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Tarifa Alves Branco: Entenda o impacto da lei que protegeu a economia brasileira no Século XIX

 


A Tarifa Alves Branco, decretada em 1844 pelo então ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, é considerada por historiadores e economistas como o primeiro grande ensaio de soberania econômica e proteção industrial do Brasil Imperial.

Diferente dos tratados anteriores (como o de 1810), que abriam o Brasil para os produtos ingleses com taxas baixíssimas, a Tarifa Alves Branco inverteu a lógica, e suas consequências mudaram a cara do Segundo Reinado décadas depois.


1. O Fim da Dependência "Cativa" da Inglaterra

Antes de 1844, os produtos ingleses pagavam apenas 15% de imposto. A Tarifa Alves Branco elevou essas taxas para:

  • 30% para produtos que não tinham similar nacional.

  • 60% para produtos que já eram produzidos no Brasil.

  • Consequência: Pela primeira vez, o Império parou de legislar apenas para agradar Londres e passou a olhar para o seu próprio tesouro e para a pequena produção local.


2. O Surto Industrial e a Era Mauá

A mudança tarifária foi o combustível necessário para o surgimento de indústrias. Como importar ficou caro, o capital que antes ia para o luxo europeu começou a ser investido em fábricas, estaleiros e ferrovias.

  • O Barão de Mauá: O maior símbolo dessa mudança. Sem o protecionismo da Tarifa Alves Branco, dificilmente Irineu Evangelista de Sousa teria conseguido fundar a Companhia Ponta da Areia (estaleiro e fundição) ou a primeira ferrovia brasileira.

  • Urbanização: O lucro do café passou a ser "reciclado" na indústria urbana, modernizando cidades como Rio de Janeiro e, mais tarde, São Paulo.


3. A Crise do Tráfico Negreiro e a Transição de Capital

Décadas depois, a Tarifa Alves Branco se conectou a outro evento crucial: a Lei Eusébio de Queirós (1850).

  • Com o fim do tráfico de pessoas escravizadas, o enorme capital que antes era gasto comprando seres humanos "sobrou" no mercado.

  • Graças às taxas de importação elevadas da Tarifa Alves Branco, esse capital disponível não foi para as importações, mas sim para a industrialização e infraestrutura, consolidando o desenvolvimento do Segundo Reinado entre 1850 e 1870.


4. O Conflito Diplomático com a Grã-Bretanha

A medida não saiu de graça. A Inglaterra reagiu furiosamente à perda de seus privilégios alfandegários:

  • Bill Aberdeen: Como represália direta à Tarifa Alves Branco e à falta de cooperação brasileira no fim do tráfico negreiro, os ingleses aprovaram o Bill Aberdeen, que dava à Marinha Real o "direito" de prender navios negreiros brasileiros em alto-mar. Isso gerou uma crise diplomática que durou décadas.

A Tarifa Alves Branco mostra que o desenvolvimento do Brasil sempre esteve ligado a decisões de soberania tarifária. No Rio Grande do Sul, por exemplo, essa proteção ajudou a viabilizar as primeiras manufaturas de couro e têxteis, que sofriam com a concorrência desleal dos produtos que entravam pelo Rio da Prata.

É a prova histórica de que, sem um Estado que proteja minimamente a produção local, o país permanece apenas como exportador de commodities.


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