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Negros são apenas 17,4% no grupo dos mais ricos, diz IBGE

Pretos e pardos representavam 53,6% da população brasileira em 2014
Negros são apenas 17,4% no grupo dos mais ricos, diz IBGE | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ CP
Negros são apenas 17,4% no grupo dos mais ricos, diz IBGE | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ CP
A população que se identifica como preta ou parda cresceu entre a parcela 1% mais rica da população brasileira. Mesmo assim, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Síntese de Indicadores Sociais, eles representam apenas 17,4% do total da parcela mais rica do país. Mais de 79% são de pessoas brancas. Em 2004, havia 12,4% de negros e 85,7% de brancos nesse grupo, que é formado por pessoas que moram em domicílios cuja renda média é de R$ 11,6 mil por habitante.

Por outro lado, a população que forma o grupo 10% mais pobre, com renda média de R$ 130 por pessoa na família, continua majoritariamente negra. O percentual aumentou nos últimos 10 anos. Em 2004, 73,2% dos mais pobres eram negros, patamar que aumentou para 76% em 2014. Esse número indica que três em cada quatro pessoas é negra entre os 10% mais pobres do país.

Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população, enquanto as que se declaravam brancas eram 45,5%. Em 2004, o cenário era diferente, pouco mais da metade se declarava branca (51,2%), enquanto a proporção de pretos ou pardos era 48,2.

Os brancos eram 26,5% dos mais pobres em 2004 e sua participação nessa fatia da população caiu para 22,8% em 2014.
Se considerada a população total de negros no Brasil, 38,5% deles estavam entre os 30% mais pobres da população em 2014, valor inferior aos 41,6% registrados em 2004. Houve um aumento da proporção de brancos que se encaixam nessa faixa de renda: de 19,1% em 2004 para 19,8%.

Já os negros que estão entre os 30% mais ricos são 20,1% do total da população desta cor no Brasil. Para os brancos, esse percentual é de 41,9% e não se alterou em relação a 2004, quando era de 41,9%. Em 2004, 17,2% dos negros estavam entre os 30% mais ricos dos brasileiros. 

Desigualdade de renda 


Para avaliar a desigualdade de renda, o IBGE calculou o Índice de Palma no Brasil, indicador que avalia quanto a mais os 10% mais ricos se apropriam do total dos rendimentos em relação aos 40% mais pobres. Segundo a pesquisa, o rendimento dos 10% mais ricos concentrava um valor 4,3 vezes maior que os 40% mais pobres do país em 2004, valor que caiu para 3,1 vezes em 2014.

Os números do IBGE mostram que, em 2014, os 40% mais pobres do Brasil recebiam 13,3% do total da massa de renda do país, percentual se manteve praticamente estável entre 2011 e 2014, depois de ter crescido de 2004 (10,6%) a 2011 (13,1%). A população que fica na faixa intermediária, entre os 40% mais pobres e os 10% mais ricos, elevou sua participação de 43,9% do total da renda para 45,6%. Já os 10% mais ricos detinham 45,5% do total dos rendimentos em 2004 e perderam participação, chegando a 41% em 2014.
Agência Brasil e Correio do Povo

RS é superado por SC em índices de indicadores sociais, aponta IBGE

Nos últimos 10 anos, estado vizinho reduziu mortalidade infantil e aumentou expectativa de vida

O Rio Grande do Sul perdeu posições em relação a aspectos demográficos para Santa Catarina nos últimos 10 anos. A Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, revela que o Estado já não sustenta a menor taxa de mortalidade infantil do país tampouco a maior esperança de vida ao nascer. O RS foi ultrapassado pelo estado vizinho. O Estado destaca-se ainda pela diminuição da taxa de fecundidade. Em 2004, cada mulher no RS tinha, em média, dois filhos. Dez anos depois, em 2014, essa média caiu para 1,58. Esse número é apenas menor em Santa Catarina e no Distrito Federal. A pesquisa revela que nos dois estados cada mulher tem, em média, 1,57 filho.

Com relação à mortalidade infantil, o índice caiu bastante em todo o Brasil. Pela primeira vez nos últimos 10 anos, Santa Catarina e Espírito Santo mostram taxas de mortalidade infantil de apenas um dígito — número de mortes a cada 1.000 nascimentos. Enquanto que em Santa Catarina 9,8 crianças morrem antes de completarem 1 ano (em relação ao número de nascidos vivos), no Rio Grande do Sul a taxa é de 10,2. No ano de 2004, essa mesma taxa no RS era de 13,6 e em SC de 13,8. “Não é que o Rio Grande do Sul tenha estancado, mas os outros estados deram um salto maior”, destaca o supervisor de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, Ademir Koucher. 

A expectativa de vida também aumentou mais em Santa Catarina do que no Rio Grande do Sul durante o período. No RS passou de 73,9 (2004) para 77,2 (2014). Em SC, a expectativa de vida média da população é um pouco mais alta, aliás, a maior do Brasil: 78,4 anos. O estado vizinho ao RS ostenta também a maior expectativa de vida do país para as mulheres: 81,8 anos. “Não há muita diferença, mas, há 20 anos, o Rio Grande do Sul tinha a maior expectativa de vida do Brasil”, comenta Koucher. Ele aponta que Santa Catarina tem crescido muito nos últimos anos, em diversos aspectos, obtendo indicadores sociais que se destacam. “Não é que o RS tenha parado de evoluir, mas é que os outros estados evoluíram em maior escala, principalmente Santa Catarina.”

Além de informações sobre demografia, a pesquisa apresenta dados relacionados à família, educação, trabalho, rendimento e domicílios referentes ao período entre 2004 e 2014. Koucher, que é economista, avalia que as informações relacionados a trabalho que constam na pesquisa não caracterizam a situação atual do país. “São dados de anos de pleno emprego, de 2004 a 2014. Agora, em 2015, que as coisas ficaram mais difíceis, mas não há informação sobre isso, apenas (a teremos) no ano que vem”, explica. 

Correio do Povo

Poupança tem mais saques do que depósitos pelo 11º mês seguido

Em novembro de 2014, houve mais depósitos do que retiradas, com captação líquida de R$ 2,534 bilhões

Os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 1,303 bilhão, em novembro. Esse foi o 11º mês seguido de retirada líquida de recursos e o pior resultado para meses de novembro, na série histórica do Banco Central (BC), iniciada em janeiro de 1995. Em novembro de 2014, houve mais depósitos do que retiradas, com captação líquida de R$ 2,534 bilhões. Nos 11 meses deste ano, a retirada líquida (descontados os depósitos) totaliza R$ 58,357 bilhões.

No mês passado, os clientes bancários sacaram R$ 166,885 bilhões, o maior volume da série. Os depósitos chegaram a R$ 165,582 bilhões. De janeiro a novembro, os depósitos somaram R$ 1,708 trilhão e os saques, R$ 1,766 trilhão.

A poupança tem perdido atratividade devido à taxa básica de juros, a Selic, mais alta, o que torna outras aplicações mais atraentes. Outro fator é a inflação mais alta do que a remuneração da poupança. Além disso, há menos dinheiro para aplicar devido à alta dos preços, ao endividamento das famílias e ao aumento do desemprego.

A poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de taxa variável. A taxa básica de juros, a Selic, está em 14,25% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 9,93% em 12 meses até outubro.

Agência Brasil e Correio do Povo

Relatório final da CPI do Carf aponta irregularidades em mais de 70 empresas

Texto foi elaborado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pede o indiciamento de 28 pessoas
Relatório foi elaborado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pede o indiciamento de 28 pessoas | Foto: Pedro França / Agência Senado / CP
Relatório foi elaborado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pede o indiciamento de 28 pessoas | Foto: Pedro França / Agência Senado / CP
O relatório final da CPI que investigou esquema no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aponta irregularidade no julgamento de mais de 70 processos, envolvendo 73 empresas e pessoas físicas. São citados, por ordem de valores dos processos, o Banco Santander (em duas ações de R$ 3,34 bilhões cada), o Bradesco (com ações de R$ 2,75 bilhões), a Ford (R$ 1,78 bilhões) e a Gerdau (R$ 1,22 bilhão).

Ao citar as empresas, o relatório remete a documento da Polícia Federal, que apontou as irregularidades. São listados ainda entre os suspeitos de terem pago propina para se livrar de multas da Receita Federal Boston Negócios (R$ 841,26 milhões), Safra (R$ 767,56 milhões), Huawei (R$ 733,12 milhões), RBS (R$ 671,53 milhões), Camargo Correa (R$ 668,77 milhões), MMC-Mitsubishi (R$ 505,33 milhões), Carlos Alberto Mansur (R$ 436,84 milhões) e Copesul (R$ 405,69 milhões).

O relatório da CPI do Carf foi elaborado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pede o indiciamento de 28 pessoas, a maioria ex-conselheiros do órgão, lobistas e servidores públicos. A relatora, da base aliada ao governo, não requereu o indiciamento de nenhum político e de suspeitos de participar da "compra" de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo - entre eles o ex-ministro Gilberto Carvalho e Luís Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em trecho do documento, a parlamentar justificou que a investigação sobre o caso não poderia ser realizada pela CPI, pois a compra de MPs durante os governos Lula e Dilma Rousseff não está relacionada ao objeto da CPI, pois não possui "ligação" com os julgamentos no âmbito do Carf.

O encerramento da CPI é parte de um "acordo" de integrantes da base aliada para evitar que as apurações avancem sobre investigados no esquema das MPs e empresários financiadores de campanha.

O único envolvido no caso das MPs que teve o indiciamento solicitado pela relatora foi o lobista e ex-vice-presidente tesoureiro da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) Mauro Marcondes. A implicação, por suposta corrupção ativa e tráfico de influência, foi por ele ter atuado no Carf como intermediário entre a MMC Automotores, fabricante da Mitsubishi no Brasil, e não pela questão das medidas provisórias. Marcondes nega envolvimento em crimes.

Sugestões

No fim do relatório, a senadora também faz sugestões de mudanças no Carf. Uma das propostas sugeridas é a de que o conselho seja "eminentemente técnico", formado por auditores fiscais concursados, que deverão ter mandatos fixos.

Pela formação atual, tanto auditores como representantes de contribuintes podem compor o colegiado do órgão. O documento também sugere mudança na atribuição do Carf, para que foque em decisões de "uniformização de jurisprudência em matéria tributária", sem debater questões de "pequena relevância".

O relatório foi apresentado em 26 de novembro e votado na quinta-feira, 3 de dezembro. Na sessão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou voto em separado, pedindo que o colegiado continuasse a investigar a compra de medidas provisórias, mas que não chegou a ser analisado.

Ele e o presidente do colegiado, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), prometem coletar assinaturas a partir de 2016 para criar uma CPI mista na Câmara e no Senado para investigar a suposta compra de MPs que beneficiou as montadoras.

Veja abaixo a lista de todas as empresas citadas com valores dos processos com suspeita de irregularidade:


• Banco Santander - R$ 3,34 bilhões
• Banco Santander 2 - R$ 3,34 bilhões
• Bradesco - R$ 2,75 bilhões
• Ford - R$ 1,78 bilhões
• Gerdau - R$ 1,22 bilhões
• Boston Negócios - R$ 841,26 milhões
• Safra - R$ 767,56 milhões
• Huawei - R$ 733,18 milhões
• RBS - R$ 671,52 milhões
• Camargo Correa - R$ 668,77 milhões
• MMC-Mitsubishi - R$ 505,33 milhões
• Carlos Alberto Mansur - R$ 436,84 milhões
• Copesul - R$ 405,69 milhões
• Liderprime - R$ 280,43 milhões
• Avipal/Granoleo - R$ 272,28 milhões
• Marcopolo - R$ 261,19 milhões
• Banco Brascan - R$ 220,8 milhões
• Pandurata - R$ 162,71 milhões
• Coimex/MMC - R$ 131,45 milhões
• Via Dragados - R$ 126,53 milhões
• Cimento Penha - R$ 109,16 milhões
• Newton Cardoso - R$ 106,93 milhões
• Bank Boston banco múltiplo - R$ 106,51 milhões
• Café Irmãos Júlio - R$ 67,99 milhões
• Copersucar - R$ 62,1 milhões
• Petrobras - R$ 53,21 milhões
• JG Rodrigues - R$ 49,41 milhões
• Evora - R$ 48,46 milhões
• Boston Comercial e Participações - R$ 43,61 milhões
• Boston Admin. e Empreendimentos - R$ 37,46 milhões
• Firist - R$ 31,11 milhões
• Vicinvest - R$ 22,41 milhões
• James Marcos de Oliveira - R$ 16,58 milhões
• Mário Augusto Frering - R$ 13,55 milhões
• Embraer - R$ 12,07 milhões
• Dispet - R$ 10,94 milhões
• Partido Progressista - R$ 10,74 milhões
• Viação Vale do Ribeira - R$ 10,63 milhões
• Nardini Agroindustrial - R$ 9,64 milhões
• Eldorado - R$ 9,36 milhões
• Carmona - R$ 9,13 milhões
• CF Prestadora de Serviços - R$ 9,09 milhões
• Via Concessões - R$ 3,72 milhões
• Leão e Leão - R$ 3,69 milhões
• Copersucar 2 - R$ 2,63 milhões
• Construtora Celi - R$ 2,35 milhões
• Nicea Canário da Silva - R$ 1,89 milhão

Empresas citadas sem o valor dos processos:

• Mundial - Zivi Cutelaria - Hércules - Eberle
• Banco UBS Pactual SA
• Bradesco Saúde
• BRF
• BRF Eleva
• Caenge
• Cerces
• Cervejaria Petrópolis
• CMT Engenharia
• Dama Participações
• Dascan
• Frigo
• Hidroservice
• Holdenn
• Irmãos Júlio
• Kanebo Silk
• Light
• Mineração Rio Novo
• Nacional Gás butano
• Nova Empreendimentos
• Ometo
• Refrescos Bandeirantes
• Sudestefarma/Comprofar
• TIM
• Tov
• Urubupungá
• WEG
Estadão e Correio do Povo