Nunes Marques quer mais transparência em pesquisas eleitorais e planeja mudar registro no TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, planeja exigir mais transparência dos institutos de pesquisa eleitoral em 2026.
A proposta é aperfeiçoar o formulário de registro das pesquisas para que o público tenha acesso direto a informações detalhadas, como quem financiou o levantamento, os locais onde foi aplicada, a faixa etária dos entrevistados e a data da primeira pesquisa realizada pela empresa.
A ideia de Nunes Marques é deixar todos esses dados disponíveis no site do TSE para consulta de qualquer interessado. Hoje, essas informações são públicas, mas só são reveladas mediante solicitação específica ao tribunal.
Segundo fontes do tribunal, a exigência sobre a data da primeira pesquisa busca identificar empresas sem experiência no setor que atuam apenas durante o período eleitoral, mediante contratações pontuais, e fecham as portas após as eleições.
O tema deve ser julgado em plenário. O debate foi motivado pela decisão do próprio Nunes Marques de suspender uma pesquisa da AtlasIntel que apontava queda de Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. Segundo o ministro, o uso de recursos audiovisuais teria induzido a resposta dos eleitores.
No plenário, os ministros devem definir se vídeos e áudios são permitidos nas pesquisas e de que forma podem ser usados. A tendência é que sejam liberados, desde que exibidos apenas após a pesquisa espontânea.
Nunes Marques deve convocar os ministros para uma conversa sobre o assunto na próxima segunda-feira, 3, quando as atividades do TSE são retomadas. Em julho, institutos de pesquisa foram ouvidos pelo tribunal. A discussão em plenário está prevista para a partir da segunda semana de agosto.

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