haverá preocupação com o 13º de 2016, mas o chefe da Casa Civil ressaltou que ainda é cedo para pensar no último mês do ano que vem. 

As duas alternativas - pagar parcelado ou antecipado pelo banco - dependem da aprovação do Legislativo. Caso o projeto não passe na Assembleia, não haverá outra alternativa para pagar o 13º em dezembro. A expectativa é de que a matéria seja apreciada até o dia 15, para dar tempo de as instituições financeiras se adaptarem às condições de pagamento.

Presidente eleito da Argentina diz que Dilma está "muito tranquila"

Macri foi recebido nesta sexta-feira no Palácio do Planalto
Presidente eleito da Argentina visita Brasil | Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR/ CP
Presidente eleito da Argentina visita Brasil | Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR/ CP
Após conversar por cerca de meia hora com a presidente Dilma Rousseff, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, afirmou, em entrevista à imprensa, que ela estava “muito tranquila” durante o encontro. A reunião com Macri foi o primeiro compromisso oficial de Dilma com alguém de fora do governo desde que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar o pedido de abertura de impeachment da presidente, na última quarta-feira.

Segundo Macri, Dilma explicou a situação política brasileira a ele e disse que continuará trabalhando enquanto durar o processo, inclusive em questões do Mercosul. “Depois de me explicar o que estava acontecendo com a situação política local, ela manifestou seu compromisso em trabalhar ativamente em retomar uma agenda do Mercosul. Ficou claro que são processos paralelos. Para mim está claro que, se o Brasil vai melhor, a Argentina vai melhor e vice-versa, por isso temos que trabalhar em conjunto 24 horas por dia, aconteça o que acontecer. O que está em jogo é criar melhores oportunidades para os brasileiros e os argentinos”, disse após ser recebido por Dilma no Palácio do Planalto.

Macri disse ainda que a tensão política interna no Brasil não diz respeito à Argentina e que confia na trajetória democrática do país. “É um tema que não nos diz respeito, é assunto do Brasil, mas confio plenamente nas instituições do Brasil. É um país forte, sólido, que demonstrou ao longo das últimas décadas uma consolidação sistemática de seu sistema democrático.”

Posse na Argentina

Macri irá tomar posse na próxima quinta-feira  e Dilma vai acompanhar a cerimônia em Buenos Aires.Segundo o presidente eleito, os dois governos vão começar a negociar uma visita de Estado de Dilma à Argentina, com a participação de ministros e de uma delegação de empresários.

O presidente eleito veio a Brasília acompanhado de comitiva que inclui o futuro chefe da Casa Civil do governo argentino, Marcos Peña, e a nova chanceler, Susana Malcorra. O embaixador da Argentina no Brasil, Luis Maria Kreckler, também participou da reunião no Palácio do Planalto.

Os argentinos foram recebidos por Dilma ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; do embaixador do Brasil na Argentina, Everton Vieira Vargas; e do subsecretário-geral de América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, Paulo Estivallet.

De Brasília, Macri seguiu para São Paulo, onde terá agenda com empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Agência Brasil e Correio do Povo

FHC diz que mercado prefere impeachment de Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso considerou a reação do mercado financeiro à aceitação dopedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um sinal de preferência dos agentes econômicos pelo afastamento da petista. "Eu vi que o mercado reagiu subindo, o que significa que prefere que haja o impeachment", afirmou o ex-presidente na noite dessa quinta-feira, em Lisboa, onde participa nesta sexta-feira da abertura de um debate sobre o futuro mundial na Fundação Champalimaud.

• Dólar sobe e Ibovespa cai na manhã desta sexta

O tucano disse ter acompanhado as notícias dos últimos dias no Brasil"com certa apreensão" e fez um prognóstico de semanas "tensas no Brasil". "O processo de impeachment é difícil para o País", afirmou FHC no saguão do hotel onde está hospedado na capital portuguesa. O ex-presidente observou que o processo de julgamento e eventual cassação de um chefe do Executivo "não é uma coisa simples".

Na opinião de FHC, a ação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de acatar o pedido de afastamento de Dilma enseja "um grande debate sobre a viabilidade política" do impeachment. "Também é preciso discutir com a população", afirmou o tucano. Para ele, "se o sentimento se generalizar, a presidente terá muita dificuldade de evitar o impeachment".

Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique disse que seu partido votará a favor do impedimento de Dilma porque o pedido de abertura do processo tem como um dos autores o jurista Miguel Reale Júnior, que foi ministro da Justiça de sua gestão e também um dos advogados que fundamentou uma ação do PSDB contra a petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Acho que provavelmente a votação (do PSDB) será favorável ao impeachment."

Em março deste ano, o tucano disse que o eventual afastamento da presidente não adiantaria nada. "Tirar a presidente da República não adianta nada. O que vai fazer depois?", questionou ele um dia após um panelaço contra a presidente. Na ocasião, Fernando Henrique considerou que o modelo de presidencialismo de coalização, chamado pelo tucano como de "presidencialismo de cooptação", está exaurido. O tucano disse que o sistema político está "totalmente espatifado".

Em outra ocasião, após os protestos contra a presidente em todo o País em 16 de agosto, FHC foi mais incisivo disse em texto postado em seu perfil no Facebook que "conchavos de cúpula" não devolvem legitimidade ao governo que, por isso, não consegue conduzir o País. Sem defender abertamente a renúncia, Fernando Henrique afirmou que Dilma precisaria de um "gesto de grandeza", como a renúncia ou assumir seus erros, para recuperar sua capacidade de governar.

"Se a própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza - renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional -, assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato. Até que algum líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais", dizia a postagem.

Correio do Povo

Não cometi ato ilícito e defenderei mandato, diz Dilma

Presidente participou da 15ª Conferência Nacional da Saúde, em Brasília
Razões para proposta de impeachment são inconsistentes, diz Dilma  | Foto: Roberto Stuckert / Presidência / CP
Razões para proposta de impeachment são inconsistentes, diz Dilma | Foto: Roberto Stuckert / Presidência / CP
Durante discurso na 15ª Conferência Nacional da Saúde, realizada nesta sexta-feira em Brasília, a presidente Dilma Rousseff usou seu discurso no evento para reiterar que o pedido de abertura para processo de impeachment, aceito pelo presidenteda Câmara, Eduardo Cunha, é improcedente e que irá fazer a defesa do mandato. 

• Entenda como funciona o processo de impeachment no Brasil 

"As razões que fundamentam a proposta de impeachment são inconsistentes, são improcedentes. Não cometi nenhum ato ilícito. Não tenho conta na Suíça e não tenho na minha biografia nenhum ato de uso indevido do dinheiro público. Meu governo praticou todos os atos dentro do princípio da responsabilidade com a coisa pública", afirmou Dilma. 

Dilma disse que durante o processo que definirá o futuro do governo vai continuar dialogando com todos os segmentos da sociedade. "Vamos mostrar que essa luta não é em favor de uma pessoa, partido ou grupo de partidos. É uma luta em defesa da democracia deste País", declarou.  

A presidente destacou que as escolhas políticas do País estão em jogo. "São 13 anos em favor da soberania do Brasil, em defesa do povo brasileiro. Vou lutar contra o impeachment porque não fiz nada que justifique esse pedido e porque tenho compromisso com a população que me elegeu", acrescentou. 

Aguirre rebate crítica à preparação física: “Foi uma desculpa”

Ex-Inter, técnico foi apresentado no Atlético-MG nesta quinta-feira
Técnico Diego Aguirre assinou contrato por dois anos com o Atlético-MG | Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG
Técnico Diego Aguirre assinou contrato por dois anos com o Atlético-MG | Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG
Ex-treinador do Inter e agora novo técnico do Atlético-MG, o uruguaio Diego Aguirre afirmou que as críticas à preparação física da sua comissão técnica quando esteve em Porto Alegre serviram como uma “desculpa” para a uma eventual queda de rendimento. Apresentado em Belo Horizonte nesta quinta-feira, ele rebateu críticas: “Quando fomos à semifinal da Libertadores e ganhamos as finais do Grêmio ninguém falava da preparação física e sim muito bem da nossa metodologia de trabalho”, ressaltou. 

No início de outubro, o presidente colorado, Vitorio Piffero, revelou quedemitiu Aguirre devido à preparação física considerada insuficiente para o grupo. “O trabalho do Diego Aguirre foi muito bom. Eu mudei ele pela preparação física”, declarou Piffero. “Era algo para 60 jogos e nós atuamos em quase 80. Essa foi a grande diferença para o futebol europeu e uruguaio”, justificou, à época. 

Campeão gaúcho e semifinalista da Libertadores, Diego Aguirre foi demitido ainda antes do fim do primeiro turno do Brasileirão, em agosto, e estava desempregado desde então. Ele revelou, na apresentação ao Atlético-MG, que recebeu outras propostas, mas a conversa com o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, acabou pesando mais por sua escolha: “Com a convicção que ele me transmitiu do que queria de time, eu me senti muito identificado. Estou pegando um time que está trabalhando junto e tem muitas coisas boas”, disse. 

Aguirre assinou contrato por dois anos, mas sua estreia será apenas em 2016. O Atlético-MG enfrenta a Chapecoense no próximo domingo, no último compromisso do Brasileirão e será comandado por Diogo Giacomini. Com apenas um ponto a mais que o Grêmio, o time mineiro tenta a vitória para confirmar o vice-campeonato. 

Rádio Guaíba e Correio do Povo

MPF cria força-tarefa para atuar em processos da Lava Jato no STJ

Grupo trabalhará exclusivamente nos processos de corrupção na Petrobras
Força tarefa foi designado em abril de 2014 pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP
Força tarefa foi designado em abril de 2014 pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP
Uma força-tarefa de subprocuradores gerais passará a atuar exclusivamente nos processos da Operação Lava Jato que estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Conselho Superior do Ministério Público Federal aprovou nesta sexta-feira, cinco nomes, que darão prioridade às ações que envolvem as investigações do esquema de corrupção na Petrobras no Tribunal. Os subprocuradores nomeados são Francisco de Assis Vieira Sanseverino, José Adônis Callou de Araújo Sá - que já estavam trabalhando com os processos da Lava Jato -, além de Maria Hilda Marsiaj Pinto, Mario José Gizi e Áurea Maria Etelvina Pierre. A proposta é da Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF). 

A força-tarefa foi criada para dar mais agilidade às ações judiciais e processos correlatos que tramitam no STJ. O grupo ajudará a desafogar o trabalho, que estava concentrado com Ela Wiecko, a vice-procuradora-geral da República. Esse é o terceiro grupo do MPF destinado a investigar o caso. Procuradores da República na primeira instância da Justiça Federal do Paraná também atua na Lava Jato. Composto por doze integrantes, o grupo foi designado em abril de 2014 pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para auxiliar o PGR nas ações da Lava Jato no Supremo, também há um grupo de trabalho formado por membros do MPF e do MPDFT que foi instituído em janeiro.
Estadão e Correio do Povo

Grupo faz vigília em frente ocupação em Porto Alegre

Ronaldinho abrirá escola de futebol em Cingapura

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