EUA e Irã buscam tripulante de caça F-15E derrubado; conflito no Oriente Médio se intensifica

 


Forças americanas e iranianas procuram, na madrugada deste sábado (4 de abril de 2026), um tripulante do caça F-15E Strike Eagle derrubado pelas defesas iranianas na sexta-feira (3). Foi a primeira perda confirmada de um avião de combate americano por fogo inimigo desde o início da guerra, há cerca de cinco semanas.De acordo com autoridades dos Estados Unidos, o F-15E foi atingido no espaço aéreo do sudoeste do Irã. A aeronave tinha dois tripulantes. Um deles foi resgatado com vida por forças especiais americanas e retirado do país para tratamento médico. A busca continua pelo segundo tripulante.O Irã também afirmou ter derrubado um avião de ataque A-10 Warthog (Thunderbolt II) na região do Golfo Pérsico. Fontes americanas indicaram que o piloto dessa aeronave foi resgatado.O Comando Central dos EUA (Centcom) não fez comentários oficiais sobre a perda do F-15E. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente Donald Trump foi notificado sobre o incidente. Em entrevista à NBC, Trump afirmou que a perda do avião “não afetará as negociações com o Irã” e comentou: “É a guerra”.Reações do Irã e recompensa oferecidaUm porta-voz do comando operacional central das Forças Armadas iranianas declarou que um “caça americano hostil foi atingido e destruído” no centro do país. A televisão estatal iraniana transmitiu apelo aos moradores da região, oferecendo recompensa valiosa a quem capturar vivo(s) o(s) piloto(s) e entregá-lo(s) às autoridades militares ou policiais.Escalada de ataques e impactos na infraestruturaNas últimas horas, foram registrados novos ataques aéreos em várias frentes:
  • Israel realizou onda de bombardeios contra Teerã e Beirute.
  • O Irã lançou nova série de mísseis contra Israel, ativando o sistema de defesa aérea israelense.
  • Explosões foram relatadas no norte de Teerã.
O presidente Trump afirmou, na plataforma Truth Social, que as Forças Armadas americanas “sequer começaram a destruir o que resta no Irã”. Ele também ameaçou atacar centrais elétricas iranianas.Entre os alvos recentes está a maior ponte do Irã, em Karaj, que foi atingida e ficou com apenas os dois pilares principais de pé. Fontes iranianas informaram que o ataque matou 13 civis e feriu dezenas de pessoas.No Líbano, o Ministério da Saúde contabiliza pelo menos 1.345 mortos desde o início dos confrontos intensos.A guerra também atinge o setor energético e industrial:
  • A Emirates Global Aluminium, em Abu Dhabi, informou que pode levar até um ano para retomar a produção total após danos causados por ataques iranianos.
  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que 70% da capacidade de produção de aço do Irã foi afetada pelos bombardeios.
  • O fechamento parcial do Estreito de Ormuz — por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra — provocou forte alta nos preços internacionais de petróleo e gás natural.
O porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaghari alertou que o Irã intensificará ataques a instalações de energia na região em resposta às ameaças americanas.Contexto econômico e militarA Casa Branca enviou ao Congresso um projeto de orçamento que prevê US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,7 trilhões) em gastos com defesa para 2027 — aumento de 42% em relação ao orçamento global do Pentágono.O conflito, que já dura quase cinco semanas, continua sem perspectiva imediata de desescalada, com ambos os lados trocando ataques aéreos e ameaças enquanto buscam vantagens estratégicas e narrativas políticas.A situação do tripulante desaparecido segue em desenvolvimento, com operações de busca e resgate em andamento.

São Paulo consolida estrutura para se tornar polo estratégico do mercado halal

 


O professor Bernardo Küster gravou um vídeo falando sobre a proximidade do estado de São Paulo com Estado Islâmico e como isso pode causar impactos culturais.

NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas durante a missão Artemis II

 


A NASA divulgou nesta sexta-feira (3 de abril de 2026) as primeiras fotografias da Terra tiradas pela tripulação da missão Artemis II, a bordo da cápsula Orion.A imagem, captada pelo comandante da missão, o astronauta Reid Wiseman, mostra o planeta envolto em redemoinhos de nuvens brancas, com os oceanos em tons profundos de azul. Um dos detalhes mais impressionantes é a visibilidade de auroras — tanto a boreal (no hemisfério norte) quanto a austral (no hemisfério sul) —, registradas com nitidez na atmosfera terrestre. A foto também registra a luz zodiacal, um brilho causado pela reflexão da luz solar em poeira do sistema solar.A imagem foi tirada após a queima de motores que colocou a Orion em trajetória rumo à Lua (translunar injection), quando a espaçonave já se distanciava da Terra.Mais de 50 anos após a famosa foto “Earthrise”, registrada pela Apollo 8 em 1968, a humanidade volta a ver o planeta azul da perspectiva do espaço profundo com astronautas a caminho da Lua.Sobre a missão Artemis IILançada em 1º de abril de 2026 do Kennedy Space Center, na Flórida, a Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa Artemis. A tripulação é formada por:
  • Reid Wiseman (comandante, NASA)
  • Victor Glover (piloto, NASA)
  • Christina Koch (especialista de missão, NASA)
  • Jeremy Hansen (especialista de missão, Agência Espacial Canadense)
A missão, com duração prevista de cerca de 10 dias, realizará um voo de teste ao redor da Lua sem pousar, servindo como ensaio geral para a Artemis III, que deve levar astronautas de volta à superfície lunar em 2028.Diferente das missões Apollo, o programa Artemis tem como objetivo estabelecer uma presença sustentável na Lua, incluindo a construção de uma base orbital (Gateway) e o desenvolvimento de tecnologias que preparem futuras explorações de Marte.Para a NASA e para muitos observadores, essas imagens não são apenas registros técnicos: elas reforçam a beleza e a fragilidade do nosso planeta visto de longe, enquanto a humanidade avança novamente na exploração do espaço.A agência deve continuar divulgando novas fotos e vídeos da missão nos próximos dias, à medida que a Orion se aproxima da Lua.

Governo federal intensifica fiscalização contra aumentos abusivos nos preços de combustíveis

 


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (3 de abril de 2026) que o governo está atuando de forma rigorosa para conter os efeitos da escalada de preços de combustíveis no Brasil, influenciada pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.Em vídeo publicado em seu perfil na rede social X, o ministro criticou práticas que considera especulativas e anunciou que o governo está “indiciando aqueles que, pela usura, se aproveitam do momento para ganhar mais do que a margem natural dos combustíveis no Brasil”.Segundo Silveira, o Executivo atua de maneira integrada para evitar repasses excessivos aos consumidores. “Estamos atuando de forma firme e rigorosa contra os abusos dos cartéis dos postos de gasolina e das distribuidoras. Nós estamos na rua até que a gente consiga ter normalidade global”, declarou.Força-tarefa nacional de fiscalizaçãoDesde o dia 9 de março de 2026, uma força-tarefa envolvendo vários órgãos federais e estaduais vem realizando fiscalizações em todo o país:
  • 5,3 mil postos de combustíveis e 322 distribuidoras já foram inspecionados.
  • A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) emitiu autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras.
  • Foram formalizadas 16 autuações contra distribuidoras por indícios de formação de preço abusivo.
  • As multas aplicadas pela ANP podem chegar a até R$ 500 milhões, dependendo da gravidade do caso.
Participam da operação integrada:
  • ANP
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
  • Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon)
  • Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)
  • Polícia Federal
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Procons estaduais
Medidas econômicas para reduzir o impactoAlém da fiscalização, o governo editou a Medida Provisória nº 1.340/2026, que institui uma subvenção econômica de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. A medida, válida até 31 de dezembro de 2026 (limitada a R$ 10 bilhões no total), busca equalizar custos e amenizar o repasse da alta internacional do petróleo ao preço final do diesel.O ministro reforçou que o objetivo é proteger o consumidor de aumentos considerados abusivos enquanto o mercado internacional não se estabiliza.A força-tarefa continua em andamento, com promessa de “não dar trégua” a práticas irregulares no setor de combustíveis.